Meus 12 contos com os 12 signos disponíveis em inglês na plataforma Jmamuse!

Oi, gente, tudo bem com todos? Quem está lembrado da minha série de 12 contos eróticos com os 12 signos do zodíaco que publiquei aqui no blog ano passado? Pois é, já faz um tempo que meus amigos aqui a gringa me pedem para ler, mas como eles estavam disponíveis só em português, acabavam não podendo.

Para o dia dos namorados por aqui, dia 14 de fevereiro, corri para conseguir traduzir tudo para o inglês e estou super honrada de vê-lo publicados no blog do Jmamuse, uma plataforma de arte erótica com uma curadoria incrível.

Então é isso! Dá uma passada lá, veja o que a Jmamuse tem para oferecer, e quem sabe, mande o link dos contos praquele @ gringo que você está cortejando no Tinder/WhatsApp/Instagram 😉

O link está aqui!

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Astrologia sexy: 12 contos eróticos com os 12 signos do zodíaco

Literatura erótica – 12 contos eróticos com os 12 contos do zodíaco, escritos por uma mulher.

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Fonte

Pois é, infelizmente a série de 12 contos eróticos com os 12 signos do zodíaco chegou ao fim. Vou confessar que foi muito divertido para mim escrever os contos com cada um dos signos, tentando descrever o jeitinho de cada um no sexo sem cair nos clichês de sempre.

Foi uma aventura e tanto, produzir tantos contos diferentes em tão pouco tempo. Tive muita dificuldade pra conseguir escrever o conto de sagitário; não imaginava que ia ser tão difícil falar sobre meu próprio signo. Mas agora a série está aí, está pronta, e eu espero que vocês se divirtam tanto lendo quanto eu me diverti escrevendo.

Todos os links estão aqui embaixo. Usem, abusem, mandem prozamigo, pros crush, pra todo mundo.

Ah, não se preocupem. O conteúdo do blog não para, tem bastanteee continho ainda por vir 😉

Aries – 21 de março a 19 de abril

Touro  – 20 de abril a 20 de maio

Gêmeos – 21 de maio a 20 de junho

Câncer – 21 de junho a 22 de julho

Leão – 23 de julho a 22 de agosto

Virgem – 23 de agosto a 22 de setembro

Libra – 23 de setembro a 22 de outubro

Escorpião – 23 de outubro a 21 de novembro

Sagitário – 22 de novembro a 21 de dezembro

Capricórnio – 22 de dezembro a 19 de janeiro

Aquário – 20 de janeiro a 18 de fevereiro

Peixes – 19 de fevereiro a 20 de março

 

Touro

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O chiado da frigideira encheu a cozinha, enquanto ele ia organizando todos os ingredientes de maneira metódica.

– Se eu for arrumando enquanto cozinho, não fica bagunçado depois, entendeu?

Ele explicou, moendo pimenta rosa em cima do refogado. O solinho do violão saía da caixa de som, enquanto ele ia cozinhando sem pressa, servindo-se de mais um gole da cerveja chique.

– É belga. – Ele tinha me explicado assim que eu cheguei. Tinha feito muita propaganda das suas habilidades culinárias e eu estava com as expectativas muito altas. Entre um gole da cerveja escura e uma mordida do pratinho com queijos e castanhas, fomos papeando. A noite estava quente, a porta da varanda estava aberta. Eu adorava ouvir como ele falava sobre as coisas de maneira muito específica e entusiasmada. Estava me explicando há uns dez minutos todos os segredos do risoto perfeito, mas eu me sentia um pouco mal, porque só conseguia pensar que sempre adorei homem usando calça de moletom cinza, ainda mais quando tinha um corpo tão escultural quanto o dele. Era sempre tão bom passar o tempo na companhia dele, sempre tão doce e tranquila quanto o violão de sete cordas que sempre estava na sua playlist.

– O cheiro está muito bom. – Eu comentei, porque era verdade. Ele sorriu aquele sorriso charmoso, avisando que faltava só um pouco. Tampou a panela e veio me dar um beijo, segurando minha cintura de leve antes de escorregar as mãos para os meus ombros e fazer uma massagem de leve. – Meu Deus, o que eu fiz para merecer esse tratamento VIP?

