Dia dos namorados (Masterpost)

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Ah, 12 de junho. Dia dos namorados, dia das namoradas, dos contatinhos, dia do amor. Para comemorar em grande estilo, um compilado dos posts mais românticos do blog – de contos eróticos, a dicas, a textos poéticos e vídeos.

Com certeza algum deles vai te inspirar!

Contos eróticos românticos para o dia dos namorados

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Dia dos namorados/Festa dos corações partidos – Um conto erótico bem romântico escrito especialmente para o dia dos namorados! Um cenário clássico; uma garota está apaixonada pelo amigo, mas acredita que está na friendzone. Chega o dia 12 e ela descobre que é correspondida.

12 Contos Eróticos com os 12 Signos do ZodíacoUma das séries mais lidas do blog! São 12 contos curtinhos com os signos do zodíaco – perfeitos pra mandar para aquele contatinho com o signo dele e garantir a diversāo mais tarde!

Presente de AniversárioUm conto erótico de sexo a três, M/H/H. Nele, um namorado decide surpreender a namorada com uma noite com o amigo deles, Gustavo.

Noite de Semana – Um conto bem romântico, bem meladinho, pra quem está apaixonado ou com vontade de se apaixonar – com uma surpresinha para meninas que querem explora a porta de trás dos namorados!

Qualquer Semelhança com a Realidade é Mera Coincidência – Um conto sobre a sensação inicial da paixão – e a vontade de se jogar de cabeça.

Sinestesia – Escrito para a Tertúlia Literária do Base Tango, os cinco sentidos são explorados num jogo de tesão proibido.

Dia dos namorados – Dicas de Sexo

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28 Perguntas para Transar Melhor – Um questionário gratuito para conhecer o parceiro e apimentar as coisas. Baixe o pdf, abra um vinho, relaxe… E deixe as perguntas guiarem o clima!

Um Guia Prático para Meninas Comerem Seus Namorados – Por que não comemorar de um jeito muito especial e praticar o pegging pela primeira vez? Todas as dicas estão neste post bem completo!

(Mais) 6 Alternativas ao Pornô Tradicional que vão Satisfazer todas as suas Fantasias – Procurando inspiração nova para o sexo? Quer apimentar as coisas sem recorrer à pornografia mainstream? Este post tem tudo que você precisa!

Dia dos namorados – Vídeos e vlogs

Como Conversar com o Parceiro Sobre suas Fantasias Sexuais?

Minha Coleção de Sex Toys!

O que ninguém conta sobre namorar depois dos 25

Estando sozinho, namorando ou de contatinho em contatinho, o que não falta é opção para se inspirar e passar um bom dia 12!

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Sete pecados, sete contos – Vaidade

Para Júlio, disciplina sempre foi o segredo da boa forma. No pain, no gain. Para manter o corpo sarado, ele sabia que precisava de dedicação, sem corpo mole. Por isso é que Júlio acordava cedo para correr antes do café. A alimentação era nos trinques. Ele levava marmita para a firma todos os dias para não ter o risco de comer errado. E ao sair do escritório, ia direto para a academia.

Aquele ali era o templo de Júlio. Nada mais glorioso que pisar no chão de PVA, deixar as pupilas se acostumarem com a luz fria, sentir o cheiro de suor dos corpos exaustos. Ali, Júlio estava em casa.

Naquela terça, entrando no vestiário, ele parou para admirar com carinho o formato do trapézio invertido saltando de seus ombros, conquistado com tanto esforço. Se trocou, colocou uma regata que deixava à mostra os volumosos braços e ia se preparando para suar quando alguém o chamou de volta.

– E aí, Julião? Coé, moleque?

No fundo do vestiário, sem camisa, ainda de óculos, com o celular na mão; lá estava o Cacique. O nome dele na verdade era Caique, mas ele tinha ganhado o apelido não só pela pele avermelhada – herança da ascendência indígena – também pela voz ressoante, o porte impressionante, e o jeitão sereno de ser.

Cacique era o melhor amigo de Júlio na academia.

Os dois sempre se motivavam no treino, e trocavam as melhores dicas para manter a forma. Por conta de Cacique, Júlio tinha trocado a proteína para hidrolisada (bem melhor) e estava adepto do pré-treino termodinâmico. Cacique estava sempre à par da novidades, e Júlio admirava sua dedicação. E ele também não deixava Júlio fazer os exercícios pela metade. Se dependesse do Cacique, a execução era sempre perfeita.

