Vlog – Testei a camisinha feminina!

Enrolei um tempão para testar o preservativo feminino por desconfiar se ele ia funcionar bem. Como colocar, como tirar? Será que incomoda? A resposta é: Tudo é muito mais tranquilo do que você provavelmente imagina!

Sybian Sex Machine: O vibrador perfeito?

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Faz pouco tempo que eu descobri o que é um Sybian – um vibrador em formato de sela que parece ser o sextoy mais completo que há. Sempre fui muito a favor de brinquedinhos, pois além de trazerem variedade para a nossa vida sexual, eles nos ajudam a conhecer mais o nosso corpo e nossas zonas erógenas.

Pois bem. Estou sempre atenta à novidades nessa área, e nem sempre consigo testar tudo que gostaria por re$triçõe$ de tempo. Tenho um vibrador bem velho de guerra e fiel companheiro que me acompanha em altos e baixos faz um tempo. E como muitas vezes transas casuais andam acabando em decepção, prefiro ter dates com ele que sempre me garante um orgasmo e não me faz pergunta idiota.

O negócio é que o tal Sybian foi projetado para estímulo simultâneo de várias zonas erógenas do corpo da mulher em performance máxima.

Explico.

O brinquedo funciona da seguinte forma; são duas plataformas. Uma funciona como uma sela mesmo, na qual a donzela senta, e a outra como uma plataforma de suporte. Na sela, você pode acoplar diversas opções tipos de vibradores – e controlar tudo por controle remoto.

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Plataforma básica do Sybian. Fonte.

 

Os vibradores que podem ser acoplados são dos mais variados tipos e tamanhos. Desde estímulo externo, até mais sofisticados, com dois consolos para penetração vaginal e anal – mais um vibrador para a região do clitóris.

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Anexos dos mais variados para você personalizar o seu Sybian – Qual você escolheria?

A potência do brinquedo também é um diferencial – fazendo com que a vibração e a rotação estimulem todo o assoalho pélvico, provocando orgasmos de intensidade inédita (não acredita? procura aí no Google vídeos de mulheres usando o Sybian e veja por você mesmo).

O Sybian geralmente pesa dez quilos sem nenhum anexo, só com as plataformas. Portanto não é um dispositivo prático para levar por aí, mas sim um investimento. Aliás, bota investimento nisso. Um exemplar original – sem nenhum adendo, sai por 1.200 dólares no site oficial (cada anexo extra fica em torno de sessenta dólares).

Dá pra encontrar modelos genéricos no Amazon pela bagatela de 200 euros, mas olhando pelo design, não dá pra saber se vale o custo benefício.

Obviamente, por enquanto só me resta sonhar com esta maravilha. Pensando bem, é até bom. Se eu tivesse um desses, é provável que nunca mais saísse casa.

 

A história do strip-tease que não foi (e agora foi, pra todo mundo)

Para conseguir sentar e contar essa história, tive que esperar toda a raiva e a humilhação passarem. Eu não queria que fosse uma carta de ódio, porque afinal o que eu conseguir extrair de tudo isso tem muito mais a ver comigo do que com qualquer outra pessoa.

Já falei algumas vezes aqui no blog sobre como é complicado para mim viver a minha sexualidade de maneira aberta, e como foi um processo de autoaceitação, que muitas vezes implicou em julgamentos e me isolou das pessoas.

Eu sempre fui uma pessoa cheia de desejo e energia, sempre tive vontade de me expressar sexualmente de maneira plena, por ser uma faceta natural da minha personalidade, mas esse meu desejo sempre esbarrou em muitas coisas. Uma delas, a insegurança dos homens e mulheres com quem me relaciono (principalmente os homens).

Como já comentei anteriormente, a sexualidade feminina é vista como ameaça, e por conta disso, tem que ser sempre objeto do desejo de outros, mas nunca ideia das próprias mulheres. Como consequência disso, os homens costumam tratar o sexo como uma temporada de caça e abate, e portanto muitas vezes só conseguem gozar literal e figurativamente quando sentem que estão no controle da situação.