– Ué, eu falei que ia cuidar de você hoje. – Eu suspirei, relaxando. Queria me contagiar com toda aquela serenidade. O alarme do telefone dele tocou, e ele voltou para o fogão. – Está pronto. Preparada para comer o melhor risoto de abóbora da sua vida?

Eu levantei um garfo.

– Nasci pronta.

***

Ele adorava dizer que orgasmos culinários podiam ser tão bons quanto os tradicionais. Eu passei a seriamente concordar depois do nosso jantar. A comida estava divina. Ele sempre me impressionava. A gente se dava também, mas a gente sabia que entre nós dois nunca seria mais do que sexo e amizade. E tudo bem. Às vezes é até melhor assim. Eu aproveitava aquele jeito brincalhão dele sem noias. Quando terminamos de comer, ele me levou para o sofá, e uma tigela de morangos com chantilly se materializou nas mãos dele.

Ele às vezes era tão clichê, mas por incrível que pareça, isso nunca me incomodou. Pelo contrário, aproveitamos cada um dos morangos. Ele tirou minha blusa, me lambuzou de chantilly e lambeu tudo para limpar.

Quando eu vi, já estava sem sutiã, com a barriga melada de doce, presa no colo dele enquanto a gente se beijava. Digo presa porque era exatamente essa a sensação que o beijo dele me dava. Parece que eu tinha entrado numa cela, e tinham jogado a chave fora. Era tão profundo e assertivo, que parecia que eu nunca mais ia conseguir sair. Estava acorrentada nos lábios dele.

Ele me segurava com força, me pressionava contra ele, meu shortinho minúsculo raspando naquela calça de moletom sem vergonha. Passei a mão pelo peito dele, bem devagar, antes de enfiá-la por dentro da calça logo de uma vez. Ele gemeu na minha boca, devolvendo o gesto e descendo a boca pelo meu peito, uma das mãos se embrenhando dentro por dentro dos meu shorts e da minha calcinha fio dental.

Ficamos assim por um bom tempo, brincando, provocando, para ver quem ia ceder primeiro. Mas desde o começo eu sabia que ia perder, e de bem com isso. De repente chutei meus shorts para longe, desci a calça dele até os tornozelos e me ajoelhei no chão, entre as pernas dele.

– Pena que não tem mais chantilly. – Eu disse com uma piscadinha, antes de colocar o pau dele inteiro na minha boca. Ele puxava o meu cabelo de levinho, na altura da nuca, enquanto eu ia provocando, torturando, até que ele me puxou de uma vez, me encaixou no seu colo, e começou a me comer devagarzinho, segurando meus quadris para me fazer rebolar.

Não demorou e ele gemeu alto no meu ouvido, me jogando de volta no sofá e enfiando o rosto entre as minhas pernas, me chupando lentamente até me fazer gozar. Depois, deitou a cabeça na minha barriga, resmungando que estava cansado. Eu ri. Respondi que podíamos dormir no sofá mesmo.

Assim fizemos.

 

Gêmeos

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Fiz um barulhinho de impaciência no fundo da garganta, e ele riu da minha cara. Não que eu não estivesse me divertindo. Estava, inclusive bastante. Mas a brincadeira estava virando tortura.

Eu estava de quatro na cama, as costas arqueadas. Minhas mãos estavam firmemente amarradas na altura do pulso. Meus olhos vendados.  Completamente nua, exceto por uma calcinha toda de renda preta. Ele passou as mãos pela parte de trás da minha coxa, demorando-se na minha tatuagem. Arrepiei.

–  Caralho, amor. Você tá muito gostosa assim.

Eu ri. Mas continuava impaciente.

– Tá se divertindo aí? Que bom que um de nós está, agora dá pra ir logo com isso?

Ele beijou uma das covinhas das minhas costas. Depois, passou a língua por ali. Eu gemi alto. Com a venda nos olhos, parecia que eu estava cem vezes mais sensível. Senti que o colchão mudou de posição e quase dei um coice no ar. O filho da puta estava saindo da cama??

– OU! – Eu berrei. – Celular a essa hora, cê tá de zoa? – Ele gargalhou de novo.

– Foi mal, foi mal! Eu só queria tirar uma foto.

– Vai tirar foto pra sujar a mão e depois vir me comer? Não senhor. Pode ficar quietinho aqui.

