Maio – Mês da Masturbação (Masterpost)

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Foto: Dainis Graveris

Olá amores e amoras, tudo bem? Sabiam que maio é comemorado internacionalmente como o mês da masturbação? Claro que eu não poderia deixar vocês na mão numa ocasião dessas (rs), então está aqui um compilado de posts dos mais variados tipos sobre masturbação pra você se inspirar!

CONTOS ERÓTICOS SOBRE MASTURBAÇÃO:

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O conto da mocinha solteira – Um continho curto e rápido sobre todas as fantasias de uma mulher solteira na hora de soltar a imaginação

Reencontro de faculdade – Parte 1 – Um conto erótico de sexo à três com dois ex (menino e menina); longo e com vários detalhes pra te inspirar!

Noite de Semana – Um conto bem romântico, bem meladinho, pra quem está apaixonado ou com vontade de se apaixonar – com uma surpresinha para meninas que querem explora a porta de trás dos namorados!

Como (não) resistir a uma tentação – Um conto erótico para aquela saudade de farrear, de sexo casual, de bagunça; pra quem está confinado nessa quarentena.

RECOMENDAÇÕES: 

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(Mais) 6 Alternativas ao Pornô Tradicional que Vão Realizar Todas as Suas Fantasias – Uma lista de todas as melhores alternativas à pornografia mainstream pra você que já zerou o pornhub e quer diversificar o material de apoio.

A história do strip-tease que não foi (e agora foi, pra todo mundo) – Uma história pessoal para você dar a volta por cima, se achar gostosa pra caralho com um strip-tease exclusivo dessa que vos fala.

(Mais) Oito Instagrams safadinhos para seguir – Uma lista com os perfis mais sexys do Instagram, pra apimentar o seu feed!

SEX TOYS:

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Luva erótica – Um detalhe simples que pode revolucionar sua vida sexual – Um brinquedinho inesperado e baratinho que pode fazer toda a diferença na sua masturbação!

Sugador clitoriano – Amor verdadeiro, amor eterno – Uma review sincerona do meu sex toy preferido que revolucionou minha vida!

Sybian Sex Machine: O vibrador perfeito? – Um vibrador dos vibradoes, o brinquedo dos brinquedos. Pra você que está podendo investir em um sex toy de luxo, dá uma olhada no Sybian.

VÍDEOS SOBRE MASTURBAÇÃO:

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Vlog – Minha coleção de sex toys! – Um vlog contando sobre todos os meus sex toys – como usá-los, e quais eu mais gosto.

Vlog: Masturbação feminina – Um vídeo contando minha história com a masturbação sendo mulher: Desde a culpa, até aprender a lidar com minha própria sexualidade.

Vlog – Guia básico da pepeka – Um vídeo pra você entender direitinho como funciona uma periquita, e quais os maravilhosos mecanismos que podem te dar mais prazer!

Gostou? Então não perde tempo, e bota essas mãozinhas pra jogo!

Uma entrevista de autora erótica para autora erótica

Um papo entre duas escritoras sobre sexo, arte – e como juntar os dois.

Que delícia poder trazer esse papo aqui! A Ida J é uma escritora erótica baseada em Amsterdam talentosíssima, e alguém que eu tenho grande prazer de trabalhar lado a lado na BERLINABLE! Ela foi uma das primeiras autoras recrutadas para o nosso time, e é uma pessoa de personalidade contagiante – a gente “bateu” logo de cara! Resolvemos fazer um papo bem sincero sobre o que significa escrever erótica pra gente, e fiquei muito feliz com o resultado!

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Lembro que te conheci pela primeira vez na Pornceptual, estávamos as duas lendo para a BERLINABLE; as duas arrasando de lingerie. Agora eu tenho o prazer de te entrevistar, até porque agora já conheço bem o seu trabalho. 

Minha primeira pergunta é; até que ponto você empresta suas experiências pessoais para suas histórias. Acho que todos nós nos inspiramos em nossas vidas, é claro, mas sempre que eu leio suas histórias, fico impressionada com o quanto eu me identifico! São tantos detalhes que ressoam, a coisa toda da assadura no comecinho de Weeknight me vem à mente, por exemplo. Porque é muito real! Me fale um pouco sobre como sua experiência influencia o seu trabalho.

