Vlog: De stalker e louco todo mundo tem um pouco

Com essa vida moderna, temos informações abundantes sobre todo mundo o tempo todo. É importante usar todo esse conhecimento para o bem. Por exemplo, descobrir que fim levou a Mariazinha da terceira série ou onde o crush passou as férias de dois anos atrás.

8 Instagrams safadinhos para seguir

Certo, certo, a gente sabe. Todo mundo está no Instagram, inclusive eu. A rede social é uma das mais divertidas, em que dá pra curtir conteúdo dos amigos sem muita enrolação. Mas o que nem todo mundo sabe é que nem só de fotos de comida, selfies e #blessed vive o Instagram. Embora a rede social tenha políticas estritas para nudez, vários perfis interessantes trazem uma abordagens diferentes e inovadoras sobre diversos aspectos do sexo e erotismo sem cair nos clichês de sempre e conseguindo burlar a censura. Vale a pena seguir. Só cuidado para não passar pelo feed em locais onde as pessoas podem ver a tela do seu celular, hehe! O conteúdo não é exatamente ~SFW.

Cystisk 

Tiles

A post shared by Lisa Broms (@cystisk) on

Nesta conta, a artista sueca Lisa Broms posta pinturas de sua autoria com conteúdo erótico. As imagens são de cair o queixo, com uma pegada bem artística. Vale a pena pela visão abstrata e subjetiva do erotismo e nudez.

Nudegrafia

A conta tem mais de 300.000 seguidores e é administrada pela Tai Melo. Porém, gravuras e pinturas de outros artistas também abrilhantam a coleção. Em geral, os desenhos têm uma pegada de gravura, e mostram diversos tipos de casal em cenas eróticas. É sexy, mexe com a imaginação e sai do comum.

Kakaakuh

Conheci o trabalho da Carol Cunha, minha conterrânea, na minha última estadia em BH, quando ela estava divulgando seu trabalho nos bares do Maletta. Os desenhos dela são super inusitados e irreverentes, e misturam erotismo com insolência. Os que juntam Pokemón com sacanagem são imperdíveis.

Everydayemil

O perfil mistura vários tipos de fotos e ilustrações, mas vale a pena mesmo pelas ilustrações que juntam pênis com objetos do dia-a-dia. Divertido, original e safadinho do jeito que a gente gosta.

Vintagerotica

#1970s #Easter #1979 #HappyEaster #DeniseMcConnell

A post shared by Vintage Erotica (@vintagerotica) on

Unindo o clássico com a sacanagem atemporal, o Vintagerotica tira do baú bastante conteúdo erótico, mostrando que safadeza sempre esteve na moda. A conta foca bastante em ensaios femininos, muitos da Playboy, mas também mostra cenas de filmes e quadrinhos que mostram que nossos ancestrais não deixavam nada a desejar quando o assunto é erotismo. Ótimo pra se inspirar e caprichar naquela sessão de nudes.

Stephanie_starley

Possivelmente o perfil mais famoso da lista, a artista e videomaker Stephanie Starley cria vídeos com frutas que mexem com a imaginação de todo mundo. Para você que achou que a conta só se tratava de #ppk, fica a dica, também tem uso criativo de bananas e beringelas 😉 Inusitado e original, também serve para mandar como #dica para aquele boy que não sabe muito bem o que fazer na cama, que a gente sabe que tem de monte.

Jacqthestripper

#HUNGRYSTRIPPERS, both figuratively and literally jacqthestripper.com/shop 🍕

A post shared by JACQ THE STRIPPER (@jacqthestripper) on

Já imaginou como é a vida das strippers? Pois esse perfil conta pra você. A americana Jacq, veterana na profissão e também cartoonista e comediante faz quadrinhos sincerões sobre como é o dia-a-dia das strippers, como lidar com aqueles clientes escrotos, e as perguntas condescendentes que invarialmente aparecem, tudo com um humor negro bem cáustico. Não dá pra não seguir.