Eu sou prova viva desse mal. Sendo uma mulher extremamente aberta com a minha sexualidade, sempre tive que ficar pisando em ovos para proteger a frágil masculinidade dos meus parceiros na cama. Tudo que não é iniciativa deles os deixa morrendo de medo. Não pode assim, não pode assado. Falar uma putaria, colocar uma lingerie, querer experimentar um troço novo na cama – tudo é motivo para a noite ir por água abaixo. Eu ando cada vez mais convencida que os homens podem até achar que gostam muito de sexo, mas gostam mesmo é de colecionar conquistas.

O que me traz à história de agora: Para mim, nunca bastou viver minha sexualidade de maneira aberta sozinha. Eu sempre quis ter esse meu lado reconhecido, validado e compartilhado. De alguma forma, pra mim nunca bastou que esse lado meu existisse. Eu queria que ele existisse com alguém, que eu pudesse ser reconhecida na minha maneira de expressar causando desejo na minha intimidade.

Bom, pra resumir, não rolou.

Embora eu tenha tido uma vida sexual divertida e vibrante, todas as vezes que tentei experienciar isso de maneira mais exuberante, foi tudo um grande fiasco. Ocorre que eu fiz aulas de dança por alguns anos, sempre me interessei por performance burlesca e sempre tive uma fantasia louca de fazer um strip-tease para alguém especial. Nos meus últimos dois relacionamentos sérios, as tentativas foram muito frustradas. Na primeira, fui interrompida no meio da coreografia pelo meu ex namorado, que não era capaz de lidar com aquilo (palavras dele). Na segunda, o moço em questão com quem estava num relacionamento cortou logo a ideia pela raiz, quando em devaneei em dar de presente de aniversário uma strip-tease, com um taciturno “melhor não”.

Daí que isso me gerou uma enorme frustração, que eu achei que ia se resolver este ano quando eu conheci um argentino. Moreno, alto, bonito e sensual. Só que como nada é perfeito na vida, tinha um problema: Um oceano entre nós. Eu moro em Berlim, ele em Buenos Aires. Nos conhecemos quando ele estava aqui de passagem, vivemos um breve porém tórrido affair, antes de ele voltar para os confins do cone sul. Para a minha surpresa e deleite, continuamos a conversar mesmo assim.

Ele era um pouco hétero demais para o meu gosto, mas como estava cansada de dar murro em ponta de faca com esquerdomacho, resolvi dar uma chance para o destino, mesmo sabendo que relacionamento à distância só traz dor e sofrimento. Num dos nossos papos, falei da minha fantasia frustrada de fazer o tal strip-tease, e ele se interessou imediatamente, sinalizando com entusiasmo que ia adorar me ver tirar a roupa pra ele.

Pois bem, né, logo me animei. Prometi que se ainda estivéssemos nos falando no aniversário dele, faria um strip-tease de presente.

Dois meses depois, chegou o famigerado aniversário. A nossa relação já começava a dar sinais de desgaste por conta da distância, mas como missão dada é missão cumprida, resolvi fazer o tal strip, que pelo menos ele ia ter uma boa lembrança de mim.

No meu escasso tempo livre, montei uma coreografia. Fui até a casa do meu amigo, pedi para ele me ajudar com a luz. Me maquiei. Botei uma lingerie daora. Repeti a coreografia umas cinco vezes. Editei o vídeo. Montei o link. E mandei no dia do aniversário.

Aguardei a reação dele ansiosíssima. Sentia que finalmente estava realizando uma fantasia antiga, que estava me realizando naquele momento em poder me expressar de uma maneira que nunca tinha conseguido antes. Os dias se passaram e nada. Ele sumiu. Me fez um belíssimo ghosting, e suspeito que nunca tenha baixado nem assistido ao tal vídeo.

É engraçado como, de diferentes maneiras e em diferentes graus, esse tipo de coisa acaba se repetindo nas minhas interações e das minhas amigas com os homens héteros. Nós mulheres somos ensinadas e encorajadas a trabalhar pelas relações, a tentar consertar o que está quebrado, a darmos o nosso melhor sempre, enquanto os homens aprendem a receberem os frutos dos esforços da companheira, mas se retirarem da situação quando as coisas ficam minimamente difíceis.

Nem precisa dizer que isso cria uma dinâmica de relacionamentos heterossexuais esquizofrênicos, com expectativas conflitantes. Mas eu não estou aqui para falar sobre isso. Como disse no começo, esse texto é mais sobre mim.

