Os paulistanos na visão de uma mineira

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Saí de Belo Horizonte e vim para São Paulo já faz seis anos, tentando descobrir quem eu era, o que eu queria fazer da vida e onde eu poderia me encaixar. Encontrei as respostas para essas e várias outras perguntas nessa cidade gigante, fiz amigos que vou levar pela vida inteira, tenho memórias que nunca vou esquecer. Mudar de cidade muda a gente quando a gente está bem aberto pra isso. Deixei minha cidade natal, minha família, meus amigos de infância, tudo que eu conhecia e isso me tornou uma pessoa mais forte. Por isso e por tantos outros motivos, eu adoro São Paulo.

Mas, depois de todo esse tempo, acho que já dá pra fazer um apanhando de coisas que os paulistanos fazem que são estranhas e engraçadas na visão de quem vem de fora, porque os paulistanos… Eles são bem estranhos. Então vamos logo para a lista.

– Alguns paulistanos acham mesmo que não têm sotaque.

– Paulistanos usam a palavra “mestiço” para designar pessoas de ascendência japonesa + brasileira.

– Paulistanos falam “erguer” e não “levantar”. – Me chamaram a atenção que isso é coisa de paulista e não paulistano. Ops!

– Paulistanos falam “girar” e não “rodar”.

– Paulistanos chamam quadro negro de “lousa” e dever de casa de “lição” (e está aí minha resposta quando eu via isso nas dublagens dos filmes quando criança e pensava “quem fala assim??”)

– Paulistanos chamam sanduíche de lanche!!!11 (Respirando no saco só de pensar)

– A maioria dos paulistanos realmente odeia o Rio e os cariocas, mas a maioria deles também nunca foi pra lá. (?)

– Paulistanos em geral tem uma visão meio estereotipada dos outros estados e falam alegremente assim sem nem perceber que é ofensivo.

– Nessa mesma nota, em geral os paulistanos viajam pouco para dentro do Brasil (Mas talvez mineiros viajem muito porque não temos praia…)

– Mas os paulistanos que têm grana sempre viajam muito para fora do país, o que cria seres humanos estranhos que acham que o Brasil é São Paulo mas adoram a diversidade cultural de outros lugares.

– Paulistanos são um pouco Parisienses, eles acham que o mundo não gira sem São Paulo.

– Paulistanos não dão o devido valor ao fato de todos os shows internacionais virem pra cá.

– Paulistanos têm uma competição estranha entre eles, para ver quem é “mais paulistano”, baseado na região da cidade em que está o hospital onde você nasceu. Tipo “Sou muito paulistana, nasci em Pinheiros” “Ah, eu nasci na Paulista, sou bem mais paulistana que você”. Pois é.

– Mesmo com tanta coisa legal (e de graça!) pra fazer, muitos paulistanos preferem ir para o shopping!

– Muitos paulistanos ficam intrigados com o fato de eu não puxar um “r” mais caipira, mesmo sendo de Minas.

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– Muitos outros já me perguntaram porque eu puxo um “r carioca” (?)

– A ética de trabalho em São Paulo é muito diferente. O nível de dedicação e esforço esperado de você é muito mais hardcore. Acho isso bem legal.

– Em São Paulo, os happy hours em geral começam lá pelas oito da noite! (Sair do trabalho tarde + trânsito)

– Em São Paulo, os conceitos de perto e longe são totalmente relativizados. Por exemplo, um lugar que dá pra chegar em meia hora de ônibus, é perto. Um lugar que dá pra chegar em dez minutos a pé, é do lado. E quando falam que um lugar é longe… Vixe, melhor sair de casa com duas horas e meia de antecedência.

– Paulistanos estão muito acostumados com filas, engarrafamentos quilométricos, distâncias absurdas, dificuldades para chegar nos lugares, etc. Isso já faz parte da vida. Minha mãe, toda vez que vem me visitar, diz que paulistano “gosta de sofrer”.

– Paulistanos também adoram coisas da moda e de repente um restaurante x ou uma determinada comida fica hype e vira a maior febre do mundo e as pessoas são capazes de passar incontáveis horas na fila pra entrar na exposição das luzes ou comer paleta mexicana.

– Em São Paulo, é praticamente impossível almoçar pizza. Quase todas as pizzarias só abrem depois das seis da tarde e quando você fala de comer pizza no almoço, eles te olham torto.

– Aliás, experimenta pedir catshup na pizzaria.

– O cachorro-quente paulistano é feito com purê de batata em vez de molho.

– Ao contrário da crença popular, não é nada fácil encontrar estabelecimentos que fiquem abertos 24 horas.

– O Bairro do Limão é só um bairro comum.

– Paulistanos costumam ser fechados, é mais difícil se enturmar e fazer amizades. Pra mim foi difícil no começo, eu que estou acostumada ao aconchego mineiro.

– Paulistanos em geral têm muito bom gosto pra se vestir.

– A maioria dos paulistanos está tão acostumada que não faz ideia do que é mais legal nessa cidade: Aqui, dá pra sentir o mundo girar.

E aí, o que achou da lista? Não concorda? Tem itens para acrescentar?

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4 comentários em “Os paulistanos na visão de uma mineira

  1. Paulistano falam carne e frango. Vocês falam carrne de boi e carrne de frango.
    Ou seja: o mesmo sotaque de carro vocês falam porrco.

    Lição : tema, assunto (sob a forma de exercício, texto, matéria ditada etc.) dado ao aluno para estudar.
    “a l. de hoje está na página 27”
    2.
    aquilo que o aluno aprende ou prepara para apresentar ao professor.
    Dever de casa é uma definição informal de tarefas. Deveres de casa pode ser uma definição de afazeres domésticos. Não define de tarefas escolares.
    Mineiros não sabem separar R de RR.
    Porta para vocês é porrta (no sotaque de vocês)
    Então porque se um produto é caro vocês não falam carro? 😂 Paulistano apenas falam corretamente o Português. Com um R só. Até porque na escola aprendemos que um r não tem o mesmo som de dois erres.

    erguer/levantar: erguer= elevar no ar, levantar=pôr em posição vertical. Então depende ao que você está se referindo.

    Paulistano não almoça pizza porque pizza para nós é um happy hour. Normalmente não se faz happy hour no almoço e sim à noite.
    Não achamos normal pizza com ketchup porque o pizzaiolo faz molho de tomate e aí querem colocar uma coisa industrializada em cima? Ketchup é para Mc Donald’s.
    Paulistano é mais fechado porque somos seletivos e não gostamos de gastar saliva com qualquer pessoa que aparece na rua e o tempo em São Paulo é precioso pra gastar com todo mundo que se encontra. Até porque temos muito trânsito, filas por sermos uma cidade muito grande. Aliás quando vamos a casa de uma pessoa evitamos de tocar campainha (isso incomoda pakas)
    Não se portaremos na sua casa como se fosse a nossa casa. Não gostamos de visitas às 8, 9, 10 da manhã. Parece testemunha de Geová. Não vamos entrar no seu quarto (se você está doente e quer ficar sozinha) sentar na sua cama e ficar falando horas sabendo que você não está bem.

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