– Segura as costas… Traz embaixo… Isso, Julião…

Enquanto eles se revezavam nos halteres, Fernandinha chegou para puxar conversa. Ela era uma das meninas da academia que vivia dando mole para Júlio, cheia de risinhos e gracinhas. Quando ela se afastou, Júlio e Cacique se viraram para observar a bundinha empinada no suplex rosa choque.

– Boto fé que você ainda pega ela. – Cacique declarou. Júlio deu de ombros.

– Que é gostosinha, isso é.

***

Dois dias depois, depois de sair do banho, Júlio pediu benção para a mãe na cozinha e se jogou na cama de solteiro, o corpo dolorido do treino relaxado com a água quente. Pensando em trocar de roupa depois, pegou o celular para dar uma olhada no Insta. Nada de muito interessante, selfie da Fernandinha de biquíni, foto da ex com o barrigão e o noivo, até que chegou uma DM de Cacique.

Júlio abriu a mensagem; era uma foto. O torso nu e moreno do amigo, bronzeado de sol, refletia no espelho junto com o flash do celular. Os músculos de Cacique estavam impossivelmente esculpidos; os tríceps torneados. O abdome tinha os gominhos saltados, sulcos fundos separando os oblíquos, os mamilos escuros altivos no peitoral largo.

Júlio engoliu em seco.

o_caquice07: saca só os oblíquos! Te falei que o jejum intermitente dava resultado!

Mais tarde, quando Júlio gozou na sua mão e os braços de Cacique vieram à mente, ele disse a si mesmo que apenas queria saber como os tríceps do amigo podiam ser definidos daquela maneira.

Talvez fosse a hora de tentar o jejum intermitente também.

***

– Galera vai tomar um chope hoje depois… Vamos?

Fernandinha esticou um beicinho. Já era sexta-feira, e a movimentação na academia era perceptível. Júlio estava com um pouco de preguiça. Chope? Pra arruinar todo o trabalho da semana? Até parece. Mas Fernandinha estava usando um decote bem generoso, deixando à mostra os 300ml de silicone que ela tinha colocado em junho passado e Júlio passou a considerar. Mas ia ficar no suco, claro.

Passou a mão pelos cabelos curtos, e admirou a curva dos ombros no espelho. Os braços estavam suados, reluzentes. Os músculos inchados, definidos, o faziam estufar o peito. Que semana, leke. No pain, no gain.

– Tá monstrão, hein? – Cacique passou com ar de zombaria. Alguma coisa no fundo do estomago de Júlio se fechou como um punho.

– Tomar no seu cu.

– Que isso, Julião? Não to tirando onda não, cara. Tu tá definidasso mesmo, tá grandão.

O aperto se transformou em remorso, mas Júlio não tinha tempo pra esse tipo de sentimento; afinal, macho que é macho não fica com essas frescuras.

– Foi mal cara. To meio pilhado. Você vai pro chope?

– To pensando em ir sim. Mas não fico muito que amanhã acordo cedo. Você vai?

– Vou.

– Se quiser carona, eu to de carro.

– Demorou.

***

A água caiu no músculos doloridos e cansados de Júlio, fazendo com que seu corpo inteiro relaxasse. O chuveiro da academia era bem ruim; pinguinhos mixurucas e não esquentava direito. Mas Júlio estava tão exausto que não importava. O vestiário estava vazio. Era sempre assim; ele e Cacique era os últimos a largar os aparelhos.

No pain, no gain.

Ele massageou os ombros doloridos, quando ouviu os passos pesados de Cacique entrando no vestiário. O corpo de Júlio tencionou.

– Fernandinha vai hoje no chope?

– Vai, sim.

– É hoje hein, Julião? Tá no papo.

Júlio riu alto. Pensou no decote generoso de Fernanda mais cedo, melado de suor.

– Ela tá gostosa, né?

– Ela é bem gatinha.

– E você, Cacique? Tá de olho em alguma menina da academia?

Cacique despiu a toalha e entrou no chuveiro ao lado de Júlio. O amigo era corpulento, os quadris despontando em vincos fundos no baixo abdômen. Não que ele Júlio estivesse reparando.

– Nada, cara. De boa. Essas meninas aqui são muito bobinhas. Gosto de mulher com mais substância.

Júlio ficou intrigado com o que significava uma mulher com substância para os padrões de Cacique, mas decidiu ficar calado. Concentrou em terminar o banho rapidinho, o vapor de Axe enchendo o vestiário.