No fim das contas, percebi que tinha feito aquilo por mim

Toda essa experiência foi incrivelmente frustrante porque eu senti que estava muito perto de mostrar um lado meu que é muito importante pra mim e ser reconhecida por ele, coisa que acabou não acontecendo. Fiquei inconformada de pensar que ele nem sequer se interessou em ver o vídeo; eu estava tão orgulhosa do meu trabalho. Gostei do resultado final, da luz, me vi naquela coreografia, vi uma nova versão de mim, que sempre existiu mas eu nunca tive como dar vazão. E eu queria que aquela Ana existisse, fora do cantinho da fantasia em que ela sempre esteve guardada.

Foi então que eu percebi que aquele vídeo não tinha nada a ver com aquele cara, nem com meu ex, nem com meu outro ex. Eu estava fazendo tudo errado. Eu queria procurar nos outros autorização para fazer uma coisa que tinha a ver comigo, com a minha expressão, e que não precisava de mais ninguém para existir.

O negócio é; muitas das minhas interações foram satisfatórias porque eu sempre tive medo e vergonha de ser assim tão libidinosa como eu sou. Aí eu tentei apresentar esse lado meu no privado, como se fosse um presente especial, esperando que isso pudesse amortecer o impacto nas minhas relações pessoais, e eu pudesse ganhar a autorização que queria para ser desse jeito. Só que eu percebi, graças a toda essa experiência, o quanto eu me diverti, o quanto eu me senti livre, minha e poderosa, fazendo algo que eu sempre tive vontade de fazer.

Então no fim das contas, por mais que o episódio todo tenha sido meio bosta, estou grata ao meu argentino por ter, como os outros, se acovardado diante de mim. Foi por causa disso que eu percebi que eu quero continuar fazendo strips por aí porque estou fazendo para satisfazer o meu tesão, e eu não preciso da validação de mais ninguém pra isso.

E se por causa disso eu afastar pessoas que eu gosto, paciência. Eu não posso continuar apresentando uma versão diet de mim na esperança de ser mais palatável (em outras palavras, não vou ficar mais diminuindo meu brilho para proteger o ego frágil de ninguém – especialmente dos homens).

Portanto, como você já pode imaginar, este texto só pode acabar com o famigerado vídeo. Que foi fruto de muita vergonha pra mim – vergonha de ser tão disponível, vergonha do esforço que coloquei nele pra nada, vergonha de me sentir tão plena ao me expressar e ser repelida por isso – mas que agora eu só tenho orgulho e vontade de mostrar para quem quiser assistir.

Bom proveito.

 

Mais um conto publicado na plataforma Jmamuse!

Opa, gente! É com o maior prazer que eu venho contar pra vocês que mais um continho meu foi publicado em uma das minhas plataformas eróticas preferidas, a Jmamuse! Desta vez, em português! Corram lá para reler este que foi o primeiro conto publicado aqui no blog, e aproveitem para conferir o conteúdo que eles oferecem que voces nao vao se arrepender 😀

 

Meu artigo para a Pornceptual MAG #3!

Tô escrevendo esse post cheia de orgulho – mas não é todo dia que a gente colabora para um projeto que acredita e admira muito. Para quem não conhece, o Pornceptual é um coletivo de pornografia queer e de guerrilha que é baseado aqui em Berlim. Quem comanda são três brasileiros, e eles produzem desde festas de fetiche, festivais de música, até sessões de fotos, vídeos e também, em edições especiais, a revista Pornceptual MAG. A edição #3 que acabou de sair tem como tema “Guerrilla”; uma compilação de autores, modelos, artistas visuais e fotógrafos criando conteúdo em cima de uma temática comum: A ideia de que o sexo e a pornografia podem ser instrumentos de justiça social, quando eles se afastam de estereótipos mainstream e dão voz para as minorias.

Foi uma delícia colaborar com a revista porque acredito no que o projeto propõe. Falei sobre a importância da alternativa feminista ao pornô tradicional como arma para o empoderamento feminino. A edição é limitada, mas você pode correr aqui para encomendar a sua. Aproveita e entra lá no site da Pornceptual para fuçar em tudo. O conteúdo é de encher os olhos.

