Presente de aniversário

nivvers

Atenção, o conteúdo a seguir é impróprio para menores de dezoito anos.

Contém cenas de sexo explícito M/H e H/H, e linguagem chula. Se você é menor de idade ou não se sente à vontade com essas temáticas, por favor, não prossiga a leitura.

– O que é isso? – Dora perguntou quando o garçom colocou dois copos de Bloody Mary à sua frente. Os enfeites e parafernalhas em cima estavam saindo por todos os lados.

– Cortesia para a aniversariante. – Rodrigo explicou sorridente, do outro lado da mesa.

– Gente, pelo amor de Deus, nesse ritmo vou voltar pra casa de SAMU.

– Aproveita enquanto ainda tem SAMU então, linda, porque daqui a pouco o Temer vai acabar com ele também.

A mesa inteira gargalhou. Dora pegou um dos copos. Se os amigos estavam dispostos a embebá-la, quem era ela para dizer não? A mesa estava cheia, os drinks estavam deliciosos e o seu cérebro estava naquele estágio inicial da bebedeira, quando tudo parece estar coberto por névoa. Se aquele não era o seu melhor aniversário, pensou Dora, feliz, com certeza estava na lista.

– Oficialmente, a Vivi e a Marina foram para o banheiro juntas. Parece que alguém vai ganhar a aposta. – Leo a arrancou de seus pensamentos, sentando-se ao seu lado e servindo-se de um dos copos sem a menor cerimônia.

– Leo, você não seria deselegante ao ponto de me cobrar uma aposta no dia do meu aniversário, né? – O namorado levantou uma sobrancelha. – Além disso, você encheu a Marina de tequila. Isso é trapacear.

– Vou pensar no seu caso, só porque hoje você está particularmente maravilhosa. – Dora sorriu. Leo passou o braço pela sua cintura, aproximando-se dela no banco. Colou sua testa na da namorada e sussurrou: “Está feliz?”

– Sim. Muito.

– Que bom. – Ele se inclinou para roubar um beijinho carinhoso e depois se endireitou no banco. – Estão te calibrando, hein? Acho ótimo, mas vai bebendo devagar. É bom você ficar acesa a noite toda.

Dora franziu a testa.

– Por quê? O que você está aprontando?

– Eu? Nada. Que coisa feia, você desconfiando de mim. – Disse Leo com um muxoxo, dando uma piscadela para Dora e virando-se para roubar mais um pouco do Bloody Mary. Dora então teve a certeza de que o namorado estava tramando algo.

***

– Gente, sobrou muito bolo, de verdade! Vocês não querem levar mais um pouco?

– Não, não, já levamos um monte miga, valeu! – Marina respondeu, com o batom todo borrado.

– O Uber chegou. – Avisou Vivi, sorridente. As duas sumiram dentro do carro e Dora suspirou, contente. Sentiu os braços de Leonardo a envolverem por trás e colou o corpo ao do namorado. Ele beijou sua nuca algumas vezes e sussurrou em seu ouvido:

– Vamos embora?

– Vamos. – Dora sussurrou de volta, sentindo os joelhos amolecerem. Ela nunca resistia quando ele falava em seu ouvido daquele jeito, ainda mais quando tinha um galão de álcool correndo em seu sangue.

– Mas então… Na verdade eu tenho uma surpresa pra você.

– Supresa? Leo, do que você tá-

Dora virou-se para encarar o namorado, e viu Gustavo encostado na parede, fumando um cigarro. Ele olhou pra ela e deu um sorriso tímido. Ela engoliu em seco, suas bochechas queimando imediatamente. Uma parte do seu cérebro dizia que não podia ser, ela estava entendendo errado. A outra dizia que Gustavo ficava realmente MUITO bem naquelas calças justas.

– O Gu vai no nosso Uber. A gente tem um presente pra você.

***

Dora estava olhando para o copo d’água em suas mãos, enquanto Leo apresentava o Saci, seu vira-lata, para Gustavo. Ela não conseguia decidir se deveria beber água para ficar mais sóbria e conseguir aproveitar a noite direito, ou se precisava de um dose de Absolut.

Gustavo perguntou onde era o banheiro e pediu licença. Leo colocou Saci no chão e olhou para Dora.

– Tudo bem?

– Tudo. Tô um pouco nervosa.

Leo torceu a boca e se aproximou do sofá, ajoelhando-se.

– Você sabe que se não quiser não precisamos fazer nada, né?

– Não é isso. Eu quero! Você sabe que eu quero. Eu só tô nervosa.

Leo olhou nos olhos de Dora por um tempo, como que esperando ver uma confirmação ali. Depois sorriu aquele sorriso doce e safado ao mesmo tempo que tinha conquistado Dora quando eles se conheceram.