Fechou o registro, e saindo do chuveiro, os olhos passaram pelo corpo moreno de Cacique outra vez. Júlio sentiu uma clara pontada no baixo ventre. Os pelos escuros que enegreciam o peito sarado do amigo, sua pele queimada de sol, suas espaldas largas… Os olhos se demoraram na curva dos quadris do amigo, no volume perfeito das nádegas…

– Que foi cara? – Cacique perguntou. Júlio engoliu em seco.

– N-nada. – Gaguejou. – Eu é… Preciso treinar, cara. Comparando assim contigo estou fora de forma.

– Imagina. Eu só sou mais volumoso, só isso. Você tá grandão, Júlio.

– Aham. – Júlio balbuciou, fazendo menção de sair de vez da área dos chuveiros.

– Inclusive embaixo.

Júlio parou a ação no ato, ficando paralisado, o corpo estático. Olhando para baixo, viu que seu pau estava a meio mastro. A água pingava de seu corpo, a pele arrepiada. Suas bolas começavam a latejar. Será que ele conseguia alcançar a toalha antes que o seu pau ficasse duro de vez?

Não sabia o que dizer. Que desculpa dar? Estavam só os dois naquele banheiro. Rir, fazer piada, ignorar o comentário, ser engolido pelo chão… Tudo passou pela sua cabeça. Mas Cacique falou primeiro, com sua voz grave e serena.

– Isso daí é um problemão cara. Vem cá que eu te ajudo.

Como se estivesse hipnotizado, Júlio voltou para o chuveiro, deixando os pingos escassos receberem seu corpo outra vez. Cacique o fitava com olhar clínico, o mesmo olhar de professor que tinha quando corrigia a execução de Júlio nos exercícios.

– Tá tensionado. – Cacique disse. – Pra resolver tem que fazer assim, ó.

– Ah!

Júlio gemeu alto quando a mão áspera de Cacique envolveu seu pau, fazendo com que ele se enrijecesse de uma só vez. Parecia que todo o seu sangue tinha ido para sua virilha. Júlio achou que fosse desmaiar de tanto tesão.

– Tem que assim, Julião. Na maciota.

A mão de cacique passou a masturbar Júlio de maneira lenta, porém firme, e ele sentia que jorrar litros de porra a cada movimento do amigo. Os seus quadris se mexeram involuntariamente, e ele levou as mãos até os braços torneados de Cacique, as palmas apertando, sentindo seus músculos, o abdômen trincado, os vincos fundos do seu quadril até a sua virilha.

O pênis de Cacique era como o amigo; corpulento, intimidante. Júlio nunca tinha tocado o membro de outro homem; mas ao sentir o sangue pulsando dentro do pau do amigo, sua mente entrou em pane, e ele se lançou pra frente, atacando Cacique com um beijo desesperado, faminto, gemendo e se derramando na boca do amigo, mordendo seus lábios carnudos enquanto juntava os seus corpos, os dois paus agora se tocando, as glandes se esfregando uma na outra.

Não demorou para que os dois gozassem. A sensação de sentir o corpo de Cacique como uma muralha, firme e úmida, contra o seu fez com o que o pau de Júlio explodisse sêmen e ele gozasse como não gozava há tempos.

Não trocaram palavra quando saíram do vestiário, mas não foram tomar o chopinho.

Aproveitar a academia vazia no fim de semana para treinar pareceu uma ideia melhor para os dois.

FIM

Sete pecados, sete contos – Inveja

Dulce sempre foi vaidosa. De moça, fazia questão de estar sempre emperiquitada, fosse que

fosse até pra ir pra escola. Quando começou a ganhar seu próprio dinheiro, Dulce se mimava todos os meses com alguma coisinha; um batonzinho aqui, um rímelzinho acolá. Com o passar do tempo, Dulce foi ficando viciada em seguir todas as dicas das blogueiras chiques e à medida em que o salário aumentava, a qualidade das maquiagens também subia.

Nunca ocorreu para Dulce que o hábito fosse problemático. Pelo contrário. Dulce sentia um formigamento engraçado toda vez que chegava em casa com uma bendita sacolinha da Sephora, e gozava de pleno relaxamento ao lavar e enxugar todos os pincéis da Sigma como se fosse seus próprios filhinhos.

Foi só depois de se casar com Theo que a coisa toda começou a desandar.