The.Vulva.Gallery

O The.Vulva.Gallery é um perfil que existe para divulgar e enaltecer a beleza de todos os tipos de pepeka que existem. Nós mulheres não somos acostumadas a conhecermos nossas vaginas tão bem, e isso acaba gerando um monte de inseguranças. Será que a minha é normal? Será que ela deveria ser assim? As gravuras desse perfil celebram as diferenças de cada uma, mostrando pra gente que todas são lindas – cada uma do seu jeitinho.

Naquele ano novo

tumblr_ne8ioa9E7r1rcf4rko1_500
Fonte: Pinterest

Tinha acabado de fazer 18 anos quando conheci a T. Estava passando as férias em uma cidadezinha do interior de Minas chamada Lagoa da Prata, que eu sempre ia para visitar meu amigo Gabriel. Só que aquelas férias eram diferentes: Tinha acabado de me formar no ensino médio e era maior de idade, o que significava que eu ia garantir legalmente o suprimento de álcool de todo rolê.

Num dia sem fazer nada ao redor da lagoa, ela chegou. Pôs a minha adultisse no chão. A T. usava uma jaqueta de couro, óculos escuros, tinha um corte de cabelo descolado. Ela tinha 18 anos há pouco tempo também, mas já tinha saído da casa dos pais há anos, para cursar o ensino médio em outra cidade. Ela contou que tinha acabado de terminar um relacionamento, que era complicado, porque ela morou por um ano com a menina. Acendeu um cigarro, ajeitou a jaqueta e ficou contemplando a lagoa.

Naquela época, eu era uma pamonha. Nunca fui tímida, mas eu era insegura demais para ficar a vontade na presença dos outros. Não sabia como agir, não sabia me colocar, tinha medo e vergonha de soar errada. Tinha vergonha de ser tão magrela, usava as bermudas que roubava do meu pai, meu cabelo estava eternamente preso num rabo de cavalo sem graça. Ainda ia demorar muito tempo para eu conseguir me sentir confortável para ser a pessoa que eu era.

Fiquei interessada na T. logo de cara, mas imaginei que ela nunca ia me querer de volta. Imagina, a menina era toda experiente, até morado com outra garota tinha, e eu no máximo tinha dado uns amassos em banheiros públicos depois de muito álcool. Além disso, ela tinha acabado de terminar o namoro, estava chateada. Afastei a ideia da minha cabeça e passamos dias ótimos, fazendo piadas enquanto andavamos de uma ponta a outra da cidade, pensando em como ia ser o futuro quando a vida parecia uma página em branco.

Quando chegou o reveillón, falamos para a mãe do meu amigo que íamos passar a virada na única boate da cidade. Mentira deslavada porque nos achávamos cool demais para nos misturar com o resto do pessoal que não usava all star e não ouvia The Clash. Em vez disso, nos juntamos eu, meu amigo, a T. e outro amigo nosso e alugamos (usando a minha  carteira de identidade, com muito orgulho) um quarto num hotel podreirinha da cidade. O hotel era bem antigo, o quarto parecia de uma casa velha mal assombrada. Mas para nós nada podia ser mais uma celebração da nossa liberadade do que nos trancarmos naquele quarto com um monte de álcool e cheetos e assistirmos show da virada.

Já passava das uma, estávamos todos bêbados rindo do esforço da repórter da Globo para continuar preenchendo a transmissão dos fogos de Copacabana quando ela obviamente não tinha mais nada pra falar. Eu estava deitada em uma das camas do quarto, a T. do meu lado, quando por algum motivo, em algum momento, ela começou a fazer carinho na minha perna, a mão subindo debaixo da minha bermuda.