– Não se preocupe. A gente vai te relaxar.

Ele tirou o copo das mãos de Dora, passou os braços pela sua cintura e a fez levantar. Trouxe o corpo pequeno da namorada para perto de si e afundou o rosto em sua nuca.

– Que cheirosa. – Ele comentou em voz baixa, fazendo Dora se arrepiar. – Você está linda hoje, minha gatinha.-  Neste momento, Dora ouviu a porta do banheiro se abrir. Leo levantou o rosto para Gustavo, atrás dela. – Vem cá. Ela não está linda hoje, Gu?

– Está. – Confirmou Gustavo, meio sem jeito. Leo estava dominando tanto a situação, o que era surpreendente. Há algumas semanas os dois conversaram sobre isso, e ele havia se mostrado reticente. Agora, estava agindo como se tivesse doutorado em ménage à trois.

– Ela é mais linda ainda sem roupa. – Dora corou imediatamente. Era muito excitante ver esta versão ultra confiante de Leo. Gustavo deu uma risada sem graça. Leo olhou para ele por cima do ombro de Dora. Ela se sentia paralisada, não tinha coragem de olhar para trás e encarar o amigo. Leo soltou a sua cintura, pegou as duas mãos de Gustavo e o trouxe para perto. – Assim dá pra imaginar.

Dora sentiu as mãos geladas de Gustava passeando por cima do vestido, da sua cintura para o seu quadril. Leo não estava mais olhando para ela, tinha os olhos verdes fixos em Gustavo. Ela podia imaginar que ele devia estar hipnotizado, porque com certeza, ninguém no mundo poderia resistir àquele olhar de lobo mau. Sentiu as mãos de Leo apertando as de Gustavo no seu quadril e depois subindo, pela sua barriga, bem devagar.  Dora prendeu a respiração quando os dois pares de mãos chegaram aos seus peitos, apertando com força por cima do sutiã. Gustava gemeu baixinho atrás dela, e de repente, como se tivesse sido a reação de um ímã, ele e Leo se beijaram.

Dora se virou um pouquinho, para poder ver. Os dois estavam se beijando com força. Deu um pouco de vontade de ter uma cadeira bem perto, porque os seus joelhos ficaram fracos. Ela viu Gustavo morder o lábio inferior de Leo e sua respiração ficar mais forte. Ele soltou as mãos de Gustavo para trazê-lo para perto atrás de Dora. Colou o corpo dele ao dela e ela pode sentir sua ereção debaixo daqueles jeans ridiculamente apertados. Dora se sentiu um pouco tonta. O nervosismo ainda a paralisava, e ela estava lutando contra ele, mas era muito difícil. Ela conhecia Gustavo há anos, eram colegas de trabalho, era difícil se soltar naquela situação, por mais que tivesse sido a sua fantasia pelos últimos meses.

Ela sabia que Leo conseguia sentir sua tensão, tanto que ele colocou uma mão em seu ombro, com carinho, para tranquilizá-la, enquanto beijava o pescoço de Gustavo. Ela podia sentir a barba do amigo roçando na lateral de seu pescoço, e era uma sensação tão diferente do rosto liso do namorado ao qual estava tão acostumada…

A boca de Leo de repente estava na frente da sua, e ele sorriu de levinho, passando os lábios nos dela, provocando com mordidinhas. Depois invadiu a sua boca com aquele beijo incendiário, elétrico, que nunca falhava em fazer a cabeça de Dora rodar. Gustavo arfou.

– Sempre achei lindo. Vocês se beijando.

Dora responderia que sim, mas é claro, porque quando ela e Leo iam ao motel eles passavam longos minutos se beijando em frente ao espelho. Era muito excitante beijá-lo, ele tinha o beijo mais carregado de paixão que ela já havia experimentado na vida, então é claro, é óbvio, que era lindo de ser ver.

Mas ela não respondeu, porque estava ocupada puxando de leve os cabelos da nuca de Leo, trazendo-o mais para perto, como se quisesse engoli-lo, porque, bom, de certa forma, ela queria mesmo. Ela sentiu Gustavo descendo uma das alças do seu vestido e beijando a tatuagem que ela tinha ali. A sua barba e os beijos a fizeram arrepiar, porque a tensão estava passando e a sensação de bebedeira voltando, e de repente ela estava muito molinha. A outra mão de Gustavo desceu para o seu quadril, apertando o corpo dela contra o dele, enquanto ele próprio investiu o seu quadril contra dela. O movimento a despertou um pouco do torpor, e o seu corpo voltou a tensionar.