Theo era um rapaz inteligente, cheiroso, educado e carinhoso. Genro que toda sogra pediu a Deus, ele sempre tratou Dulce a pão-de-ló, e ela se sentiu muito sortuda quando encontrava as amiga e ouvia as intermináveis reclamações de maridos que andavam feito trapo dentro de casa, achavam que lavar um copo era grande favor, e nem se dignavam a lavar as próprias cuecas freadas.

A única implicância de Theo era com as maquiagens de Dulce.

Começou com comentários sobre os preços dos tubinhos. “Precisa mesmo de outro?” “esse daí é igualzinho ao que você comprou semana passada” “lá vem você de novo com essas sacolas.” Theo dava muxoxos irritados toda vez que Dulce batia o pé para entrar na MAC nos passeios dominicais no shopping.

De começo, Dulce se fazia de manhosa, esticando um beicinho para o marido. “Poxa amorzinho, mas eu não estou bonita?” E antes ele até resmungava que sim, mas a implicância foi chegando a tal que ele começava a dizer que preferia mulheres naturais, que Dulce estava nova demais para virar perua.

Foi aí que a paciência de Dulce foi chegando ao fim, porque ela não sabia fazer um contorno perfeito e natural e um delineado de gatinho completamente simétrico pra ouvir desaforo de macho que não sabe a diferença de um Ruby Woo para Russian Red. O tom foi subindo de tal forma, que já não podiam tocar no assunto da maquiagem sem acabarem aos berros, e Dulce saía batendo as portas do apartamento, fula da vida.

Por fim, a coisa tomou tamanha proporção que Dulce propôs que eles fechassem a conta conjunta, para que ela pudesse comprar as próprias maquiagens com o dinheiro dela em paz. E decidiram não tocar mais no assunto, ainda que Theo se irritasse muito toda vez que Dulce começasse a se maquiar, ou a coleção de batons aumentasse na penteadeira.

Depois dessa história toda, o casamento que antes era cheio de paixão, foi esfriando aos pouquinhos, pois Dulce não conseguia conceber um homem tão gentil como Theo ser tão ignorante em se tratando de coisa simples feito maquiagem. Dulce era sempre elogiada por suas produções, e sabia que tinha bom gosto, acabava injuriada com a indiferença do marido diante do seu esmero em se empetecar.

E nessas, Dulce ficava cada vez mais tempo na casa da mãe aos fins de semana, aproveitando a tarde para ajudar nas tarefas enquanto ouvia o Domingão do Faustão. Ainda que mãe perguntasse se a filha não preferia estar com o marido, ela sempre dava uma desculpa esfarrapada para escapar do assunto. Mas num dia chegou uma vizinha insuportável para visitar, a tal da dona Glória do fim da rua, e Dulce supôs que a companhia do marido não seria assim tão ruim.

Portanto voltou para casa com o dia ainda claro, imaginando que iria encontrar Theo assistindo o futebol, ou cochilando no sofá. O que ela não imaginava era se deparar com tal cena quando entrou no quarto do casal.

Lá estava Theo, debruçado sobre a penteadeira de Dulce, tubinhos e maquiagens abertos e espalhados. A bagunça em cima da penteadeira deu lugar a um choque muito maior, quando Dulce caiu os olhos no marido, vestindo o hobby que Dulce ganhado no enxoval, aquele rosa-claro com renda francesa no decote. As pernas pálidas marido estavam enfiadas em um par de meias-calças sete oitavos, em tom nude e translúcidas, aquelas que Dulce usava apenas para dias de reuniões importantes no trabalho.

Mas o que mais a surpreendeu foi o rosto de Theo; os olhos verdes por trás de grossas camadas de rímel e os lábios tingidos de carmim vivo.

Theo arfou em choque.

– É… É uma brincadeira. –  Balbuciou. – Com o pessoal do escritório.

Em total silêncio, Dulce se aproximou na penteadeira, lentamente. Theo, trêmulo, continuava a murmurar qualquer coisa enquanto tentava guardar os cosméticos.

Ela segurou seu braço de maneira firme.

A maquiagem estava desastrosa. Os cílios grudados uns nos outros, o batom todo borrado. Ela percorreu o corpo de Theo com o olhar e levantou as sobrancelhas quando notou a calcinha de cetim que cobria sua virilha.

Suspirou.

– Este batom está todo borrado, Theo.  – Disse em voz baixa. – Deixa eu ajeitar para você.

