Impelente

Meu abril veio porque nenhum inverno dura pra sempre. A gente encanta e se encanta, é tão fácil quando é passageiro, mas ainda assim, tantas coisas ficaram, quando a gente às vezes se entrega por tão pouco, se machuca por tão pouco, se desespera por tão pouco. Eu tinha me esquecido que também não existem só pessoas que vêm cheias de espinhos. Tem aquelas que só dão sem esperar nada em troca, que vêm e passam só pra preencher a nossa vida com um pouquinho de felicidade.

E é ilusão eu sei, de ilusões eu entendo bem, já estive vezes demais no olho do furacão e sei que tudo que explode rápido se esgota rápido, mas que seja ilusão, deixa queimar até a cinza, deixa arder devagarzinho. E eu prometo que dessa vez eu não estou mentindo, eu não estou fingindo, e nós já somos adultos, e somos livres, e sabemos separar as coisas, eu sei colocar tudo em perspectiva, que mal tem em deixar alguém entrar e fazer na morada na nossa vida por uns dias, se a minha solidão me cai tão bem, já me acompanha há tanto tempo, sei que vai me esperar de braços abertos depois.

Então me deixar viver meu abril, rir nas madrugadas e nas festas, ouvir elogios melados e vazios, me perder na paixão momentânea, encantar e me encantar, porque nenhum inverno dura pra sempre.

Mas o meu foi longo demais.

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