– Se solta. – Leo sussurrou bem baixinho em seu ouvido. – Eu quero que você se solte. Eu quero que você aproveite. Eu tô aqui com você.

E, como em outras ocasiões, Dora se perguntou se o namorado era secretamente um feiticeiro, porque às vezes suas palavras eram mágicas. Ela suspirou e escondeu o rosto no pescoço do namorado, sentindo aquele cheiro que ela adorava. Leo tinha razão. Ela estava na companhia de dois homens que adorava e confiava, e que estavam dispostos a tudo para diverti-la.

Melhor presente de aniversário.

Ela inclinou o corpo para trás, e segurou a mão de Gustavo mais forte, fazendo com que ele a apertasse com mais afinco. Leo sorriu.

– Pode apertar com força. Ela curte.

Dora riu, um pouco envergonhada.

– Ele tá louco pra te apertar, Dora. Ele me contou. – Leo disse, e Dora soltou uma exclamação de leve. Não sabia se estava deliciada ou indignada com a informação de que os dois estavam conversando sobre isso antes. Gustavo riu também. – Tá com vergonha? Eu ajudo.

Ele pegou a mão de Gustavo qua ainda estava no ombro de Dora e a levou até a bunda da namorada, fazendo o amigo apertá-la com força. Dora já estava achando bem difícil ser discreta àquela altura, e gemeu alto. Mas Leo não parou por aí. Ele guiou a mão de Gustavo para subir o vestido justo de Dora. As mãos foram parar debaixo dele, e depois de mais um apertão na bunda, Leo levou a mão de Gustavo para dentro da coxa de Dora.

– Eu aposto que ela está encharcada. – Disse Leo, fazendo Dora e Gustavo gemerem juntos. – Ela sempre fica molhada muito rápido. – Leo levou a mão de Gustavo até a calcinha de Dora, passando os dedos por ali bem de leve. Dora gemeu estrangulado. Se fosse possível alguém desmaiar de excitação, aquele certamente era o momento. Gustavo beijou o seu pescoço com força, investindo o quadril contra o dela. Dora lançou ao namorado um olhar de súplica, sendo que ela nem sabia direito o que estava pedindo. Só sabia que aquilo deveria ser enquadrado como tortura em algum país e ela precisava que acabasse. Leo sorriu, ferino, e murmurou um “gostosa”, sem som. – Não falei?

– Não é  melhor… – Começou Gustavo, num tom rouco que Dora não conhecia e era MUITO sexy. – A gente ir pro quarto?

– Uhum. – Dora respondeu, sem fôlego. – Boa ideia.

Leo sorriu.

– Com uma condição. Deixa eu tirar este seu vestido. Você tá com roupa demais.

Dora sorriu de volta, sentindo a sua autoconfiança voltar com força total.

– Por que não tiram vocês?

– Com todo prazer. – Leo guiou as mãos de Gustavo mais uma vez para a barra do vestido, e em poucos segundos, ele estava no chão da sala, e Dora estava de calcinha fio dental, sutiã tomara que caia e botas over-the-knees na frente do seu colega de trabalho.

– Você é linda. – Gustavo sussurrou timidamente, envolvendo sua cintura com as duas mãos. Dora sorriu, suspirou fundo para criar coragem, virou-se e beijou o amigo.

Ela havia pensado naquilo mais vezes do que gostaria de admitir. Eles já tinham se beijado antes, claro, numa festa há anos, bêbados, num jogo de verdade ou consequência. Não contava. Aquele sim, era um beijo de verdade. Não era o mesmo que beijar Leo – ela era apaixonada, alucinada pelo namorado. Mas era um beijo insinuante, profundo e muito gostoso. Apesar de muitos anos de amizade, Dora nunca deixou de achar Gustavo muito atraente, com aquelas calças justas, jaquetas de couro e tatuagens.

O amigo apertou sua cintura, e ela sentiu Leo se aproximando, beijando sua nuca e pescoço, subindo para sua orelha e dando mordidinhas de leve. O beijo se estendeu por um tempo, até que Leo puxou o seu cabelo de levinho.

– Também quero brincar.

E novamente, Leo e Gustavo se beijaram. Desta vez Dora pôde apreciar a cena em todo o seu explendor. Leo era um pouquinho mais alto que o amigo, e colocou as duas maos em sua nuca, como geralmente fazia com Dora. Era lindo, e extremamente excitante, ver os dois se beijando e por um segundo ela teve certeza de que aquele era o apogeu da sua vida.

As mãos de Leo desceram para a bunda de Dora, apertando com força mais uma vez, e desceu os dedos para a sua calcinha.

– Cacete. Ela tá muito molhada, Gu. Vamos levar ela para o quarto.