Gelei. Não sei se os meninos perceberam. Tentei agir normalmente, continuar a conversa, mas a minha voz foi morrendo, até que eu fiquei calada. Com 18 anos, apesar de já ter tido um namoro longo, minha experiência em se tratando das putarias era quase zero, tanto com meninos quanto meninas. Minha vida amorosa tinha sido muito confusa e platônica até então, meus encontros eram sempre rápidos, em situações estranhas, quase sempre com gente tão inexperiente quando eu.

A T. não era inexperiente.

Era uma coisa tão simples, uma carinho na parte detrás da minha coxa. Eu já tinha ido muito mais longe do que aquilo. Mas mesmo assim, parecia que os nervos da minha perna estavam diretamene conectados com o meu cérebro. Eu fui ficando encolhida, minha respiração foi ficando mais rasa. Eu tentava disfarçar, com medo que os meninos entendessem a situação, mas sentia que eu ia ficando cada vez mais excitada. Tenho a lembrança nítida da sensação da mão dela acariciando minha perna e sentindo minha calcinha ficando molhada, pulsando de tesão. Acho que foi uma das vezes em que eu fiquei mais excitada na vida.

Aquilo durou muito tempo. Não sei se ela não sabia se eu estava interessada, ou só queria me torturar mesmo, mas o fato que é que para mim pareceram horas. Eu sentia que a qualquer momento ia vazar e molhar o lençol. A excitação foi lentamente derrubando a minha vergonha e depois de muito hesitar, eu alcancei a perna dela, coberta por calças jeans, devagarzinho para retribuir o carinho. Não sabia o que fazer, mas não queria que aquilo acabasse. Tentava soltar o ar devagar pela boca para não arfar.

Foi então que ela falou bem baixinho para mim, “eu voto a gente ir para o banheiro”, com a maior gentileza do mundo. Parecia que ela podia captar o meu nervosismo, e queria me deixar a vontade. Eu acho que só fiz que sim com a cabeça com aquele entusiasmo característico dos adolescentes.

Fomos. Eu olhei para o chão, com vergonha de encarar meus amigos, que claro, já tinham notado o clima muito antes de mim até e estavam torcendo por nós duas. Entramos no banheiro que também tinha aquele ar de casa velha. A luz não funcionava, mas eu por dentro achei melhor assim. Lembro que entrava um fiozinho de iluminação pela janela, provavelmente de um poste na rua. A gente se encostou na porta e começamos a nos beijar.

Sinceramente, eu perdi a noção do tempo. Passamos horas naquele banheiro. Ela me passava a sensação de estar 100% segura do que fazia, e eu, do alto da minha inexperiência, abandonei o controle do meu próprio corpo e simplesmente me deixei levar. Quando eu vi, estava de calcinha e sutiã na frente dela. Eu nunca tinha ido tão longe com ninguém. De repente fiquei muito consciente de que pela primeira vez estava numa situação em que poderia ir até o fim e de fato transar com alguém. A perspectiva me assustava um pouco, não sabia se estava pronta. Mas ela não forçou a barra. Pelo contrário.

Desceu a mão pelo meu corpo, com perícia de quem sabe o que está fazendo. Desceu para dentro da minha calcinha, foi passando os dedos por toda a minha boceta bem devagar, até que eu relaxei. Aí ela começou a tocar o meu clióris no ponto exato, do jeito certo. Eu gemi alto. Nunca ninguém tinha feito aquilo comigo antes. Eu não conseguia mais raciocinar. Todas as minhas inseguranças viraram fumaça. Eu abri as pernas o máximo que dava, me apoiando na porta atrás dela. Eu sentia que não seria capaz de lidar com todo o tesão que eu estava sentindo, parecia que eu ia desmaiar, ou explodir, ou gritar.

Depois entramos na banheira vazia (que não funcionava) e lá ficamos até o amanhecer. Não fizemos muito mais do na porta – bem que eu tentei retribuir as carícias, mas não fui tão bem sucedida na missão. Ficamos nos beijando, as mãos em todos os lugares, até que a gente percebeu que estava amanhecendo.