Os olhos verdes se arregalaram, e Theo de súbito se calou. Dulce começou a refazer a maquiagem, com diligência e capricho. Segurou o queixo de Theo e enquanto passava a base, percebeu que nunca se deu conta das maçãs do rosto saltadas e proeminentes. Com uma sombra, fez valorizar o formato bonito dos olhos verdes.

Theo não disse nada. Apenas aceitou, complacente, que Dulce o maquiasse, embora ainda olhasse para a esposa com ares de horror. Mas o seu corpo o traíra. Por baixo da calcinha de cetim, Dulce podia ver o volume que crescia a cada movimento do pincel.

Dulce também foi começando a sentir uma mistura de euforia com formigamento, mais forte do que quando comprava cosméticos novos. Sua pele foi ficando mais quente, a tensão entre ela e o marido aumentando. Fazia muito tempo que ela não se sentia tão viva e poderosa.

Quando ela abriu o tubinho de batom vermelho e fez o contorno perfeito dos lábios grossos de Theo, podia sentir que estava molhada entre as pernas. O hálito quente do marido condensou no batom e ela foi acometida por desejo sôfrego e irreparável. Imediatamente arruinou sua pintura metendo a língua na boca de Theo, num beijo luxurioso e cheio de pecado como há tempos não acontecia.

Acabaram na cama um minuto de depois. Theo gemeu alto quando Dulce tocou seu pau intumescido por cima da calcinha, esfregando-se contra o corpo da mulher, tomado por tal onda de desejo que parecia fora de si. Quando gozou, manchou toda a renda, explodindo sêmen quente por dentro da lingerie.

Depois daquele dia, Dulce nunca mais foi para a casa da mãe aos domingos.

***

– Amor, o Flat Out Fabulous está quase acabando! – Theo gritou de dentro do quarto.

Na sala, Dulce alisava seu strap-on de vidro com carinho.

– De novo, Theo? Compramos um novo outro dia.

Theo engatinhou até a sala, usando um conjunto de calcinha e sutiã verde musgo, de cetim – com detalhes em renda preta. O rosto estava muito bem maquiado, Dulce estava orgulhosíssima de como as habilidades do marido tinham evoluído. Os lábios estavam pintados de rosa choque. Theo fez um beicinho enquanto se arrastava de quatro até a esposa.

– É que eu fico tão bem com ele, amorzinho.

– Fica mesmo. Tem razão. – Dulce sussurrou quando Theo fez um biquinho e se ajoelhou para chupar o strap-on, melando todo o vidro de batom rosa.

FIM

Nunca ninguém morreu de amor

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Hoje em dia eu sei enrolar meus próprios cigarros.

Lembrei disso hoje, de quantas vezes você gritou comigo porque eu enrolava cigarros deformados, e pensei que nunca mais precisei da ajuda de ninguém pra sustentar meus vícios.

Agora já faz um tempo que eu não sei mais de você, nunca mais quis ouvi dizer, tantas vezes desejei que você estivesse longe, ou que morresse mesmo, para que o fantasma da sua presença me deixasse em paz pra sempre. Já faz tempo desde que a ansiedade misturada com paixão me deixava doente, da sua violência, já faz tempo que eu não preciso mais lidar com seus rompantes, pisando em ovos para não detonar a sua ira, implorando uma migalha de carinho ou de atenção que você sempre parecia ter pra todo mundo menos pra mim.

Tanta coisa que eu não disse e nem faria sentido dizer, não sou capaz mais de reconhecer nem um traço da pessoa que você foi, ou fingiu ser. Pensar que dormi ao seu lado todas as noites por tanto tempo e hoje não me restou nem um como vai para perguntar.

O seu empenho em me machucar doeu mais do que todas as traições, todas as brigas, todas as ofensas proferidas com veneno. Já faz um tempo de quando eu senti essa dor, achei que ela fosse me matar, como podia quem eu mais amei me dilacerar daquela forma – mas naquela época mal sabia eu que a dor estava só começando, que eu estava a ponto de enfrentar muito mais do que eu jamais seria capaz, mais do que eu via nos meus piores pesadelos.

Lembra daquela vez que nos perdemos embriagados numa manhã de muito sol, cambaleando pela cidade embalados pela euforia artificial, procurando um lago e acabamos atentando ao pudor no meio do gramado em plena luz do dia? Achávamos que estávamos tão longe de casa, e veja só que agora estou morando a poucos quarteirões dali, nem reconheço mais a planta da cidade como a vi naquela manhã, a névoa que me acompanhava quando eu estava com você já se dissipou completamente.