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(Mais) Oito Instagrams safadinhos para seguir

Como eu contei no meu primeiro post sobre perfis de sexo no Instagram, a rede social possibilita a gente achar de tudo. Desde contas com comidas delicias até aquelas com um meme melhor do que o outro, mas engana-se quem pensa que as fotos compartilhadas por lá são só work safe.

Vários perfis dedicam-se a compartilhar conteúdo erótico, diferenciado e original. Corre aqui pra ver como deixar o seu feed muito mais interessante – só cuidado na hora de abrir o aplicativo no trabalho!

LUMBRE

https://www.instagram.com/p/Bd4Z6GljMtr/?taken-by=lumbre2.0

Cansou de tudo que é mainstream? Se joga no Lumbre. Lá o foco é erótica feminsta e queer, e as fotos, além de lindas, procuram promover a diversidade e uma relação saudável com o corpo e a sexualidade. Nada melhor para estimular a imaginação.

Petite Bohème

https://www.instagram.com/p/BYxpQFMnKmB/?taken-by=petite_boheme

Quer saber mais sobre gravuras eróticas, mas não sabe por onde começar? O Petite Bohème é o ponto de partida perfeito. A conta francesa tem uma estética incrível e é focada principalmente em desvendar os fetiches e fantasias femininos. Algo que todo mundo sabe, eu vou muito a favor.

aotearotica

https://www.instagram.com/p/BXymh85AGCc/?taken-by=aotearotica

Ainda na pegada das gravuras, corre pra seguir a aotearotica. O perfil faz uma curadoria de variados estilos de ilustração, apresentando conteúdo diversificado num feed para todos os gostos.

Pornceptual

Bom, eu sou suspeita pra falar, porque frequento a Pornceptual aqui em Berlim assiduamente, maaaas, as fotos compartilhadas pela conta da festa mais decolada que você já viu, além de lindas, propõe uma reflexão sobre o fetiche, trazendo conteúdo queer e usando erotismo como guerrilha social. Imperdível.

Jmamuse

https://www.instagram.com/p/Bd5eOYyDBIK/?taken-by=jmamuseerotica

Ninguém vai ficar entediado depois de começar a seguir a Jmamuse. Mais do que uma conta no Insta, trata-se de um coletivo de artistas que criam conteúdo erótico de variados estilos. Diversidade é a ordem do dia, não existe restrição a fantasia alguma. Fotos, ilustrações, de artistas do mundo todo. Acredite, você não vai se arrepender de dar uma olhadinha.

Regards Coupables

https://www.instagram.com/p/BdJDRnQH-so/?taken-by=regards_coupables

Anda numa vibe mais romântica? Então o Regards Coupables foi feito pra você. Um pouquinho mais softcore sem deixar de ser muito sexy, a conta traz conteúdo erótico com uma pitadinha de romance para os apaixonados de plantão.

BBnycart

Mulheres reais fotografadas por uma mulher real, e muitas, muitas tatuagens. Tá esperando o quê pra seguir? As fotos são lindas e o photoshop passa longe.

Byron Power

Misturar erotismo com humor é uma das minhas maneiras preferidas de falar de sexo, vocês sabem. O artista Byron Power faz exatamente isso, com quadrinhos irreverentes, brincando com estereótipos gays sem medo de ser feliz.

O segredo é ir navegando; o Instagram tem conteúdo pra todo mundo, e você com certeza vai achar o seu cantinho de arte erótica preferido. Só não esquece de contar pra gente; conteúdo erótico bom é conteúdo erótico compartilhado.

 

 

 

Noite de semana

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Fonte

Às vezes os dias perfeitos não são aqueles em que a gente ganha uma promoção no trabalho, passa no vestibular, é pedido em casamento. Às vezes um dia perfeito é só aquele em que eu conseguir entrar em casa minutos antes do temporal de verão cair, tomar um banho para tirar o suor e o mormaço de um dia quente do corpo, e sair relaxada, com os cabelos molhados e a pele fresca, pra entrar no quarto cheirando à chuva e te encontrar na cama, concentrado num livro.

Eu me aconchego a você. Os últimos dias foram corridos, faz um tempinho que não temos uma noite para nós. O ar finalmente está mais fresquinho depois de um dos dias mais abafados do ano. Você está só de cueca, cheirando a sabonete, a pele ainda quente do banho que você tomou antes de mim. Eu te abraço pela cintura, afundando o rosto na sua nuca.