Eu o conhecia bem demais. Sempre com a cabeça em três mil lugares, era quase impossível fazer ele largar a porra celular, mesmo quando a gente estava transando. Eu estava vendada mas podia imaginar, os olhos de coruja indo do meu corpo para o teto, para a janela de volta para o meu corpo, como se o cérebro dele tivesse várias abas pelas quais ele conseguia passear.

– Tô te irritando, né? Desculpa. Juro que vai valer a pena.

Senti ele segurando meus quadris, roçando sua cueca contra a minha bunda, enquanto seus lábios procuravam a minha nuca. Ele segurou meu cabelo, puxou com força, e depois mordeu, chupou o suficiente para quase marcar, antes de descer a boca pela minha espinha, deixando um rastro de beijos molhados, meio desastrados, meio descoordenados, mas que causavam um choquezinho por dentro que quase me fazia saltar da cama.

De repente ele estava mordendo a minha bunda com tanta força que eu soltei um gemido de reclamação. Ele passou a língua pela marca que deixou em mim com os dentes, me fazendo estremecer. Depois, devagar, bem devagar, foi descendo a minha calcinha até os meus joelhos, ajeitando meus quadris para me deixar com a bunda bem empinada. Soltou um assobio e acertou um tapa com força. Daqueles que estalam.

Eu soltei um palavrão, sentindo minha boceta se contrair. Eu podia sentir que estava ficando cada vez mais melada. Tentei separar as pernas, soltar as mãos, qualquer coisa. Aí ele passou a língua, de uma vez só, do meu clítoris até o meu cóccix. Eu quase desmontei na cama, mas ele me segurou firme, me deixando toda aberta, enquanto continuava a me chupar. Era rápido, era grosseiro, mas eu sentia a excitação vinda dele. O tanto que o tesão deixava ele descontrolado. Isso me deixava maluca.

O entusiasmo, a criatividade. Transar com ele nunca era entediante. Ele sempre tinha alguma coisa nova propor. Sempre tinha uma brincadeira nova para experimentar. O sexo era o nosso laboratório, eu era o experimento particular dele. Ele sempre testava para saber o que ia me fazer gozar mais forte.

Fui perdendo a noção. Não estar enxergando deixou a experiência muito mais intensa. Eu me sentia totalmente à mercê da vontade dele. Parecia que meu corpo inteiro estava dormente, eu só sentia a boca dele me lambendo, me chupando, me mordendo. Ele continuou pelo que pareciam horas. Me deixava bem perto do clímax e depois parava, inúmeras vezes, quase me matando de tanto provocar.

Quase gozei tantas vezes que fiquei incapaz de articular uma frase coerente. Ele parou. Me colocou na posição exata que queria. E perguntou:

– Você quer que eu te coma?

– Quero. – Eu consegui dizer, estrangulada.

– Não, amor. – Ele disse baixinho, numa tom de voz que beirava a crueldade. – Eu quero que você me diga direitinho. Quero ouvir. – A boca dele estava na minha nuca de novo. Decidi fazer direito, que afinal, não sou nenhuma donzela.

– Me come, vai. – E para arrematar. – Por favor.

Ele bufou. Passou o pau pela minha boceta inteira, se lambuzando em mim. Me provocou assim mais um pouquinho até que – finalmente! – entrou dentro de mim. Mas só um pouquinho. Só a pontinha. Dava para sentir que ele estava batendo uma com a cabeça do pau dentro de mim e quase enlouqueci.

Depois, ele meteu de uma vez. Com força. E daí, não durou muito mais tempo. Ele me comia com força, sem cerimônia, sem enrolação. Segurou meu cabelo numa mão só na altura da nuca, torceu e puxou. Podia ouvir ele despejando uma torrente de palavras incoerentes no meu ouvido. Céus, era possível que ele não calava a boca nunca? Eu gritei bem alto quando gozei, e senti que ele gozou junto comigo.

Suspirei quando ele saiu de dentro de mim, mexendo os pulsos para pedir que ele me soltasse.

– Vontade de te deixar assim a noite inteira.

– Vai se fuder. – Eu resmunguei. Ele riu de novo. Finalmente soltou meus pulsos, tirou minha venda. Eu senti minha mãos formigando quando o sangue voltava a circular normalmente pelas pontinhas dos dedos. Pisquei os olhos para me acostumar com a claridade. E olhei para ele.

Ele tinha um sorriso de orelha a orelha. Me beijou, e me aninhou no seu peito.