***

Dora tinha certeza que aquilo era o mais próximo que chegaria a sentir como uma deusa grega na vida. Deitada em uma cama macia, com dois homens maravilhosos a dedicando toda sua atenção. Bom, nem toda. Eles também estavam bem interessados em curtir um ao outro – e Dora não tinha nenhuma objeção.

– Vocês… que estão… vestidos demais agora.

Leo sorriu, parando de beijar de Gustavo.

– Como sempre, minha gatinha, você tem razão. – Ele tirou a jaqueta de Gustavo e sua camiseta, e Dora gastou alguns minutos admirando a extensão da tatuagem colorida que cobria toda a lateral e metade das costas do amigo. Aquela tatuagem sempre tinha sido um ponto de curiosidade para Dora, e talvez fosse o álcool, mas ela não resistiu. Sentou-se na cama e passou a beijar a pele colorida. – Ela ficava falando desta tatuagem o tempo todo. Quase chegou a dar ciúmes. – Leo comentou, voltando a beijar Gustavo. Dora estava aproveitando o gosto da pele do amigo, aproveitando os cheiros, as texturas. Depois de estar em um relacionamento por alguns anos, oportunidades de explorar novos corpos eram escassas, e ela não queria deixar passar nada.

Subiu as mãos pelo peito de Gustavo, mordeu o seu queixo, e invadiu o beijo dos dois. Beijos triplos eram sempre um pouco desajeitados, mas eles estavam se divertindo. Dora estava cada vez mais inebriada com a ideia de que aquilo estava realmente acontecendo. E melhor: Leo parecia estar se divertindo tanto quanto ela.

– E essas calças aí? Minha gente, eu estou numa lingerie minúscula aqui, que tal vocês começarem a entrar para o grupo da pouca roupa?

Leo riu com gosto e levou as mãos ao cinto de Gustavo. Dora sentou-se de volta na cama, porque ela queria admirar aquela cena em todos os gloriosos detalhes. Ver os dois se dispindo, o contraste da pele bronzeada e tatuada de Gustavo com a extensão alva do corpo de Leo, era, definitivamente, um deleite.

Não demorou muito e os dois estavam só de cueca, ajoelhados na beirada da cama, em mais um amasso entusiasmado. As mãos de Gustavo bagunçavam os cachinhos de Leo, os peitos colados, as pelves se tocando.

Dora fechou os olhos por um momento e sentiu o mundo girar. Ainda estava muito bêbada e ela sempre ficava mais corajosa quando bebia. Deixou sua mão descer lentamente para a borda da calcinha fio dental, e abriu os olhos. Era como se ela estivesse assistindo um pornô particular. Só que muito, muito melhor.

As mãos de Leo desceram pelo peito esculpido de Gustavo e foram parar na sua cueca boxer. Dora viu o namorado apertando o pênis do amigo de leve por cima do tecido, e seus dedos foram parar de vez dentro da calcinha. Leo tinha toda razão; ela estava muito molhada, totalmente encharcada, e não dava pra aguentar nem mais um segundo sem se tocar, olhando para aquela cena que parecia ter saído de uma das suas seções preferidas do seu arquivo de fantasias.

Gustavo gemeu alto – Dora estava adorando perceber que ele não fazia o tipo discreto na cama – e Leo mordeu o seu lábio com força intensificando o toque. Depois, desceu a boca para o pescoço do amigo, mordendo, marcando. Gustavo desceu as mãos para a bunda de Leo e apertou com força – Dora não podia culpá-lo, Leo realmente tinha uma bundinha de estátua grega – e nesta hora, ela soltou um gemido.

Leo abriu os olhos, e parecia que suas íris pegaram fogo quando percorreram o corpo de Dora e foram parar em sua mão direita, dentro da calcinha de renda. Ele ofegou.

– Resolveu começar sem a gente, meu amor? Olha só, Gu, acho que deixamos ela de lado.

– Não, eu estou adorando assistir. – Dora sussurrou, porque era verdade.

– Acontece que é o seu aniversário. – Leo explicou, soltando o corpo de Gustavo, e deitando-se sobre a namorada. Ele tirou a mão de Dora de dentro da calcinha, que reclamou com um gemidinho. – E somos nós que vamos te fazer gozar. – Ele prendeu as duas mãos de Dora na cama e a devorou com um beijo tão intenso que ela achou que tinha se esquecido de como respirar. Depois, quebrou o beijo, e o com os lábios ainda colados nos da namorada, chamou Gustavo. – Vem cá, Gu. Vamos dar pra ela tudo que ela merece.