– E aí, o livro tá bom?

– Uhum, acho que amanhã eu termino. – Eu não resisto à extensão da sua pele na minha frente e cravo uma mordidinha no ombro, te arrancando um ronronado. Você larga o livro no criado-mudo, virando o corpo para me encarar. Minhas mãos ficam passeando pela extensão das suas costas, enquanto você segura meu rosto com as mãos e me beija.

Sua boca tem aquele gosto de algum doce de infância que eu não consigo nunca identificar qual é, e eu não resisto a morder de novo, porque é bom demais te morder. É engraçado que eu sempre achei o seu beijo febril, mas agora parece que a temperatura anormalmente alta se espalhou pelo seu corpo inteiro.

Era para ser só um beijinho, mas você segura meu rosto nas suas mãos daquele jeito que você sabe que eu adoro, e quando você enfia a mão debaixo da minha blusa de pijama eu me arrepio inteira. O toque das duas mãos na minha pele causa uma reação elétrica, um choque que deixa meu corpo inteiro vibrando, como se fosse um motor em baixa frequência.

O beijo se aprofunda e eu vou derretendo. É sempre assim, mesmo depois de tanto tempo. A sensação de estar com você é de um tiro de pó com umas dez doses de tequila e uma cartela de doce, tudo ao mesmo tempo, num coquetel pra ser injetado na veia.

Minhas mãos estão grudadas no seu torso e a gente ainda não parou de se beijar por um segundo. Mas quando você me puxa pela cintura e nos cola dos ombros às pontinhas dos pés, eu preciso quebrar o beijo para gemer baixinho e buscar ar – porque parece que eu estou sufocando.

Em pouco tempo meu pijama está no chão e eu dou um gemidinho de frio só de manha – afinal, está um calor do inferno. Você cobre o meu corpo com o seu e quando seus dedos alcançam a barra da minha calcinha, minhas unhas já estão cravadas nas suas costas. Você começa a me tocar com a perícia de quem conhece todos os meus cantinhos, mas sem querer chegar lugar nenhum – de um jeito preguiçoso só pra me deixar com vontade. Sua testa está colada na minha, e o jeito que você me olha me faz sorrir. Quando você sorri de volta eu sinto um formigamento estranho por dentro. Estar apaixonada assim é tão esquisito. É como se tivesse uma bola de borracha no meu peito e ela fosse ficando maior até querer explodir tudo pra sair.

Você leva os dedos à boca, fazendo cara de quem provou algo delicioso, antes de colocá-los nos meu lábios para me fazer chupar também. Eles se demoram no cotorno na minha boca antes de descerem mais uma vez, mas eu cansei dessa tortura mansinha. Agora é minha vez. Eu te jogo te volta na cama, separo suas pernas, descendo a cueca de uma vez e dando um mordidinha na sua tatuagem abaixo do umbigo.

Adoro quando você geme logo que eu começo a te chupar, puxando os cabelos na minha nuca de leve enquanto eu faço um boquete sem pressa, que a gente tem a noite toda para aproveitar. Eu vou mais fundo, o mais fundo que dá, bem devagar, aumentando o ritmo aos poucos. Quando você começa a se empolgar, eu paro, fazendo uma punheta bem lenta, enquanto me delicio nessa expressão safada que você guarda só pra esses momentos.

Suas pernas relaxam e se abrem enquanto voce impulsiona seu quadril de leve, quase sem perceber, a respiracao entrecortada. Eu te chupo mais um pouquinho antes de descer, torturando a parte sensivel do interior das suas coxas, descendo mais e mais, mordendo a curvinha da sua bunda de leve.

Você geme e eu aproveito para lamber a pele por ali, te fazendo tremer com o choque, explorando a área com a língua antes de ir ao que interessa; afasto mais suas pernas, indo direto a ponto para comecar um beijo grego lento e carregado de tesão.

Com certeza está na minha lista de MELHORES COISAS DA VIDA ouvir a sua primeira reação sempre que eu faco isso. Eu nunca me canso. Eu conheco todos os seus detalhes e curvinhas, a receita exata pra te fazer perder completamente o controle, e eu amo a nossa intimidade.

Alguns minutos e você está se contorcendo contra os lençóis, murmurando coisas sem sentido enquanto puxa meu cabelo descoordenamente. A brincadeira já está mais que divertida – mas aí eu me lembro de uma coisa da qual a gente sempre falou – mas nunca realmente fizemos.