Ainda tenho rompantes de rancor, de ódio, de fraqueza, mas hoje em dia pouca coisa daquela época ainda faz sentido. Sei que é clichê dizer que a eu de antes não existe mais, mas ela não existe mesmo, não tinha como existir. Aquela pessoa que vivia pra morrer de amor acabou; já não consigo mais me consumir no outro como era costume, já não tenho tempo para essas alucinações quando estou bastante preenchida de mim mesma – mesmo quando não estou dormindo sozinha.

Às vezes o cinismo me incomoda, e me pergunto se algum dia vou ser capaz de me entregar de novo, de amar de novo, com intensidade e fúria, ainda que com menos violência. Mas ando chegando à conclusão, que demorou, mas chegou, de que sou meio grata por toda a experiência traumática que foi estar ao seu lado. De fato, nunca mais vou ser a mesma, porque foi só com um desastre tão grande que eu me forcei a ver em mim tudo que eu não queria enxergar, para tentar para de usar o amor como uma lâmina para me cortar, para ser honesta e limpa com os meus hábitos autodestrutivos, para poder enrolar meus próprios cigarros, me matar e me salvar sozinha.

Eu sou uma pessoa melhor depois de você, sou uma pessoa melhor também por causa de você, e veja só a ironia disso tudo.

Você foi capaz de me salvar de você; a única coisa que nunca vai conseguir fazer por você mesmo.

10 Maneiras de Sabotar sua Vida Sexual

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Sexo é uma parte fundamental na vida de todos nós, e uma vida sexual saudável pode garantir mais felicidade, longevidade e melhores relacionamentos. A verdade é; sexo é saúde. Mas infelizmente, também a tabu.

Por conta de imposições sociais, vergonha, e até falta de informação, a gente acaba tendo atitudes que, sem querer, contribuem para uma vida sexual menos satisfatória. Será que é o seu caso? Aqui está uma lista de 10 atitudes comuns, mas que podem atrapalhar muito sua relação com o seu corpo e seu prazer.

  1. Não ir ao médico

“O que tem a ver?” Tudo! Uma das principais queixas das mulheres em consultórios ginecológicos é a dor durante o sexo (ou falta de libido). Existem muitos fatores da saúde que podem atrapalhar seu desempenho sexual, lubrificação, libido, e tornar o sexo desconfortável. A checagem periódica da saúde é muito importante para uma vida sexual saudável, tanto para homens quanto para mulheres.Não conhecer o próprio corpo

2. Não conhecer o próprio corpo

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Bom, essa é complicada, porque a verdade é que a informação que temos é muito insuficiente. A educação no Brasil deixa muito a desejar, mas é muito importante conhecer a nossa anatomia para entender como o nosso prazer funciona. Você sabia, por exemplo, que o clitóris tem ¾ da sua extensão dentro do corpo da mulher, e a maioria delas precisa de estímulo direto na parte visível para atingir o clímax? Informação é muito importante, e felizmente, na Internet dá para se educar sobre os nossos órgãos sexuais e os dos nossos parceiros.

3. Deixar a masturbação de lado

Existe um mito de que se uma pessoa está num relacionamento, ela não deveria querer ou poder se masturbar. De onde veio isso, eu não faço ideia, mas não tem pé nem cabeça! A verdade é que sexo e masturbação, embora complementares, são coisas diferentes, e a masturbação contribui muito para sua relação com seu próprio corpo, e para que você tenha maior noção de como funciona o seu prazer.

4. Achar que pornografia é sexo

Infelizmente, a pornografia está cada vez mais difundida e acessível, e criando expectativas bizarras para o sexo. A pior parte é que sexo e pornografia não têm nada a ver, e tentar reproduzir o que você vê no xvideos na cama é frustração na certa para todos os envolvidos. Existem muitas alternativas à pornografia tradicional para que você possa manter a conexão com a erotismo e a safadeza, de maneira mais saudável e realista. Inclusive, aqui no vlog eu fiz uma listinha de recomendações!

5. Ter medo de experimentar sex toys

Um grande mito em torno de vibradores, dildos e outros brinquedos é que eles servem para substituir os órgãos sexuais durante o sexo. Balela! Eles são instrumentos para incrementar a experiência, e podem deixar a sua vida sexual muito mais prazerosa!