Antes de pegarmos no sono, sussurrou que me amava.

Câncer

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Cheguei na cozinha e a observei fazendo força para conseguir abrir o vinho com o saca-rolhas. As coxas desapareciam dentro da camisola de algodão fininho, o pano quase transparente deixando à mostra a calcinha branca fio dental fazendo um trabalho bem sem vergonha de esconder a bunda empinada. Subi os olhos pela curva da cintura e os cabelos longos e cacheados. Ela finalmente conseguiu abrir o vinho e encheu uma taça.

A abracei por trás, segurando-a na altura da cintura, sentindo a curvinha do quadril que eu sempre achava uma delícia. Senti que ela tensionou na hora, se desvencilhando do meu abraço.

Pisquei aturdida por um segundo. Depois, rolei os olhos.

– Meu, não é possível que você tá puta de verdade.

– Me deixa. – Ela resmungou fazendo menção de sair da cozinha. Eu segurei o seu pulso, a trazendo de volta.

– Não, não, peraí, vem cá. Vai ficar de birra? – Ela levantou as sobrancelhas.

– Não tô de birra. – Eu continuei a encarando. Ela deu de ombros num trejeito afetado. – Quer conversar com ele, conversa. Pra mim foda-se.

– Não tá parecendo foda-se não.

– Eu tenho que achar tudo normal, né? Você ficar de conversinha como ex e eu ainda tenho que ficar de boa. – Ela tentou sair mais uma vez.

– Espera aí, podemos conversar? – Ela suspirou irritada. – Primeiro que eu não tô de conversinha, a gente tava falando de uma vaquinha para dar presente para um amigo em comum, aliás eu já te expliquei isso. E segundo que você é maluca se você acha que eu vou ter interesse em qualquer ex que seja quando eu tenho isso tudo na minha frente.

O canto da boca dela tremeu. Ela quis sorrir. Mas não cedeu.

Caramba, que menina difícil.

– Você é a menina mais gostosa do mundo inteiro. – Eu continuei, e senti que ela tinha amolecido. Fui me aproximando. – Eu quero te apertar, te chupar, te comer o dia inteiro. Tem zero motivo pra você ficar nessa noia.

– Mas…

– Mas nada. Vem cá, vai. – Eu a pressionei contra a parede da cozinha, coloquei minha coxa entre as pernas dela, enfiei meu rosto na sua nuca. Ela tinha cheiro de baunilha. Eu beijei a pele do pescoço, lambendo,sentindo o gosto dela, subindo até o lóbulo de sua orelha. Mordi e ela ofegou. – Me deixa te fazer gozar.

– Para… – Ela resmungou naquela voz que eu já conhecia quando ela queria fazer charminho.

– Só uma vez, vai… Deixa? – Não esperei a resposta e roubei um beijo. Ela logo passou as mãos pela minha cintura, me envolvendo como um polvo. Ela me beijava devagar, insistente, como se quisesse me engolir. Pressionei o meu corpo contra o dela, enfiando as mãos por debaixo da camisola. Passei pela pele macia da barriga, apertei os dois peitos com força. Ela gemeu alto, como sempre. Adorava o quanto ela sempre respondia aos meus toques.

Quando eu desci minha mão de volta pelo corpo dela, calcinha minúscula estava encharcada. Gemi na boca dela, passando meus dedos pela renda molhada de leve, provocando. Ela me segurava, me arranhava, se agarrava em mim, e não parava de me beijar por um segundo.

Deslizei a calcinha para baixo e ela soltou um gritinho gutural quando eu separei  os seus lábios com o indicador e o anelar, correndo a pontinha do dedo do meio pelo seu clitóris. Senti o corpo dela estremecer quando comecei a fazer movimentos circulares, devagar, do jeito que eu sabia que sempre funcionava.

Não demorou e ela desgrudou os lábios dos meus, gemendo alto. Sentia suas coxas dando pequenos espasmos enquanto eu continuava tocando no mesmo lugar, do mesmo jeito. Desci a outra mão para penetrá-la com o dedo, curvando dentro dela para achar o lugar certo. A boceta dela escorria na minha mão, ela tentava abrir mais as pernas a ponto de quase rasgar a calcinha presa na altura dos joelhos. Ela pediu para eu ir mais forte e eu obedeci, sentindo que ela se contraía ao redor do meu dedo, investindo os quadris contra mim como se tivesse perdido a capacidade de controlá-los.