Minha língua te penetra devagarzinho – só a pontinha, so pra provocar. Arranho a superfície da sua coxa e agarro o seu pau com firmeza, masturbando devagarinho, continuando a invasão preguiçosa. Você relaxa na cama, os músculos se dissolvendo da tensão pra me dar mais acesso – É, acho que agora é uma boa hora.

Eu seguro o seu quadril com a mão livre, apertando pra te fazer virar de bruços. Mordo mais uma vez – só porque você tem uma bundinha bem linda e é difícil resistir. Depois, sopro de levinho, dando risada quando você se arrepia porque você é tão previsível, e parto para o ataque.

Sempre tão gostoso ver como você se desmancha na cama toda vez que eu faço isso. Você arfa e pede mais, esfregando o seu pau nos lençóis. Eu subo, beijando as covinhas das suas costas.

– Sabe o que eu estava pensando?

– Em voltar a fazer o que você estava fazendo? – Você responde, sem ar. Eu dou uma risadinha.

– Não. Em fazer aquilo que a gente sempre teve vontade. – Eu mordo o lábio, porque mal consigo conter a antecipação. – Eu te comer.

Você vira pra mim, o rosto afogueado, cabelos bagunçados. Eu levanto uma sobrancelha, como quem diz “e então”?

– Vamos. – E seus olhos brilham de animação também. Eu quase pulo da cama, alcançando a nossa gaveta de brinquedinhos e escolhendo um vibrador médio. Vamos começar modestamente.

– Tá. Me avisa se machucar que eu paro. – Você acena que sim, com cara de criança que vai estrear um brinquedo novo. Eu volto a ajoelhar na cama, plantando beijinhos na lateral da sua cintura, descendo devagar.

Retomo o que eu estava fazendo, lambendo a sua entrada devagar, penetrando de levinho. Quando eu vejo que você já se desconcentrou de novo, levo um dedo para ajudar no processo, pressionando até a resistência ceder.

A prática não é incomum – já estamos acostumados a fazer sempre, mas nunca fomos além disso e eu tenho receio de não fazer alguma coisa direito e te machucar. Eu curvo o dedo dentro de você, sorrindo quando vejo que te provoca um gemido. Bom, pelo menos isso eu não esqueci como fazer.

Depois de um tempo introduzo mais um dedo e continuo até sentir que seus músculos relaxaram o suficiente. Alguns segundos lutando para abrir a camisinha com dedos trêmulos, uma quantidade generosa de lubrificante, e forço a entrada com o vibrador de levinho no começo, testando a sua reação.

Você geme de novo – dessa vez estrangulado, e eu mordo meus lábios porque se essa não é a situação mais excitante em que já estive com certeza está no top 5. Eu ajeito a posição do vibrador e começo a ir mais fundo. Você afunda o rosto no travesseiro, e eu me pergunto por que raios a gente ainda não comprou o espelho gigante que a gente sempre fala em comprar porque eu daria tudo pra ter uma visão panorâmica de você de quatro na cama enquanto eu te como assim.

– Mais. – Você sussurra estrangulado, quase rasgando a fronha. A essa altura, você já está praticamente transando com o colchão, então eu te viro e desço a língua pelo seu torso pregado de suor. E já que é pra fazer direito, na hora em que eu tomo a sua glande na boca, ligo o vibrador.

A posição exige bastante da minha coordenação, mas pelo jeito, vale a pena. Você levanta os quadris, forçando o seu pau dentro da minha boca sem nem perceber, suas coxas dobrando com os espasmos. Você puxa meu cabelo forte, e me implora para eu não parar, e eu não paro, não paro até você gozar na minha boca e eu engolir tudinho porque puta que pariu, que delícia, eu tô abismada e sufocada de tesão.

Você me olha com os olhos arregalados, também sem conseguir acreditar, e eu quero te dar prazer assim muitas outras vezes, mas agora é minha vez. Eu arranco a calcinha e subo pelo seu corpo, prendo seus braços na cama e sento na sua cara.

Rapidinho você acorda do torpor, me chupando do jeito que você sabe muito bem como fazer, e em poucos minutos eu gozo, me esfregando na sua língua e chamando o seu nome.