Depois disso, vi a T. algumas outras vez, em episódios aleatórios. Nunca mais ficamos. Mas aquele reveillón abriu um mundo de possibilidades para mim, e eu sinto que eu não fui mais a mesma pessoa.

Espiral

tumblr_nxkha3GY5B1qznmazo1_1280.jpg
Fonte: Tumblr 8tracks

Tá frio, tá frio pra caralho, mas eu não sinto mais nada, as pontas dos dedos dormentes enquanto você abre a minha boca e despeja mais Jägermeister. Essa situação é ridícula, e talvez nós dois estejamos velhos demais para estarmos bêbados nos beijando em cima do capô de um carro qualquer, minha calça grudada na neve e no metal. Mas foda-se também, eu sempre odiei tudo que é morno e prefiro estar assim, prefiro os seus beijos trôpegos, minha personalidade dionisíaca se encaixa tão bem na sua, talvez seja destino que vagabundos acabem se esbarrando nos cantos do mundo, talvez nós só estejamos nos recusando a crescer, mas eu adoro ser assim toda pequenininha pra minha cintura caber direitinho nas suas mãos, tem horas que me dá vontade de te engolir, tem horas que me dá vontade de correr que essa loucura toda só pode acabar quando eu me machucar mas foda-se, foda-se, foda-se, eu tô tão bêbada e você também, despeja mais álcool na minha boca, me dá um banho, me leva pra casa, arranca minha roupa, me come até a gente desmanchar na minha cama.

***

A gente entrou na banheira de roupa e tudo, e quando eu olho no espelho parece que meu coração tá batendo dentro do meu crânio, essa cidade, essa cidade é a cidade do pecado, eu vim aqui pra me perder, e enquanto você olha pra mim com essa cara de quem mal consegue focar aquela música vem na minha cabeça, I just wanna turn the lights on, in these volatile times… Mas tá certo, eu queria ser livre, e eu estou sendo livre, é que liberdade é uma coisa perigosa, ainda mais pra gente como eu, mas tá tudo certo, eu tô tão descolada da pessoa que eu fui que eu acho que ela não volta nunca mais e isso é bom, ela tinha medo, e eu não tenho mais medo de nada, então vem, turbilhão por turbilhão a gente se neutraliza, se for pra doer deixa doer com força, se a cidade é fria e o inverno é longo, vamos incendiar essa porra toda com gasolina e autodepreciação, até não restar tijolo sobre tijolo.

Até eu me acabar.

Até a gente acabar.

Até a onda quebrar, arrasar e ir embora, pra eu arrumar a bagunça depois.

Astrologia sexy: 12 contos eróticos com os 12 signos do zodíaco

330408b462d5d06eafd5c9e0c5925c3c.jpg
Fonte: Pinterest

Pois é, a série chegou ao fim. Vou confessar que foi muito divertido para mim escrever os contos com cada um dos signos, tentando descrever o jeitinho de cada um no sexo sem cair nos clichês de sempre. Foi uma aventura e tanto, produzir tantos contos diferentes em tão pouco tempo. Tive muita dificuldade pra conseguir escrever o conto de sagitário; não imaginava que ia ser tão difícil falar sobre meu próprio signo. Mas agora a série está aí, está pronta, e eu espero que vocês se divirtam tanto lendo quanto eu me diverti escrevendo. Todos os links estão aqui embaixo. Usem, abusem, mandem prozamigo, pros crush, pra todo mundo.