Ela me beijou de novo quando gozou, sua língua passando pela minha boca sem ritmo, sem coordenação. Ficamos ali as duas arfando, até que eu sorri.

– Que delícia. – Ela torceu o nariz.

– Não pensa você que eu esqueci que você estava de papinho com o ex só por causa disso. Eu não esqueci! – Ela subiu a calcinha e saiu pisando duro pelo corredor. Eu suspirei, exasperada.

Hora do segundo round.

 

Capricórnio

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Estava escorada no canto do sofá, bebericando meu vinho e atualizando a timeline do Facebook pela décima vez seguida. Olhei para minha amiga conversando animadamente num canto da sala com o tal boy que ela não parava de falar a respeito há uma semana. Rolei os olhos. As coisas que a gente faz para as amigas transarem. Pelo menos a bebida era farta. Eu dei de ombros enchendo mais uma taça de rosé.

Aquela festa estava um porre. Eu devia saber que ia ser roubada quando ela falou que “provavelmente só ia ter gente da pós”. As pessoas se espalhavam nos sofás, usando vestidos de crepe, comendo barquetes e citando nomes de pensadores. Bom, eu sou uma boa amiga. Valia o sacrifício, mas ela ter que me pagar uma cerveja depois.

Estava rindo sozinha de um vídeo de gatinho que não parava de travar no meu 3g quando ele chegou e se sentou ao meu lado.

– Vídeo de gatinho, hein? Vai com calma, essa é a porta de entrada para drogas mais pesadas. Daqui a pouco você vai estar mandando mensagem no grupo da família só pra ter com quem conversar.

Eu sorri.

– Não corro esse risco. Saí do grupo da família.

– Uau, uma rebelde autêntica.

– Isso aí. Além do mais, parece que eu já tenho com quem conversar. – Ele sorriu. Se apresentou, estendendo a mão. Reparei no sorriso. – Bebe um vinho comigo?

– Obrigado, mas eu estou só na água. – Eu levantei uma sobrancelha. – Eu não bebo. – Ele explicou, sorrindo de novo. Eu pisquei.

– Não por isso. Faço questão de beber por dois.

De repente, a festa deixou de ser chata. O papo fluiu. Com um estoque de rosé infinito, eu fui ficando cada vez mais falante. Reparei que talvez devia estar chamando atenção demais quando gargalhei de repente, quase fazendo o vinho sair pelo meu nariz. Todo mundo olhou para mim. Céus, aquela galera tinha álcool de graça e ninguém estava enchendo a cara? Oficialmente eu estava no mundo dos adultos.

Ele sorriu para mim. Eu reparei em todos os dentes. Ele tinha um sorriso lindo. Talvez eu estivesse bêbada.

Mais provavelmente eu estava bêbada E ele tinha um sorriso lindo.

Minha amiga segurou meu ombro com força, sussurrando no meu ouvido que estava indo para casa do tal boy. Eu sabia que ela estava eufórica. Ia querer saber todos os detalhes no dia seguinte. Depois ela se afastou e pareceu se dar conta de algo.

– Mas como você vai voltar?

– Relaxa, eu dou um jeito. – Porque eu já estava contando com isso desde o começo.

– Se você quiser posso te dar uma carona. – Ele disse. Nós duas o encaramos ao mesmo tempo. Ele levantou as duas mãos num gesto de defensiva, como se dissesse, “sem segundas intenções”.

Mas é claro.

– Viu? Tenho carona. Vai lá, aproveita.

***

– Eu não quero que você pense mal de mim porque eu estou te dando carona.

– Não, imagina.

– Eu tô falando sério. Não sou este tipo de cara.

Andávamos os dois pela calçada, tentando encontrar o carro dele. Finalmente paramos perto de um sedan vermelho. Eu estava prestes a me atracar com um cara que dirigia um sedan, meu Deus. Mas aí ele correu as mãos pelos cabelos cacheados cor de chocolate.

Foda-se o sedan. Tudo nele estava me atraindo como um ímã. O sarcasmo, a confiança serena, o sorriso.

– Muito bem. – Eu o encurralei contra a porta do carro. – Então vai dizer que você não quer me pegar?

Ele ficou sem ação por um segundo, mas logo se recompôs.