Olha, pra ser sincera, meus contos são 100% inspirados na minha vida! Não sei se é queimação de filme falar isso… Mas é a verdade. Como escritora, eu gosto muito de brincar com as ferramentas que diferentes formatos me dão. Nos meus roteiros, que exigem uma escrita mais técnica e distanciada, a minha experiência pessoal não é a influência mais forte. É claro que é como você falou, como escritores nossa vida sempre influencia o que a gente escreve… Mas nos meus contos eróticos eu realmente pego as minhas noites de sexo e transformo em histórias na maior parte das vezes.

Acho que tem muito de vulnerabilidade, deixar um conto erótico sexy, eu acho que é o formato em que mais faz sentido brincar com nossa experiência pessoal – porque são relatos de fantasias. Então eu uso bastante da minha experiência. Outra coisa que rola nos meus contos é escrever sobre coisas que eu queria que tivessem acontecido e acabaram não acontecendo… é uma maneira de dar vazão ao meu tesão reprimido. Hahaha.

E sobre a parte da assadura… eu acho que o sexo é diversão! Em geral, gosto de colocar um pouco de comédia nos meus contos, deixarem eles próximos da vida real, traduzir o ridículo da sedução também. Gosto de trazer essa leveza nas minhas histórias. Existe muita culpa em relação a sexo, especialmente à sexualidade feminina, então imprimir esse lado engraçado é uma maneira também de me apoderar dos meus desejos.

Depois disso, conte-nos a história de Pimenta, como você começou a escrever erótica? Eu sei que você também escreve sobre o tema da saúde sexual, para você as duas coisas estão relacionadas? 

Comecei há muito tempo! Eu escrevo desde criança – escrevi meu primeiro livrinho aos seis anos – e quando entrei na adolescência tudo que era meio picante me deixava interessada. Eu tinha uma tendência muito forte a pensar em sexo desde que descobri o que era, e aos doze anos escrevi o que eu considero minha primeira peça erótica. Era um relato de sonho erótico do ponto de vista de um cara que estava me comendo. E sendo sincera, não é nada fofinho, é bem direto ao assunto! Acho que isso de ter um eu-lírico masculino me deixou mais solta.

Depois disso, durante toda minha adolescência li e escrevi muita fanfic – principalmente as NC-17, que tinham cenas de sexo. Acho que isso formou muito do skillset que uso hoje no meu trabalho.

Sobre a saúde sexual, com certeza as duas coisas estão relacionadas. Pra mim, o problema é que a gente aprende sobre saúde sexual do ponto de vista puramente biológico, é formal e distanciado. Parece que uma coisa são os processos, os cuidados que precisamos ter. Outra totalmente diferente é o tesão, a diversão, aquelas coisas que fazem a gente querer transar de verdade.

No meu ponto de vista, essa separação é a raiz de muitos problemas. Falar sobre camisinha, sobre ISTs, é tabu, é corta-tesão. Acho que não pode ser assim. No meu blog eu faço questão de misturar os dois assuntos – que no fim são a mesma coisa. Tirar este estigma das informações importantes e entender como o desejo e a saúde andam juntos.

Uma das coisas que eu tenho mais orgulho de ter feito na BERLINABLE foi o concurso MAKECONDOMSSEXY, ano passado, justamente por causa disso. Sempre tive vontade de falar do uso de camisinha no contexto da erótica. E fiquei tão feliz que os outros autores entraram na pira! O seu conto, The Madness of Last Night, é uma loucura, porque é cheio de cenas de orgia e sexo louco. E tudo isso promovendo sexo seguro. Não tem que ser uma coisa ou outra.

Voltando ao seu Blog, até que ponto essa paixão pela erótica e pelos tópicos relacionados à sexualidade é algo moral ou político para você? Você acha que é importante que nós, como escritores, tentemos influenciar o que você poderia chamar de cultura sexual – coisas como consentimento, sexo seguro, mas também incentivando as pessoas a experimentar coisas que de outra forma não teriam a oportunidade de experimentar?

Com certeza, e digo isso por experiência própria. Cresci num estado tradicional, minha relação com minha sexualidade era de muita, muita culpa. Pra você ter uma ideia, eu chorava toda vez que me masturbava! Falei inclusive sobre isso no meu canal do YouTube.

Comecei a fazer o blog porque queria ser a mulher que eu precisava quando eu era mais nova. Quanta culpa eu teria deixado de sentir se na época das minhas descobertas houvesse uma mulher que falasse de maneira natural sobre sexo. Sem culpa. Acho muito importante naturalizar os nossos desejos, especialmente para meninas mais novas.