Ah, não se preocupem. O conteúdo do blog não para, tem bastanteee continho ainda por vir, e provavelmente uma nova série que começará em breve 😉

Aries – 21 de março a 19 de abril

Touro  – 20 de abril a 20 de maio

Gêmeos – 21 de maio a 20 de junho

Câncer – 21 de junho a 22 de julho

Leão – 23 de julho a 22 de agosto

Virgem – 23 de agosto a 22 de setembro

Libra – 23 de setembro a 22 de outubro

Escorpião – 23 de outubro a 21 de novembro

Sagitário – 22 de novembro a 21 de dezembro

Capricórnio – 22 de dezembro a 19 de janeiro

Aquário – 20 de janeiro a 18 de fevereiro

Peixes – 19 de fevereiro a 20 de março

 

Vlog: Síndrome do impostor e a sensação de nunca ser bom o suficiente

Sabe aquela sensação de não ser bom o suficiente nunca? Sabe aquela certeza que logo vão descobrir que você nem deveria estar ocupando o seu cargo e vão te demitir? Sabe quando você sabe que o seu peguete logo logo vai se tocar que você não é tudo isso? Sabe como é sentir que você pode ser “desmascarado” o tempo inteiro? Então, o nome disso é síndrome do impostor. A boa notícia é que você não está sozinho.

 

Sagitário

4c8810d3b49abc9bcb0d6a9740d813d6.jpg

Dobrei o corpo de tanto rir, apertando a minha barriga e tentando recuperar o ar. Suspirei várias vezes tentando fazer o oxigênio voltar a circular, limpando as lagriminhas que tinham saído dos cantinhos dos meus olhos. Estávamos há mais de uma hora vendo um vídeo sem sentido atrás do outro no YouTube, apoiando os pés na mesinha de centro bagunçada com a garrafa de vodka que já tínhamos terminado, os sucos para misturar, o pote de sorvete vazio e o bong de vidro. Ele jurou para mim que tinha um vídeo melhor ainda para mostrar, enquanto eu acendia o bong e mandava mais um trago para dentro, a brisa me fazendo sentir que estava flutuando a uns dois centímetros do sofá.

Será que era só a brisa?

Segurei a fumaça na boca e fui soltando devagar. Senti as minhas extremidades formigando de um jeito gostoso, e me servi de mais um copo de vodka com suco. Já tínhamos passado da metade da segunda garrafa. Sacudi a cabeça, rindo de lado. Teria eu encontrado um companheiro de copo a altura?

Ele me mostrou mais um vídeo completamente idiota e hilário e mais uma vez começamos a gargalhar no sofá. Só que dessa vez ele jogou os braços pra trás, acertando meu copo quase cheio no caminho.

E me dando um banho de vodka.

– Ai, caralho, porra! Desculpa, desculpa! – Ele pegou o copo no chão, todo desastrado, sem saber por onde começar a me secar. A frente do meu vestido ficou ensopada e gelou rapidamente, me fazendo arrepiar de um jeito bom. Ele ficou vermelho como um tomate, mortificado.

– Cara, relaxa, não tem problema…

– Desculpa mesmo…

Relaxa. – Eu queria rir, porque aquela devia ser a primeira vez na vida que não era eu que estava derrubando coisas. Geralmente era eu que estava me desculpando por ter virado bebida em alguém, sendo levantada no chão depois de um tombo, quebrando uma coisa nova logo depois de comprar. Olhei para ele, ele ainda estava sofrendo de vergonha. – Eu disse que não tem problema. Eu tava precisando de uma desculpa pra tirar esse vestido mesmo. – Me livrei da minha jaqueta, e observei com divertimento quando a expressão dele mudou rapidamente de constrangimento para atenção. – Aposto que você fez de propósito.

Eu tirei o vestido ensopado devagar, jogando no chão quando eu terminei. Mordi o lábio porque a ideia de estar só de calcinha e coberta de vodka na frente dele me deixava nervosa de um jeito bom. Como se tivessem ligado um motorzinho eu algum lugar embaixo da minha barriga.