– A gente… – Eu começo, ofegante, guardando o vibrador e arrumando a coberta que virou um fuá. – Precisa fazer isso outra vez.

– Concordo. – Você sussurra baixinho, ajeitando minha cabeça no seu peito e afastando as mechas molhadas da minha testa. – Vinte minutos e segunda rodada?

A gente ri junto e de novo essa sensação esquisita de ter uma coisa querendo sair de dentro do peito. Eu não sei se algum dia vou me acostumar com amar alguém tanto assim, mas eu não tenho dúvidas que quero continuar tentando.

Vlog: Masturbação feminina

Uma descoberta que deveria ser natural, acaba sendo uma fonte de culpa para muitas meninas. Por que punheta é normal e siririca é tabu? O vlog de hoje é sobre como essa repressão nada mais é do que mais uma maneira de objetificar a sexualidade feminina, e o antídoto para isso.

Turbilhão

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Fonte: The3alex

Quem a gente pensa que engana? Todo mundo aqui rindo e bebendo como se tivesse nenhuma preocupação na cabeça. Eu aqui rindo e bebendo como se não tivesse um rombo do tamanho de um caminhão no meio do peito que nada, nada consegue preencher, como se eu não sentisse que não sou boa em nada o tempo todo, como se não estivesse entornando essa garrafa de vinho porque o álcool faz existir doer menos. Ridículo né, a gente fingir que não é ridículo, pelo menos eu sou ridícula assumida e eu sei que você gosta. Eu vejo você me olhar do outro lado da mesa, eu vejo você sorrir de lado tentando disfarçar quando eu te pego no flagra.

Você olha olha olha e não faz porra nenhuma, até quando a gente vai ficar nesse jogo de gato e rato, encheu o saco isso já, vamos ficar nesse teatrinho pra quem? Pra quê? Eu tô sabendo muito bem que as suas intenções comigo são as piores, saiba você que é mútuo. Você acha que eu tô esperando você me tratar como namoradinha? A essa altura da minha vida eu sei muito bem o meu lugar, me criei sozinha a vida inteira, você não vai ser o primeiro nem o último a vir e não ficar.

Eu sei que você gosta quando eu deixo todo mundo desconfortável com esse meu jeito de vagabunda, os meus comentários inapropriados, os meus shortinhos que param no meio da bunda que eu já nem tenho mais idade pra usar. Eu sinto seu olhar me queimando quando eu viro shot atrás de shot até estar trocando os pés, sentando na mesa com as pernas abertas pra tentar chamar sua atenção, fazendo piadas que ninguém ri, pedindo músicas que ninguém gosta.

Se ainda não está claro o suficiente, eu quero você também. Eu te quero quando você está dominando a atenção de todo mundo e punhetando o seu ego, eu te quero quando você fica passando cantadinha na geral feito Don Juan de terceiro colegial, eu te quero quando você vem me apertando toda, assim sem querer querendo só pra me deixar louquinha,  eu te quero quando você também já tá bem louco e fala coisas sem nexo e de repente eu descubro que não sou eu sozinha nessa coisa de faz-de-conta, você também tá se doendo todo por dentro, e quando a gente dói junto dói menos, dói menos até do que quando eu já tô no último grau do porre, então será que dá pra parar de palhaçada e ir logo pra putaria, será que já não deu pra entender, que eu quero você por dentro até o talo, até a minha garganta.

Eu quero que você me vire de quatro e imprima a sua mão na minha bunda, eu quero que você me coma bem forte pra descobrir que quando eu gozo eu grito bem alto, eu quero te contar no seu ouvido que o seu cheiro me deixa mo-lha-da, desde que a gente se conheceu é raro eu pensar em outra coisa, quero sentir sua pica dura por minha causa, quero me trancar num quarto com você e te dar até a gente não aguentar mais. Se você quer que eu seja sua fantasia tá tudo certo, pode vir, fica à vontade, já falei que tô acostumada.

Some sorrateiro no dia seguinte antes que eu acorde pra encontrar aquela menina legal que você quer apresentar para os seus pais, desde que à noite você seja meu. A noite toda, e que as horas se estendam e pareçam anos enquanto você me invade, me arranha, me morde, me machuca, me domina, me enfrenta, me aniquila, me neutraliza.