E também aprendi muito sobre sexo lendo e escrevendo erótica – muito antes de começar a fazer! Aprendi sobre consentimento, sobre teoria queer, sobre fetiches… essas informações foram muito preciosas na minha formação, mudaram minha visão sobre o sexo, sobre meu corpo e sobre os meus desejos. E eu descobri muitos fetiches lendo sobre as fantasias de outros!

Acho que a erótica é uma ferramenta muito poderosa para conhecermos outras maneiras de viver o sexo. E eu sinto que esse é um legado que preciso passar para frente no meu trabalho. Foi introduzida a muita coisa que revolucionou minha vida sexual por outros autores; hoje em dia penso que falando das minhas fantasias e experiências de maneira totalmente franca, posso fazer o mesmo pelos meus leitores.

Já que estamos falando dessa questão política e da franqueza sobre a posição ideológica, estou interessada em ouvir sua posição sobre o anonimato no que diz respeito à escrita erótica.

Isso é totalmente pessoal. Na BERLINABLE temos vários autores que escrevem com um pseudônimo, e vários que usam o nome real. Acho que depende da vida que a pessoa leva. Essa é a liberdade que a erótica garante; ela te permite viver fantasias num mundo que pode estar descolado das dificuldades do dia-a-dia.

Para mim em particular, foi uma decisão pensada. Eu já tinha o blog, mas era uma coisa mais pessoal. Escrevia contos, mas não divulgava. Eu morava em São Paulo, trabalhava na área de comunicação, e estava muito infeliz por não poder ser sincera em relação aos temas que eram importantes pra mim.

Quando decidi largar meu emprego e vir para Berlim, tomei também a decisão de começar a divulgar meus contos, levar o blog a sério, dar a cara pra bater. Tive uma conversar séria comigo mesma e decidi a partir dali que ia enfrentar qualquer consequência que isso tivesse, seja na minha vida profissional, amorosa ou familiar. Era o quanto eu sentia que sem poder me expressar completamente eu estava infeliz.

Por sorte, deu muito certo! Na verdade, as pessoas passaram a me respeitar muito quando comecei a me colocar. Acho que quando é autentico, isso transparece, e as pessoas de identificam de alguma forma.

Então, não sei muito sobre sua criação, mas quando Salvador e eu conversamos, ele mencionou a sexualidade cheia de culpa como uma influência real em sua vida e no que ele escreve. E mesmo em contextos mais liberais, ainda existe muita vergonha nas histórias, e isso, naturalmente, chega a material erótico de qualquer tipo. Dito isto, essa vergonha também é algo para brincar, uma fonte de grande excitação em muitos casos. As normas de gênero são semelhantes, restritivas, mas cheias de potencial sexual. Sem querer soar muito Judtih Butler, mas queria saber o que você pensa a respeito, me conte como essas coisas batem pra você.

Acho que existe algo muito sexy na rebeldia. No desafio à norma. Todos nós, escritores de erótica, somos outsiders no fundo, né. Eu sinto que essa rebeldia aparece no meu desejo porque eu gosto muito de brincar com as barreiras de gênero. Inverter os papéis com um homem, vê-los maquiados, distorcer as expectativas da sociedade… isso tudo me excita muito. E sim, acho que tem a ver com esse desejo de brincar com o que é tabu.

Afinal das contas, sexo ainda é tabu na nossa sociedade, então o tabu acaba sendo a matéria-prima do nosso trabalho. Acho que o ofício de um escritor erótico é pegar este tabu e dar significado a ele, dar a ele uma forma que provoque emoção nos leitores.

Um guia prático para meninas comerem seus namorados

Como convencer o seu boy a liberar o bumbum e as melhores técnicas na hora de fazer acontecer.

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Foto: Dainis Graveris

Por onde começar a conversa do sexo anal com o boy? Vem na minha:

É 2020 e o pegging, ou boa e velha inversão de papéis no sexo, não deveria mais ser tabu. Até porque, se a nossa geração curte muito um beijo grego, esse é próximo passo natural. Porém, para muitos homens, existe uma resistência. Então vamos começar do começo: Como convencer o seu namorado a liberar a porta de trás? Aqui vou listar uma série de argumentos que são tiro e queda.