6. Se comparar com outras pessoas

Sexo é uma coisa muito pessoal. O que dá certo pra fulano, pode não ser a sua praia. Não é porque está “todo mundo fazendo” uma determinada coisa, que você tem que fazer também se não estiver sentindo vontade. Escute primeiro suas fantasias, e o seu tesão, e não se deixe levar por modinhas.

7. Acreditar em frases prontas

“Mulher direita não dá de primeira,” “bumbum não se pede, se conquista,” “tem que engolir,” quem já não ouviu? A sabedoria popular é cheia de frases prontas em relação ao sexo, e além de muitas serem bem enraizadas na nossa cultura machista, homofóbica e transfóbica, elas podem ser muito prejudiciais para sua vida sexual. Faça sempre o que de dá prazer e não dê ouvidos a elas.

8. Não priorizar o próprio prazer

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Sexo é interação, e dar prazer para o parceiro é muito importante. Mas, principalmente para mulheres, às vezes o próprio orgasmo vem em segundo lugar. Não tenha medo de se colocar como prioridade na hora do sexo e assumir para você mesma o seu direito de se divertir, aproveitar e gozar.

9. Não se comunicar com clareza

Ao mesmo tempo, ninguém tem bola de cristal, né? Comunicação é fundamental para uma vida sexual satisfatória, e é sempre muito importante se conhecer para poder dizer ao outro o que você quer e precisa na cama. Precisa de um empurrão? Então baixa aqui de graça esse questionário de perguntas sexuais para abrir a comunicação com o parceiro!

10. Levar tudo a sério de mais

Sexo é diversão, e ter medo de parecer ridículo pode deixar a gente bem travado. Lembre-se que para aproveitar de verdade, você não pode se levar a sério de mais. Trate o sexo como uma aventura prazerosa e as chances de fluir melhor são altas!

Cinco dicas para conversar com o parceiro sobre suas fantasias sexuais

Como ter a conversa sobre aquele fetiche com o parceiro em 5 dicas simples.

Falar sobre o que queremos na cama pode ser muito mais fácil do que você imagina!

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Uma das coisas que eu mais escuto nas minhas aventuras profissionais, é a famigerada pergunta, “como eu posso começar a conversar com o meu parceiro sobre minhas fantasias sexuais?” E embora seja mais comum ouvi-la de mulheres, não é incomum também que homens se sintam inseguros em trazer seus desejos para a relação. 

Por que é difícil falar sobre fantasias sexuais num relacionamento?

Sexo ainda é um tabu na nossa sociedade, e essa dificuldade tem muito a ver com isso. Aprendemos desde cedo que é errado discutir nossos desejos abertamente. Em se tratando de mulheres, a repressão é ainda mais forte. Somos muito cerceadas na nossa sexualidade e isso acaba afetando negativamente nossas vidas – fazendo com que mulheres tenham menos orgasmos e menos satisfação no sexo.

Além disso, existe a ideia de que falar de uma fantasia sexual para o parceiro pode ser ofensivo. Existe o medo de ser julgado, e existe também o medo do parceiro sentir que a proposta é um ataque – como se ele ou ela não fosse “bom de cama o suficiente.”

Mas não precisa ser assim! Aqui estão cinco técnicas fáceis e praticas pra iniciar essa conversa com o ser amado – e compartilhar as maravilhas de vivenciar essas fantasias em conjunto! 

1. Visitar um sex-shop juntos

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É muito comum ouvir das minha leitoras que elas adorariam trazer um vibrador para a cama, mas não sabem como abrir isso para o parceiro. Infelizmente, a nossa cultura machista faz com que os homens se sintam ameaçados por brinquedinhos 😦 Mas a solução para isso é ter muito claro; um brinquedinho não é feito para substituir ninguém, e sim aumentar o prazer a dois!

Uma maneira legal de introduzir o assunto, é sugerir uma visita conjunta a um sex-shop (pode ser online também)! Faça o parceiro ou parceira se sentir incluído na escolha; assim o brinquedo passar a ser algo que vocês dois compartilham. Além disso, existe uma infinidade de toys feitos para brincadeiras a dois, como vibradores controlados por controle remoto, anéis pensamos que vibram, luvas eróticas, etc. 

E vocês podem descobrir muita coisa juntos nesse passeio! 