Dora sentiu Gustavo deitar-se ao seu lado e beijar sua bochecha. Eles deram mais um beijo triplo – mais breve, desta vez – e Leo desabotou o fecho frontal do sutiã de Dora. Gustavo olhou para o corpo da amiga e mordeu o lábio. Leo cobriu um dos seus seios com uma mão, brincando com o piercing que ela tinha no mamilo e a fazendo contorcer de leve na cama. Mordeu o lóbulo de sua orelha, sussurrando ali num tom de voz que só poderia ser descrito como indecente. – Delícia. Gostosa… Eu quero muito te fazer gozar. Mas geme bem alto pra mim, pode ser?

Dora assentiu com a cabeça, sentindo que seu cérebro estava absolutamente paralisado.

As bocas de Gustavo e Leo desceram pelo seu pescoço e colo, deixando uma trilha de beijos molhados e incandescentes, e ela sabia que sua respiração estava ficando cada vez mais ruidosa. Eles chegaram aos seus mamilos e o estímulo era delirante. Leo passava a língua pelo seu piercing, do jeito que ela adorava, e suas pernas se separaram instintivamente. Gustavo esfregou o corpo no da amiga, enquanto sugava seu mamilo com entusiasmo. Depois, parou por um segundo, soprando de leve a pele molhada e Dora gemeu alto, puxando os cabelos de Leo. Ele e Gustavo se beijaram mais uma vez, e continuaram a tortura pelo corpo de Dora; beijando, lambendo, mordendo, apertando cada centímetro de pele até o seu quadril.

Àquela altura Dora já estava praticamente sem ar, movimentando os quadris involuntariamente contra a cama. Leo mordeu o osso de sua bacia com força, a fazendo tremer, e beijou a parte frontal de sua calcinha, bem de leve, respirando ar quente por ali.

Os olhos de Dora reviraram.

Ele deu uma lambida por cima da calcinha e voltou a beijar o quadril da namorada.

– Ela gosta quando eu vou bem devagarzinho, Gu. Ela é toda sensível. É uma delícia.

Dora sentiu sua calcinha sendo finalmente removida e já não sabia dizer se foi Gustavo, ou Leo, ou os dois. Só sabia que estava deliciosamente exposta, não queria estar em nenhum outro lugar no mundo, e que precisava ser tocada imediatamente.

Leo deu um gemido baixo de satisfação, separando mais as pernas de Dora. Depois, ele sentiu que ele separou os seus lábios, e disse, com a boca bem próxima a eles:

– Olha só que delícia.

Dora pensou por um milésimo de segundo que aquilo não era hora de ser analisada como um projeto numa feira de ciências, mas aí Leo passou o dedo bem de leve por toda a extensão de sua vulva.

– Puta que pariu.

O palavrão saiu estrangulado, e foi acompanhado de um gemido alto quando Leo começou a estimular seu clitóris em movimentos circulares e gentis – exatamente do jeito que Dora gostava.

Ele se demorou por ali. Não que Dora precisasse do estímulo extra – as preliminares e a tensão a tinham deixado em ponto de bala – mas Leo sabia exatamente como tocá-la, e ela adorava que ele nunca tinha pressa e estava sempre disposto a aprender o que dava mais prazer à namorada. Depois de um tempo, ele introduziu o dedo em Dora, apenas provocando, fazendo com que ela soltasse uma exclamação e levasse as mãos aos cachos do namorado.

– Olha só, Gu.

Dora fez esforço para olhar para baixo, bem a tempo de ver Leo colocar a mão de Gustavo aberta sobre a sua boceta. Dora gemeu bem alto desta vez, e continuou arfando quando viu o amigo separando os seus lábios e se inclinando lentamente.

– Vai devagarzinho. Com cuidado. – Alertou Leo, e Gustavo obedeceu com maestria. Os lábios cheios do amigo a tocaram de levinho e ele beijou com clitóris de Dora com muita delicadeza. Depois, sugou de leve, e Dora gemeu estrangulado, puxando os cabelos de Leo com mais força.

Ela sentiu a boca de Leu aproximando-se de sua abertura e o seu coração parar por um segundo quando a sua língua a penetrou vagarosamente. A pele de Dora parecia ter soltado do corpo na extensão estranha de tempo (foi uma hora? vinte minutos?) que durou a tortura deliciosa de Gustavo sugando e lambendo seu clitóris com perícia e Leo beijando toda a extensão de sua vulva, invadindo sua abertura com a língua e os dedos.

Eventualmente, eles trocaram de posição. E Gustavo estava fazendo um ótimo trabalho em fazer Dora perder completamente o controle de seu corpo, mas Leo a conhecia como se tivesse lido seu manual de instruções umas duzentas vezes. Ele colou os lábios ao seu clitóris, sugando devagar, lambendo, a deixando totalmente encharcada e aberta para os dois.