 

  • Ter prazer anal não te faz gay

Bom, na verdade só uma coisa te faz gay (ou bi): Sentir atração por outros homens. Preferencia sexual não tem nada a ver com que em que parte do corpo alguém gosta de ser tocado. E aliás, o que há de errado em ser gay? Vamos trabalhar essa homofobia internalizada.

  • Você precisa conhecer seu ponto G

Já diria a sábia Sandy; é possível ter prazer anal. E para quem tem próstata, não é só prazer. É um puta prazer. A próstata é um dos pontos mais sensíveis do corpo humano e você está deixando de conhecer seu corpo por bobeira.

  • A próstata é um órgão sexual feito pra ser explorado!

Além de ter muitas terminações nervosas, a próstata também ajuda na ereção. Ou seja, ela faz parte do seu sistema reprodutor – é pura biologia.

  • Vai te fazer melhor de cama

Bom, isso vale para as duas partes. No meu caso, eu só aprendi o real valor do esforço físico que é penetrar alguém quando troquei de lugar. Vocês estarem no lugar um do outro vai melhorar o entendimento sobre sexo em geral – e deixar até o sexo tradicional mais gostoso.

Okay, mas por onde eu começo a comer meu namorado?

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Foto: Charles Deluvio

Bom, supondo que o moçoilo já está convencido, mas vocês não sabem por onde começar, aqui vai um guia prático para os héteros de plantão colocarem a raba pra jogo:

  • Comece devagar

Bom, para qualquer homem que já praticou sexo anal com uma mulher, essa é uma dica batida. Não vá com toda sede ao pote! O ânus deve ser tratado com carinho. Um boa dica é comprar um plug anal pequeno para ir começando, antes de partir para a penetração de fato.

  • Dedinhos mágicos

Usar os dedos é uma ótima maneira de estimular a próstata diretamente (fazendo o movimento de “vem” com eles lá dentro). Combinado com um boquete, é de matar! Quer uma dica extra? Uma luva erótica pode ajudar muito – principalmente para meninas como eu que gostam de deixar as unhas compridas. Falei mais sobre a luva aqui.

  • Lubrificante é o seu melhor amigo

Sério – para o sexo anal, quanto mais lubrificante melhor. Não economize.

  • Mais vale um pequeno brincalhão que um grande bobão

Na hora de comprar sua cintaralho, não se esqueça que tamanho não é documento. Dê preferência a modelos que te permitam trocar o consolo, assim você pode ir para modelos maiores caso dê vontade. Mais importante que um consolo enorme é garantir que a cinta prenda bem na cintura, vá por mim! Uma cinta mal ajustada pode estragar toda a experiência para os dois.

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Meu instrumento pode parecer pequeno – mas ele dá conta do recado! Foto: Ksenyia A.

E é isso! Agora mãos à obra e hora de trocar os papéis 😀

28 Perguntas para transar melhor

28 perguntas para conversar sobre fantasias sexuais com seu parceiro.

Oie pessoal, tudo bem? Já que estamos todos trancados nessa quarentena, fiz mais um questionário para melhorar a vida dos casais confinados!

São 28 perguntas, em inglês ou português, para falar sobre sexo com o parceiro e se abrir sobre duas fantasias. Pode ser que você já sabia algumas das informações, mas você pode se surpreender com o que vai descobrir! O download é gratuito, e fique livre para compartilhar. Só não esqueça de me creditar!

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28 PERGUNTAS PARA TRANSAR MELHOR_por pimentacitrica

(Mais) 6 Alternativas ao Pornô Tradicional que Vão Realizar Todas as Suas Fantasias

Seis alternativas deliciosas à pornografia mainstream para aliviar o tesão sem alimentar a indústria pornográfica tradicional.

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Fonte: Jota

Pois é, meu povo. O mudo está em quarentena, e a gente sabe que quando o pessoal fica à toa, assistir pornografia é o que a Internet mais faz.

Porém, eu tenho muitas reservas com a pornografia tradicional. São muitos os problemas criados por essa indústria, e por causa disso, eu resolvi nos idos de 2016, fazer um post com seis alternativas ao pornô tradicional. Post este que continua entre os mais acessados do blog até hoje!

De lá pra cá, muita coisa mudou, e o post acabou ficando desatualizado. Algumas dicas que eu deu já não valem mais (RIP Tumblr ;_;) e já surgiu muita coisa picante e saliente para esquentar essa nossa quarentena sem ter que sustentar uma indústria que faz milhões explorando mulheres!