2. Aprender sobre a anatomia um do outro

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Aprender a ter prazer tem muito a ver com conhecer nossa anatomia – e infelizmente, nossa educação sexual deixa muuuuito a desejar nesse ponto. Para ambos os sexos existe uma lacuna enorme de conhecimentos importantes sobre nossos corpos. E desvendar esses mistérios pode ser a chave para o parceiro entender melhor o que voce gosta na cama.

Especialmente em se tratando de nós mulheres, o conhecimento sobre o clitóris e seu funcionamento ainda é muito pouco difundido. Veja aqui o vídeo que eu fiz sobre o funcionamento básico do clitóris se voce quer saber mais! 

Marcar um dia para “estudar” juntos e entender o que é gostoso com uma base científica é uma excelente maneira de comunicar seus desejos mais claramente.

Afinal, conhecimento é poder! 

3. Fazer um questionário de perguntas sobre fantasias sexuais

Tirar um tempo e conversar sobre a vida sexual é um passo importante para um casal, especialmente em relacionamentos longos – onde o sexo acaba se tornando parte da rotina e corre o risco de entrar no piloto automático.

Um exercício muito legal é fazer um questionário de perguntas um para o outro que possa servir de guia numa conversa sobre suas fantasias se voce não sabe como começar o assunto. Eu fiz um bem completo, que você pode baixar gratuitamente clicando aqui! 

Mas jogando no Google voce encontra vários outros exemplos de questionários e joguinhos para conhecer melhor os desejos do outro.

4. Mandar um conto erótico com o seu fetiche para o parceiro

Sei que claro minha opinião não é a mais imparcial, afinal eu escrevo contos eróticos. Mas eu acredito que eles são mesmo uma ferramenta muito poderosa para nos conhecermos melhor e também podem nos ajudar a comunicar nossas fantasias.

Se voce sempre quis experimentar ser amarrado, por exemplo, vale achar um conto que narre uma história com bondage. Depois, mande para o contatinho com aquela mensagem marota; “li e lembrei de você, que tal se a gente tentasse um dia?” 

Assim fica mais fácil para o outro visualizar a fantasia e também soltar a imaginação. E para quem como eu ama astrologia, eu fiz uma série de continhos eróticos com todos os signos do zodíaco. Procure o signo do ser amado, mande, e veja qual será a reação! 

5. Aprender a linguagem sexual de cada um

Cada um tem um jeito de demonstrar amor diferente, e isso também vale para tesão. Aprender a linguagem sexual de cada um pode ser chave para entender o que o parceiro deseja na cama e também como ele ou ela tenta te agradar.

É parecido com o teste das linguagens amorosas, e voce vai descobrir qual é o seu perfil. Na Internet existem muitas variações, mas o mais famoso é o “Erotic Blueprint Quiz,” que infelizmente só existe em Inglês. Mas vários outros portais oferecem opções, basta encontrar a que mais te agrada.

E aí, gostou das dicas? Então hora de colocá-las em prática. Acenda umas velas, coloque uma música, abra um vinho, e vá conversar com seu parceiro ou parceira sobre suas fantasias sexuais!

Ah! Não se esqueça que sexo bom é sexo seguro!

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Chuva no deserto

Chuva no deserto com raios.
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Metáfora fácil. Mas não existe uma melhor para o que eu estou sentindo. No meio da aridez e do calcário, da areia infinita, dos galhos retorcidos, de toda a sequidão; uma nuvem estacionada. Imponente, gorda, ameaçadora e linda, um vulcão de água condensada, inundando o sertão.

Gotas grossas que lambem e cobrem as folhas ásperas, os espinhos. Enxurradas de lama que abrem vales na terra. O tremor dos raios e trovões chacoalhando o céu cinza. O cheiro de secura molhada, de cacto ensopado, de solo alagado, o chiado da água que corre, chovendo vitalidade onde já não crescia mais nada.

E eu ali no meio, as costas afundadas no barro quente e úmido, provando o gosto das gotas mornas, lavando minha alma sedenta.

Sei que é um ano difícil pra todo mundo, e não é hora pra egoísmo, mas meu cerrado já tinha se feito caatinga, os troncos se encolhendo e retraindo, os pastos se estendendo, a grama queimando. Então, a tempestade no deserto não me deixa escolha a não ser continuar deitada, imóvel, sabendo que o verde vai voltar e em algum momento, e mesmo que não seja agora, não importa, porque a chuva é tépida, é clemente, é doce, e é a força da minha natureza que deságua em si mesma pra renascer.