Vlog – #Kommstdumit – Meu segundo primeiro de maio em Berlim!

O meu segundo primeiro de maio aqui em Berlim foi ainda melhor do que o primeiro – apesar da data estar se tornando cada vez mais um festa e não um dia de protestos, é uma das grandes tradições em que todo mundo sai para a rua para ocupar cidade 🙂

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Vlog: #Kommstdumit – Uma tarde pelo meu bairro em Berlim (Schöneberg)

Olá, pessoas! No vlog dessa semana, resolvi fazer um passeio pelo meu bairro aqui em Berlim, Schöneberg, para onde me mudei faz pouco mais de um ano. Pode não ser um dos bairros mais hypados daqui como Kreuzberg ou Neukölln, mas é cheio de cantinhos deliciosos, e eu cada vez mais me sinto em casa por aqui. Passei pelos meus lugares preferidos no vídeo, pra mostrar um pouco da minha rotina num dia preguiçoso de folga 🙂

Vlog: #Kommstdumit – Réveillon em Berlim!

A passagem do ano novo é uma das datas comemorativas mais sem limites na Alemanha. Tem álcool, tem frio e muitos, muitos, MUITOS fogos. Vem acompanhar comigo o meu segundo réveillon nessa cidade gelada.

Sobre a minha terra

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Fonte: Nasa

A minha terra fica muito, muito longe. É preciso sair do continente, dobrar a esquina ali no Atlântico, e descer direto, até um cantinho do mundo em que você achou que já não tinha mais nada.

Só que ela está lá, e é imensa.

Tem prédios enormes, cheiro de peixe nas feiras, ondas que quebram com força na areia, fábricas que empoeiram o ar, música tocando em todos os lugares. Também tem rios mortos, dinheiro manchado de sangue circulando nas ruas, sereno misturado com medo assim que cai a noite.

Mas principalmente, tem gente. Muita gente, provavelmente muito mais do que você já viu na sua vida. Gente que acorda cedo e demora muito pra chegar no trabalho, gente que gosta mais de frio do que calor, gente que fica doente se o time perde, gente que prefere gato a cachorro, gente que fala uma língua só existe lá e que parece uma colcha de retalhos, cheia de meandros e pedacinhos e voltas pra dar conta de tanta ideia diferente. Tanta gente, que nasce, cresce, vive a vida inteira e você nem sabe. Você nem viu.

A minha terra, ela é um soco no peito, ela é um ferro em brasa, ela te atravessa e vai contigo pra todos os lugares, não te deixa esquecer. Eu posso estar aqui, posso me vestir como você, comer como você, beber como você, o tempo pode até apagar meu sotaque, você pode não imaginar. Mas lá no fundo, eu sei exatamente de onde eu vim, e isso me faz ser quem eu sou.

De rolê pelo UK: Londres e estúdios do Harry Potter

Fui dar um passeio em Londres para realizar um sonho de infância: Visitar os estúdio em que foram filmados os filmes de Harry Potter! Como Pottermaníaca assumida, foi um dos melhores passeios que eu já fiz na vida. Aproveitei também para dar outros passeio na capital britânica.

 

Vlog: De rolê pelo UK – Inverness & Lago Ness

Fui fazer um passeio que meu eu de oito anos não iria acreditar: O Lago Ness, na Escócia! Não poderia deixar de ir, sendo tão pertinho de Glasgow. Acabou sendo uma das melhores viagens da minha vida! Voltei totalmente encantada com a paisagem das Highlands. E o monstro do lago Ness? Assista pra saber se a gente se encontrou!

Ah! No blog das minhas queridas Fábia & Gabi, vamos postar um texto bem completo com tudo sobre os passeios, acomodação, valores, etc. Entra lá para conferir: https://www.estrangeira.com.br/

Berlim transforma

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Fonte

Berlim é, de verdade, a cidade do pecado. É tanta liberdade, tanta permissividade, que muita gente se perde e nunca mais acha o caminho para a superfície. Porque tem outra coisa, Berlim é intensa. É um vortex que preenche todos os espaços da sua vida.

A questão é que quando eu lembro que Berlim fica na Europa, meio que tomo um susto, porque a sensação é que Berlim não fica em continente nenhum. É uma bolha destacada do resto do universo, com a suas próprias regras, sua própria língua, e o seu próprio povo. Berlinense de nascença é raro de se ver. Berlinense por vocação tem de monte; eles vêm de todo o resto da Alemanha e de todos os cantos do mundo, querendo se encontrar, querendo se perder, querendo se perder pra se encontrar. Nessa profusão de línguas, sotaques, desejos diferentes, uma coisa nos une a todos: A vontade de construir um lar para quem nenhum outro canto foi realmente casa.

Todos nós temos os nossos motivos para vir; mas o motivo para ficar é o mesmo. Berlim aceita. Berlim acolhe. Mas não vá pensando que é fácil, que é de mão beijada. Primeiro, Berlim te testa. O inverno é longo e escuro. O frio é quase insuportável. A burocracia coloca um impedimento atrás do outro. E tem o isolamento para quem não fala – ou fala pouco – da língua. Berlim é pra quem não tem medo de enfrentar a solidão mesmo, de meter a cara, de passar por cima, de insistir, insistir, insistir.

Aí quando você se prova, de repente ela se abre e te pega no colo. E todos nós, estranhos no ninho, ovelhas negras, patinhos feios, estamos em casa pela primeira vez. Daí você está no metrô depois de dois dias de Berghain e sorri para alguém que senta na sua frente no metrô, e recebe um sorriso de volta. Aquele sorriso cúmplice; eu vejo você. E eu te reconheço.

A armadilha é que o intensivão puro contato que é viver em Berlim não é com ninguém menos que a gente mesmo. A ideia que todo mundo tem de desanuviar é entrar num inferninho e dançar bate-estaca sozinho até o estresse ir embora. Numa cidade em que você pode ser o que quiser, as únicas perguntas que realmente importam são quem eu sou de verdade? E quem eu quero ser já que eu posso ser quem quiser?

Filosofia barata, talvez. Mas só quem já experimentou já sabe; Berlim vira a gente de cabeça pra baixo, revira, machuca, ensina, transforma. Porque aqui, não tem meio termo. Aqui se vive a vida no volume máximo.

Vlog: Sendo brasileira na gringa

Saiu o primeiro Vlog em inglês no canal! Flertei por um tempo com essa ideia, mas foi só quando acontecimentos infelizes da vida real me deixaram de saco cheio de ser tratada como um brinquedinho sexual nas minhas andanças fora do país só por ser brasileira que eu achei que realmente faria sentido fazer esse vídeo.

O estereótipo de que a gente é sexy e selvagem não é só irritante, mas traz muitas situações de desconforto e perigo. O vídeo tem legendas em português, e espero que represente muitas mulheres por aí que sentem a mesma coisa.