Então, sem mais delongas, vamos às minhas dicas de seis alternativas à pornografia tradicional:

Literatura Erótica

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É, eu sei que eu sou suspeita pra falar, afinal, contos eróticos são parte da minha profissão. Mas eu vou continuar defendendo, afinal eu sinto que quando a gente lê pornografia, a gente acaba descobrindo um monte de coisa sobre a gente mesmo. Eu passei a adolescência lendo fanfics eróticas, o que me ensinou muito sobre sexo muito antes de eu estar fazendo sexo.

Além disso, tem uma coisa passiva na maneira como a gente consome pornografia mainstream. A informação é passada diretamente, não tem tensão nenhuma. Com erótica, é diferente. A sua imaginação precisa participar, construir um cenário, preencher os detalhes… Então é uma maneira bem mais saudável de lidar com as próprias fantasias, na minha opinião.

Eu recomendo os meus continhos, claro! Mas também tem dá pra encontrar muuuuuita coisa no Amazon, de graça ou baratinho!

Ah, e pra quem le em ingles, duas dicas boas: O site Literotica tem conteúdo até não acabar mais para todos os fetiches. São mais de 50.000 histórias gratuitas! E eu estou trabalhando como editora chefe de uma editora erótica aqui em Berlim! O nome é BERLINABLE, e o foco das histórias é a diversidade e sex-positivity. Dá pra baixar os livros por aqui!

Games Eróticos

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Andamos bem grudadinhos no celular, ainda mais durante a quarentena. E no mundo dos apps, claro que a putaria nunca poderia ficar de fora. As lojas de apps estão apinhadas com jogos eróticos dos mais variados, desde simulações tipo Second Life, passando por cenários fantásticos que lembram Hentai, até jogos com mais romance. São muitas as opções, mas para baixar a maioria é preciso ser maior de 18 anos. Ficou curioso? Dá uma olhada nessas recomendações aqui.

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Podcast é a mídia do momento, e é claro que a putaria ia acabar migrando para lá. O mercado de áudio pornográfico oferece muitas opções, e a boa noticia é que vários sites são especializados em erotismo para mulheres. O mais famoso deles, o americano Dipsea, conta com áudios de mais ou menos 10 minutos, super bem produzidos, que propõe uma experiencia imersiva para o usuário: Efeitos sonoros, gemidos, suspiros… Tudo para fazer a coisa ficar mais real. O serviço é pago num esquema de assinatura, mas você pode fazer uma experiência gratuita de uma semana.

Outra boa alternativa ao pornô tradicional são os audiobooks; nada mais do que literatura erótica me formato de áudio. Dá pra achar muitas opções no Audible, filiado ao Amazon.

Patreon & OnlyFans

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E vamos de #packdopezinho. O Patreon e OnlyFans são uma ferramentas para criadores de conteúdo receberem apoio financeiros dos fãs. Como são plataformas mais permissivas, natural que quem estivesse trabalhando com conteúdo adulto migrasse pra lá. O esquema é mais democrático do que a pornografia tradicional – porque voce está consumido direto da fonte, sem o intermédio de um aparato industrial escroto.

Além da vantagem de conteúdo erótico sendo produzido por gente real, nessas plataformas há a possibilidade de interagir com quem cria. Sao muito os perfis, para todo o tipo de gosto, mas vou deixar aqui alguns dos que acompanho; Aja Jane, Stefania Ferraro, e o conteúdo da Almond, uma artista baseada em Berlim que faz pornografia feminista. Ela não está nestas plataformas mas dá pra achar o trampo dela aqui.

Ilustrações Eróticas

Para muita gente o que dá tesão é a coisa mais real possível, mas arte erótica também pode ser incrivelmente excitante. O Instagram está apinhado com criadores muito talentosos que publicam ilustrações picantes que são capazes de mexer com a imaginação. Nada de novo sob o sol né, afinal, a gente já via nas esculturas gregas que elas eram feitas para seduzir.

A diferença agora é a acessibilidade a um grande universo de conteúdo que atende muitos nichos – ou seja, por mais específico que seja o seu fetiche, voce vai achar o que está procurando. Alguns dos meus perfis preferidos são as ilustrações da Alicia Rihko, que eu coloquei aí em cima, do Alpha Channeling, e a conta de curadoria do Jmamuse.

Dá pra achar bastante coisa navegando no Instagram, e de quebra alguns desses artistas disponibilizam prints e até cadernos de colorir pra venda. Você resolve o seu tesão e ainda ajuda os artistas! Não poderia ser melhor.