Ele virou o restinho de bebida que tinha no copo. Eu engatinhei até ele, curtindo a ideia de estar praticamente nua enquanto ele ainda estava totalmente vestido. Cheguei bem pertinho da boca dele, e a gente sorriu junto. Era difícil bancar o sério naquele jogo de sedução, quando a gente tinha passado horas gargalhando junto. Quando a gente tinha passado horas falando sobre tudo e qualquer coisa sem nenhum requinte de sofisticação. A minha crueza e o meu entusiasmo tinham encontrado espelho nele e o tesão que eu estava sentindo era só mais uma maneira de a gente se divertir junto.

Quando a gente se beijou, foi rápido, foi desastrado, mas foi com aquela sede de quem nunca teve medo de nenhum de ir com tudo naquilo que dá vontade. Foi uma mistura de mãos e dedos e línguas e logo a gente não sabia onde um começava e o outro terminava. Sentia que estava ficando descabelada, me esfregando no corpo vestido dele com meu torso pregando de vodka e a sensação era de melar a calcinha.

Ele segurou os meus ombros, descendo a boca pelo meu pescoço, mordiscando e descendo a trilha que a bebida deixou no meu corpo.

– Acho que essa é minha nova combinação preferida. – Ele ofegou. – Álcool e você ao mesmo tempo. – Eu ri, balançando a cabeça. Estava muito mais que altinha há tempos já, e parecia que ele tinha tirado as palavras da minha boca. Ele me puxou com força, me fazendo ajoelhar em seu colo enquanto ele lambia toda minha barriga e a lateral do meu corpo.

Puxei o cabelo dele e ele gemeu baixinho. Eu mordi o lábio e levantei a sobrancelha, anotando a informação mentalmente para depois. Puxei de novo com mais força e a gente beijou mais uma vez. A mão dele invadiu a minha calcinha daquele mesmo jeito desajeitado, os dedos dele abrindo caminho e me tocando de maneira vigorosa. Desci da posição em que estava, ficando de quatro sobre ele, para garantir melhor acesso, enquanto arrancava a camiseta dele sem delicadeza nenhuma.

Ele olhava para cima, observando as reações no meu rosto enquanto me tocava, franzindo o cenho e mordendo os lábios, como se quisesse memorizar como me fazer gemer mais alto.

Não demorou e eu estava tremendo, praticamente rebolando contra a mão dele e quando ele sussurrou que queria me ver gozar eu obedeci na hora, como se fosse uma reação espontânea do meu corpo, sobre a qual minha mente não tinha nenhum poder.

Pisquei e sacudi a cabeça para clarear a visão – a sala estava enfumaçada e tudo parecia meio surreal. Ele se levantou do sofá e eu pesquei a ideia, deslizando meus joelhos para o chão e apoiando a meu torso no assento. Ele segurou minha cintura com as duas mãos e me comeu ali, o cheiro do suco de fruta e da maconha impregnando o ar e se misturando com o do nosso sexo. Pensei em muitas coisas; em como parecia que as mãos dele queimavam minha pele, em como ele parecia estar pegando fogo dentro de mim e como eu talvez estivesse gritando alto demais.

Aí ele pediu para eu gritar mais alto ainda.

Foi catártico. Nas mãos dele eu desmanchei, senti que não precisava esconder nem reprimir nada. Toda a minha existência pagã, torpe, libertina fazia sentido quando a gente estava ali, bêbados e suados, entregues um ao outro.

Desmontei no sofá quando acabou, tentando desembaralhar o meu cérebro. Quando ele pareceu voltar para o lugar, me veio a lembrança do vídeo que estávamos vendo antes. E assim recomecei a gargalhar de novo e ele sem nem saber do que eu estava rindo, começou a rir também.

Dizem que o mundo é dos loucos.

Naquela hora, ele foi.

 

Vlog: Aprendendo alemão e a primevera chegou

Que falar alemão é difícil todo mundo sabe… Pior é quando você mora na Alemanha, tenta se virar e acaba não conseguindo sair do lugar. Um vídeo sobre as dores e delícias de tentar falar essa língua do capeta.