Os lábios de Gustavo se alternavam entre a entrada e o períneo de Dora, e ela estava arfando, consciente de que estava gemendo alto demais, e talvez Leo recebesse outra cartinha mal educada do síndico do prédio, mas não dava pra conter, e quando ela sentiu um dedo a invadindo e Leo sugando seu clitóris com força, ela olhou para baixo, viu os olhos verdes do namorado a devorando enquanto ele a chupava e gozou com força.

Pareceu durar uma eternidade. Os seus músculos se contraíram em torno do dedo dentro dela – será que era de Leo ou de Gustavo? – e o namorado não parou de chupá-la até acabar, diminuindo a intensidade na medida em que a respiração de Dora voltava ao normal.

Leo deu um beijinho de leve no clitóris de Dora – a fazendo estremecer – e uma risadinha.

– Eu não falei, Gu? A história da carta do síndico é verdade.

O rosto de Gustavo surgiu, vermelho, a barba bagunçada, sua expressão um misto de assombro e divertimento.

– Tô vendo.

Dora ainda estava arfando de leve e sentiu-se corar.

– Você fica falando sobre nossa vida sexual com as pessoas, Leonardo? Assim eu fico constrangida.

– Primeiro que você também contou esta história aquele dia no boteco. – Começou Leo, deitando o corpo sobre o dela. – E segundo, de que adianta namorar a mulher mais sexy e gostosa deste mundo se eu não posso me gabar um pouquinho?

Dora riu, sacudindo a cabeça. Leo investiu o corpo contra o dela e passou o seu pau de leve pela extensão de sua vulva, fazendo Dora tremer mais uma vez.

– Tá vendo como eu fico? Tá vendo como você me deixa?

Leo e Dora se beijaram longamente. Ele colocou as duas mãos no rosto da namorada, investindo o corpo contra o dela. Quando deles se soltaram, Gustavo estava deitado na cama, observando os dois com os olhos arregalados.

Leo sorriu, pegando uma das mãos de Gustavo e chupando o dedo que provavelmente estivera dentro de Dora momentos antes. Ele deu um gemidinho de satisfação. Leo passou o dedo do amigo pelos lábios e beijou Gustavo devagar, demorando-se. Depois, desceu os lábios pelo torso torneado do amigo, até chegar na sua virilha. Leo olhou para cima, com aquele sorrisinho sem-vergonha que ele tinha, e começou a chupar Gustavo devagar.

O outro gemeu entre os dentes, jogando a cabeça para trás. A cena despertou Dora do torpor pós-orgasmo e ela sentou-se na cama, para não perder nenhum detalhe. Adorava ouvir as histórias dos boquetes que Leo tinha distribuído antes de começar a namorá-la, mas nunca tinha visto de perto. E era, de longe, uma das coisas mais excitantes que já testemunhara na vida. Gustavo apoio uma das mãos na parede às suas costas, e pousou a outra sobre o topo da cabeça de Leo, sem empurrar, apenas acariciando. Leo não conseguia ir muito fundo, mas compensava com o entusiasmo, e a julgar pela expressão de êxtase no rosto de Gustavo, ele estava indo muito bem.

Quando as mãos de Leo foram dos quadris para a bunda de Gustavo, apertando, e ele respondeu investindo a pélvis involuntariamente contra a boca de seu namorado, Dora decidiu que tinha ficado tempo demais só assistindo a farra. Ela ajoelhou-se na cama, puxando Leo pelos cabelos. Ele pareceu confuso por um momento e ela sorriu, beijando-o para sentir o gosto de Gustavo em sua boca.

– Agora é minha vez.

Leo sorriu de volta, mordendo o lábio inferior, e subiu o tronco, ajoelhando-se na frente de Gustavo. Dora deu um longo suspiro ao perceber que estava prestes a realizar uma de suas fantasias mais antigas, e começou a chupar os dois, devagar.

Ela alternou os lábios entre lambidas e chupadas leves, passando a boca e os lábios pela extensão de ambos os pênis. Podia escutar os dois respirando sonoramente, e segurou os dois pelas bases, fazendo as glandes se esfregarem. Leo gemeu alto.

– Que delícia. – Ele suspirou, num tom de voz que fez Dora se encharcar. Ela colocou os dois paus na boca, até a base da cabeça, que era onde dava, sugando de leve. Então ouviu os dois se beijando mais uma vez. Queria levantar a cabeça para observar, mas contentou-se em fechar os olhos e imaginar os dois se beijando ferozmente, Gustavo agarrando os cabelos de Leo, enquanto o outro mordia seus lábios com força…

Quando Dora voltou a passar a língua pela extensão dos dois, Leo ofegou, olhando para baixo e segurando o queixo da namorada com carinho.