E aí? Gostou? Inspiração não vai faltar nessa quarentena, né? E caso voce tenha mais alguma dica pra complementar a lista, deixa aqui embaixo nos comentários!

Vlog – Será que os jovens andam fazendo MENOS sexo?

Não bastasse a recessão de basicamente tudo, ao que parece minha geração também passa por uma RECESSÃO SEXUAL. Mas sérá que é isso mesmo? A gente anda fazendo menos sexo ou só anda fazendo sexo melhor que as gerações anteriores? Vem ver o vlog novo!

Sugador clitoriano – Amor verdadeiro, amor eterno

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Bom, não é de hoje que eu digo que o vibrador é o melhor amigo de qualquer mulher. Na verdade, eu fiz até um vídeo mostrando toda a minha coleção de sex toys. Mas com a minha mais recente aquisição, o sugador clitoriano, meus amigos… Foi diferente.

Desde que esse produto surgiu no mercado que eu estava louca pra testar, mas o preço me desanimava. Isso porque o principal que achamos à venda, o Womanizer, sai por em média setenta euros. O negócio é que o estímulo clitoriano é para mim a melhor forma de sentir prazer, e a ideia de ter um brinquedinho que SUGA o meu clitóris como no sexo oral… Era bem tentadora.

Foi numa feliz coincidência do destino que encontrei o Satisfyer, um modelo mais em conta, por nada menos que METADE do preço normal. No fim, paguei vinte e cinco euros no meu numa promoção relâmpago. Como já estava de olho no estimulador clitoriano, quando vi a promoção não pensei duas vezes. E foi a melhor coisa que eu fiz.

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Fonte

Como o sugador clitoriano funciona?

Basicamente, a brincadeira é um estímulo que simula a sucção do clitóris. Eu sou bastante sensível, então fiquei com medo do negócio ser POTENTE DEMAIS pra mim, mas fiquei bem feliz com o resultado. O meu tem DEZ intensidades diferentes, mas eu só consigo ir até a segunda rs.

O estímulo é idêntico ao do sexo oral? Não. A real é que nenhum brinquedo pode substituir outra pessoa 100%, né? É parecido, mas diferente. Uma sensação nova. O grande diferencial, é que o brinquedo se concentra totalmente no clitóris, que afinal é o nosso principal órgão de prazer.

Mas e aí, o sugador clitoriano é tudo isso mesmo?

Bom… É. No último mês, todos os outros brinquedinhos ficaram obsoletos. Não, não é um milagre, óbvio que nada vai fazer você gozar baldes em segundos. Mas eu nunca tive orgasmos tão fortes e tão rapidamente com um brinquedo antes. E olha que como eu sou sensível, às vezes sou meio chata de agradar.

Segurando o cabo por cima, dá pra apoiar o Satisfyer na barriga e ter aquele orgasmo bem preguiçoso. O brinquedinho também é super fácil de usar no sexo com parceirxs, e é uma possibilidade ótima para ampliar as possibilidades nas transas.

Resumindo, o preço é salgado, é. Mas na minha opinião, vale a pena.

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Carinha de quem está apaixonada rs

No Brasil, o sugador clitoriano mais em conta sai por em média R$ 200,00 mas os preços variam de marca para marca. Minha dica é ficar de olho em promoções para conseguir por um preço mais baixo.

Eu estou em lua de mel com o meu sugador, não vou nem mentir. Foi o meu dinheiro mais bem investido em muito tempo. Digamos que já recebi o retorno do que eu paguei em (muitos) orgasmos!

Vlog – Por que mulheres lésbicas têm mais orgasmos que as héteros?

A ciência não mente: Mulheres lésbicas têm mais orgasmos e vidas sexuais mais felizes que as héteros. Mas por que existe essa diferença? Os homens são tão ruins assim de cama?

A resposta é mais simples do que parece, e está na anatomia feminina.

Luva erótica – Um detalhe simples que pode revolucionar sua vida sexual

Já ouviu falar da luva erótica? Não? Pois bem, esse acessório prático e barato pode fazer maravilhas pela sua vida sexual.

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Vocês não imaginam do que essa luvinha é capaz

Não é segredo para ninguém que sou fã de brinquedinhos sexuais e estou sempre atenta à novidades neste mercado. Se fosse por mim, teria um closet inteirinho dedicado a eles, porém minha conta bancária di$$corda. O mercado de sex shops e acessórios de fetiche pode ser bem caro, por isso quando eu encontro sex toys por preços mais em conta fico logo doida pra experimentar.

Numa dessas minhas aventuranças na Internet em sex shops virtuais, acabei topando com a luva erótica, ou luva masturbatória, cuja existência eu desconhecia até então. Bom, minha única reação foi me perguntar por que raios eu nunca tinha ouvido falar disso antes???

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Sex toys bons, bonitos e baratos? Trabalhamos! Fonte: Amazon.com

O brinquedo é literalmente uma luva de silicone, parecida com aquelas que a gente usa pra lavar a louça e não estragar a unha, então taí uma boa desculpa caso alguém que não deveria ache o acessório nos seus pertences 😉

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Fonte

O lance é que a luva erótica tem ranhuras e texturas para aumentar o prazer, seja solo ou acompanhado. Parecida com os dedais para masturbação, o diferencial é que, bom, todos os cinco dedinhos entram na brincadeira. Dependendo no modelo, há textura na palma da mão também.

As luvas oferecem várias opções diferentes, com texturas que prometem os mais variados estímulos. Algumas contam com uma ranhura especial para o estímulo dos mamilos na palma da mão, outras com dedos parecidos com um butt plug clássico, e por aí vai. A imaginação é o limite.

Por causa disso, as possibilidades são muitas, o que faz com a que a luva erótica seja um brinquedo muito versátil. E eu costumo dizer que ela é um sex toy dos mais democráticos; pode ser usada para estímulo clitoriano, prostático, vaginal, peniano, mamilar, para a penetração anal e vaginal, prática de fisting, no sexo lésbico, gay, hétero e o que mais você quiser inventar.

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Olha só esta luvinha bem gófica para fetichista nenhuma botar defeito! Fonte: Amazon.com

As luvas eróticas em geral devem ser higienizadas como qualquer acessório sexual, mas são em sua grande maioria laváveis, o que deixa tudo muito mais prático. A melhor parte é o preço: A minha eu encomendei pelo Amazon e paguei cinco euros. Os preços podem variar mas não ficam muito longe disso.

A que eu comprei foi esta daqui, mas existem outras parecidas disponíveis. Com frete para o Brasil infelizmente são poucas as opções, mas vale uma pesquisa em sex shops locais em busca do produto. Também dá pra encontrar em sites tipo Aliexpress!

Eu não poderia estar mais feliz com minha ~luvinha mágica. Seja para uma noite sozinha procurando bons contos eróticos, para impressionar uma mina num date, para um fio terra caprichado, ela está comigo em todos os momentos, por um ótimo custo benefício.

Novembro Azul – A masculinidade tóxica também mata homens

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Fonte

O Novembro Azul começou como uma iniciativa semelhante ao Outubro Rosa, com a ideia de conscientizar os homens sobre o câncer de próstata. Como o dia internacional de combate a este tipo de câncer é 17 de Novembro, na Austrália iniciou-se uma campanha que se estendeu por todo o mês, e acabou se espalhando para outros países. Nos Estados Unidos e em outros lugares muitos homens deixam apenas o bigode na barba como maneira de aderir à campanha, mas no Brasil o que pegou mesmo foi a cor azul.

Informação por informação, é claro que conscientização é sempre bem vinda, porém o Novembro Azul é um tema por vezes polêmico. A postura oficial do Ministério da Saúde é a recomendação que a campanha se estenda para o resto do ano, para que os homens continuem se examinando e consultando, não só em novembro.

Também como no caso do Outubro Rosa é preciso ter muito cuidado com muitas empresas querendo pegar carona na iniciativa para fazer publicidade. Com tanto auê é fácil se esquecer da causa inicial, e muitas vezes os produtos especiais do Outubro Rosa e do Novembro azul são vendidos com uma porcentagem irrisória para institutos de prevenção e pesquisa – quando muito.

Portanto é importante sempre nestas campanhas de conscientização lembrar do que realmente está em jogo – e não quais produtos na cor do mês você pode comprar.

Câncer de próstata é coisa séria

Digressões à parte, polêmica ou não, a campanha trata de algo muito sério. Perdendo apenas para o câncer de pele, o câncer de próstata é o mais comum entre homens no Brasil e também o mais fatal. Embora seu surgimento seja mais comum na terceira idade, as populações pardas e negras sofrem com sua incidência em homens mais jovens – casos em o que câncer também é mais agressivo.