– É a vez do Gustavo. Chupa ele pra mim, vai. Eu quero ver. – E então ele passou o dedão pelos lábios molhados e inchados de Dora. – O boquete dela é o melhor do mundo, Gu. Quando ela me chupou pela primeira vez eu sabia que não podia largar essa mulher nunca mais.

Dora rolou os olhos, porque sabia que Leo era o exagero em pessoa, mas gostava de se sentir assim, desejada. Gostava que Leo tinha orgulho de estar com ela, mesmo que fosse daquela jeito não convencional.

Ela empurrou Gustavo para que ele se sentasse na cama, com as costas escoradas na parede. Os olhos cor de mel do amigo estavam enevoados, e Dora estava se sentindo cheia de energia e com muito tesão, só de vê-lo dominado pelo desejo daquela maneira. Ela mordeu o pescoço de Gustavo, desceu passando a língua pela sua tatuagem mais uma vez (em caso de não haver outra oportunidade de fazer isso) e segurou o seu pênis com firmeza, batendo uma punheta de leve. Gustavo gemeu, ela sorriu, e colocou-o na boca, indo o mais fundo que conseguia de uma vez só.

Dora ouviu Gustavo soltar um gemido surpreso e desesperado, e começou a sugar devagar. Fazia um tempo que não chupava outros homens que não Leo, e já estava no automático de fazer como ele gostava, mas lembrava dos truques que nunca falhavam com o outros. Começou a movimentar a cabeça, sempre criando uma sucção intensa, e às vezes parando na cabeça para chupar de leve, esfregando a língua e os lábios por ali.

Naquela altura Gustavo estava arfando com força, soltando gemidos roucos. Dora sentiu as mãos de Leo em seu quadril, ajeitando seu corpo para que ela ficasse de quatro. Depois, elas subiram pelo seu corpo, apertando seus peitos e chegando à sua nuca.

– Eu não falei? A boca dela, a língua, a garganta… Eu fico louco só de pensar.

Dora gemeu, separando as pernas. Adorava quando Leo começava a falar sacanagem, e estava se sentindo a mulher mais sexy do universo naquele momento. Ela deu uma boa chupada e começou a provocar Gustavo, passando a língua pela sua base e também nas bolas.

– Pode puxar o cabelo dela que ela adora. – Avisou Leo, e ficou claro que a timidez de Gustavo tinha ido embora há um tempo, porque ele obedeceu imediatamente, segurando os cabelos de Dora e puxando de levinho, sem forçar. – E sabe o mais gostoso? Ela morre de tesão em fazer um boquete. Né, amor?

A pergunta era retórica, já que a boca de Dora estava ocupada. Um dos dedos de Leo a penetrou com extrema facilidade, e ela gemeu, voltando a colocar o pau de Gustavo quase inteiro na boca.

– Caralho, como sua boceta é gostosa. – Leo disse sem ar. – Eu preciso te comer agora.

– Anda logo. – Dora respondeu impaciente e voltou a encher a boca, sugando com força, e masturbando a parte do pênis de Gustavo que seus lábios não alcançavam. Ela sentiu o pau de Leo se esfregando contra ela, deslizando por entre seus lábios, pressionando seu clitóris. Mas Leo devia estar mesmo com pressa, porque aquela tortura geralmente durava mais. Depois de alguns segundos, ele segurou os quadris de Dora, fazendo com que ela empinasse mais a bunda e a penetrou devagar.

Dora teve que parar de chupar Gustavo por um segundo, porque a sensação de ter Leo invadindo seu corpo daquele jeito a fez gemer muito alto. O encaixe dos dois era perfeito, sempre, e daquela vez não era diferente. Ela sentiu o namorado a penetrar por inteiro, fechou os olhos e mordeu os lábios.

Leo começou a se movimentar devagar, e depois de alguns momentos, Dora voltou a si, lembrando que havia uma terceira pessoa envolvida. Ela olhou para Gustavo, mas ele estava com o olhar fixado em Leo. Dora gemeu com a possibilidade de os dois estarem de encarando naquele momento e voltou a chupar Gustavo com todo o afinco.

Ela quase engasgou – quase – quando Leu acertou um tapa forte na sua bunda, daqueles que com certeza deixaria marcas para o dia seguinte, segurando Gustavo pela base e concentrando-se mais uma vez na cabeça de seu pênis. Os gemidos de Leo estavam ficando progressivamente mais altos, e ele segurou os quadris de Dora com as mãos, investindo mais forte contra ela. A resposta foi ela empinar mais o quadril, permitindo que Leo fosse mais fundo dentro dela, mais forte, e ela podia sentir que não estava longe de gozar mais uma vez.