Apesar disso, o número de homens que vai ao médico fazer o exame preventivo é alarmantemente baixo. O que é um dado absurdo se considerarmos a detecção precoce do câncer de próstata é a maior aliada às chances de cura.

O procedimento combina o exame de sangue PSA com o toque retal. A recomendação geral é que os homens façam a consulta anualmente a partir dos 50 anos, mas esta idade pode diminuir dependendo do paciente (casos de câncer de próstata na família, estilo de vida, entre outros fatores). Portanto, o urologista deve sempre ser consultado.

Bom, aí chegamos ao ponto principal. Para mim, o fato de muitos homens infelizmente não detectarem o câncer nos estágios iniciais está ligados a dois fatores; um, existe um “tabu” em torno do exame de toque. Dois, homens em geral não vão ao médico e costumam ser péssimos administradores da própria saúde.

Contei em detalhes no meu vlog sobre o HPV como é feito o exame papanicolau em nós mulheres – exame este que geralmente precisamos fazer anualmente desde o início da vida sexual. O procedimento é desagradável e invasivo – muito, muito mais invasivo do que um exame de toque.

Procedimentos médicos em geral são desconfortáveis. Ninguém gosta de levar agulhada, de se submeter a posições extenuantes, sentir dor ou incômodo. Contudo, se levarmos em consideração vários exames que precisamos fazer muitas vezes ao longo da vida, o exame de toque retal, por si só não parece tão ruim.

O problema é claro não é o procedimento em si, mas sim a carga psicológica que ele evoca. Num modelo em que a honra e masculinidade do homem se fortalecem à medida que ele se afasta de qualquer associação ao signo feminino, a ideia de ser penetrado – mesmo que para um exame, para muitos pode ser um horror.

É até engraçado pensar nisso, mas a verdade é que muitos homens preferem colocar a própria saúde em risco do que fazerem algo que para eles está associado a um comportamento feminino ou homossexual (pra gente ter ideia do quanto essa masculinidade tóxica tem os alicerces bem fincadinhos na misoginia e na homofobia – ter câncer é pior do que ser mulher ou um homem gay).

Soma-se a isso o fato de que os homens estatisticamente vão menos ao médico. Inclusive 60% dos que vão só chegam ao pronto-socorro quando estão com doenças em estágios avançados.

Este dado muitas vezes é inclusive citado como argumento anti-feminista. Só que homens vão menos ao médico por razões profundamente machistas. Eles associam consultórios com pessoas “vulneráveis” como mulheres, idosos, e crianças, e para muitos estar entre essas pessoas é um atentado contra a própria masculinidade.

Pior ainda, os homens estão acostumados a não agirem como se a sua própria saúde fosse sua responsabilidade, delegando às mulheres na sua vida esta obrigação. 70% do homens ADULTOS só vão ao médico acompanhados das mulheres. Falei no meu texto sobre a importância do uso da camisinha de como os homens não só muitas vezes insistem em ter uma vida sexual irresponsável pulando o uso do preservativo como também não têm o costume de fazerem exames regulares de infecções sexualmente transmissíveis.

Um exemplo bem concreto de toda esta realidade é o caso do ciclista Vinícius Zambrião, que não fez os exames preventivos e só foi descobrir um câncer de próstata após a namorada insistir que ele fosse ao médico para verificar uma alteração nos testículos. Chega a ser quase inconcebível que um homem adulto precise deste tipo de incentivo para cuidar da própria saúde.

A masculinidade tóxica cria homens que são crianças em corpos de adulto.

Homens que são incapazes de praticar o auto amor e auto cuidado por consequência também são incapazes de amar e cuidar de outras pessoas; são pais piores, companheiros piores, mais infelizes, e muitas vezes, doentes.

A responsabilização pela própria saúde tem de passar pela auto reflexão.

A masculinidade não torna os homens perigosos só para os outros, mas também para si mesmos. Neste Novembro Azul, vamos sim continuar lembrando nossos pais, avôs, irmãos, tios, que eles precisam ir ao médico, neste mês e em todos os outros. Mas também vamos falar sério de saúde do homem, para que haja uma mudança de atitude.

Quem sabe assim um dia vamos viver em uma sociedade em que cuidar da saúde não é uma coisa ruim porque é coisa de mulherzinha.

É coisa de adulto.