Uma das mãos do namorado foi parar nos cabelos de Dora, guiando sua boca pelo pênis de Gustavo. Aquilo foi quase a gota d’água para ela, que estava absolutamente deliciada em ser dividida por dois homens incrivelmente atraentes. Gustavo começou a movimentar os quadris também, fazendo Dora gradualmente tomar o seu pênis cada vez mais fundo. Ele estava arfando bem alto, alternando com gemidos guturais, e Dora podia sentir o seu pau pulsando contra os seus lábios. Gustavo estava chegando perto, e a julgar pelos movimentos frenéticos de Leo, ele também não estava longe do clímax.

– Eu vou gozar. – Gustavo sussurrou, quase não conseguindo pronunciar as palavras. Dora gemeu, sugando com gosto, mas então sentiu a mão de Leo puxando seu cabelo com força, fazendo Dora parar o boquete e olhar para cima. Gustavo estava olhando de volta, com uma expressão que ela desconhecia totalmente no amigo. Seus lábios estavam inchados, seus olhos cerrados, ele parecia totalmente dominado pelo tesão. Leo puxou os cabelos de Dora com um pouquinho mais de força, só porque sabia que ela adorava quando ele fazia aquilo.

– Ele quer gozar na sua cara. – Leo explicou, dando uma estocada forte, porque a ideia parecia demasiadamente excitante para ele também. – Ele me contou.

– Ah, é? – Dora respondeu, surpreendo-se com a rouquidão de sua própria voz. – Então vai.

Gustavo gemeu, mordendo os lábios. Dora intensificou a punheta e observou o amigo fechar os olhos, empurrando o quadril contra a sua mão erraticamente. Quando o primeiro jato atingiu a bochecha de Dora, ela fechou os olhos, masturbando Gustavo até o orgasmo acabasse completamente.

Gustavo desabou na cama, sentando-se apoiado na parede, o rosto enevoado. Mas Dora estava ocupada demais rebolando contra os quadris de Leo, que investiam cada vez mais forte, iam cada vez mais fundo, e estava cada vez mais difícil não gritar bem alto e pedir pra ele não parar nunca mais. Leo acertou Dora com mais um tapa, desta vez mais forte, e segurou o seu cabelo na altura da nuca, puxando sem dó. Dora soltou um gritinho.

– Goza pra mim, Dora, vai. Eu sei que você quer. Rebola e goza no meu pau, vai…

Aquilo foi o limite. Dora teve consciência de que mais uma vez estava gritando alto demais, mas não conseguia parar, enfiando o rosto nos lençóis enquanto sentia seus músculos contraindo ao redor de Leo, pressionando, apertando, sugando, até que ele arfou e gemeu alto, perdendo o ritmo de suas investidas e Dora sentiu aquela sensação sempre esquisita e meio mágica que era ter o namorado gozando dentro dela.

Alguns segundos se passaram até que ela se lembrou que ela e Leo não estavam sozinhos e ela levantou o olhar para Gustavo, que os observava com um sorriso frouxo.

– Vocês são lindos. A química de vocês é de outro mundo.

Dora sorriu, sentindo Leo beijando sua nuca com carinho enquanto saía devagar de dentro dela. De repente ela estava muito cansada, e sentia que o esforço para ajeitar-se na cama parecia imenso.

Gustavo pareceu desconfortável por um momento, olhando em direção à porta, mas Leo se adiantou.

– Nem pensar. O pacote incluía conchinha.

Ele riu. Dora arrastou-se até o travesseiro com dificuldade e ouviu Leo levantando, abrindo a porta do quarto e apagando a luz. Gustavo deitou o corpo suado atrás dela, pousando a mão em seu quadril. Leo voltou para a cama, tentando deitar-se entre os dois.

– Nem sonhando. – Dora balbuciou. – Ainda é meu aniversário. Eu fico no meio.

Leo soltou uma exclamação de derrota e deitou-se do outro lado de Dora. Ela ajeitou a cabeça no peito do namorado, aconchegando-se a ele, enquanto Gustavo chegou mais perto, a envolvendo com os braços. Ouviu o plec plec das patinhas do Saci indo até a sua caminha e suspirou contente, quase pegando no sono. Então Leo entrelaçou os dedos dos dois, beijando sua mão.

– Feliz aniversário, minha gatinha. – Ele murmurou, sonolento.

E o último pensamento que Dora teve antes de apagar de vez foi; não podia haver maneira melhor de entrar na casa dos trinta.

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