– Também não sou o tipo de cara que mente. – E com isso  segurou minha nuca com as duas mãos e me beijou.

Não foi de uma vez. Foi aos pouquinhos. Em progressão aritmética. Tipo seleção da Alemanha se aproximando em etapas da pequena área.

Quando finalmente a língua dele invadiu a minha boca, meus joelhos tinham virado geleia.

***

O caminho para casa foi marcado por amassos incisivos toda vez que um farol fechava. Ele enfiou a mão nos buracos do meu jeans para ter acesso às minhas coxas, e não a tirou de lá durante toda a viagem. Quando ele parou o carro na porta do meu prédio, ia abrindo a boca para chamá-lo para entrar.

Mas mudei de ideia.

Beijei ele mais uma vez, mordendo o lábio inferior dele com força para fazê-lo gemer. Abri o cinto de segurança e sentei no colo dele.

– O que você tá fazendo?

– O que parece?

– Mas…

– A rua tá vazia. Eu sempre tive essa fantasia, não diga que você vai negar.

Ele mordeu o lábio. Vi os seus olhos brilharem.

– A sua fantasia é transar comigo no carro para qualquer um que passar ver? – Eu assenti com a cabeça. – Você é maluca. Eu adorei, vem cá.

Retomamos o amasso, tentando nos livrar das roupas. O espaço era apertado e desconfortável, mas era claro que isso não era problema para nenhum dos dois. Ele tirou meu sutiã em meio segundo, a maior demonstração de habilidade que eu já vi de um homem na cama, e puxou o meu cabelo, descendo a boca pelo meu pescoço, ombro, colo, até chegar nos mamilos. Demorou-se por ali, sugando e mordendo de leve, enquanto as mãos apertavam a minha bunda.

Quando eu estava me contorcendo, enfiei minha mão dentro da cueca dele, rolando os olhos mentalmente para o fato de que era Calvin Klein. Comecei a tocá-lo devagar, provocando. Ele colocou o dedo indicador dentro da minha boca, e eu gemi imediatamente, como ele tinha adivinhado? Comecei a chupar o dedo dele como se fosse um boquete. Ele aguentou por mais dois segundos até arrancar minha calcinha.

Ele segurou meus quadris enquanto me penetrava com precisão cirúrgica. Eu olhava para a rua vazia e mal iluminada e a adrenalina de estar fazendo aquilo em público me dava um barato muito forte. Eu desci as mãos pelo meu corpo, tentando fazer alguma coisa com elas. Ele percebeu.

– Se toca. Eu quero ver.

Quem era esse cara, alguma espécie de robô do sexo da vida real? Obedeci imediatamente. Ele me olhava de um jeito muito safado, escaneando todo o meu corpo, demorando-se no movimento dos meus dedos, e voltando a me encarar. Não tinha como a brincadeira durar muito. Gozamos quase que ao mesmo tempo. Fiz questão de gritar o nome dele.

Só quando voltei para o banco do passageiro percebi que estava toda dolorida de cãimbras. Provavelmente amanhã sentiria as consequências dessa aventura nos meus músculos. Dei de ombros. Tinha valido a pena.

– E aí, quer subir? – Eu perguntei enquanto vestia as minhas roupas. – Mas toma cuidado que pode ser a porta de entrada para drogas mais pesadas. Tipo dormir de conchinha.

Ele sorriu de novo.

– Claro que eu quero.

Libra

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– Eu disse nada de celular. – Ele me repreendeu, entrando na hidromassagem.

– Desculpa, desculpa, eu tava só mandando uma mensagem. – Eu expliquei só a metade, quando a verdade inteira era “eu tava contando pra uma amiga o que está acontecendo porque não vou conseguir guardar só pra mim”. Ele colocou as taças ao lado da hidro, cada uma com duas framboesas e duas folhinhas de hortelã congeladas. Eu sorri enquanto ele enchia as duas de champanhe. Com ele era sempre assim, sempre coisas belas e coisas boas. E toda vez que eu comentava do seu bom gosto, ele respondia com um, “lógico, eu gosto de você”.

Ele deu um golinho do champanhe e eu coloquei o celular de lado. Ele me abraçou por trás, beijando minha nuca com os lábio gelados. Senti um arrepio cortando a minha espinha.

– A água tá muito boa mesmo.

– Eu falei. – Foi a minha resposta, enquanto eu sentia um segundo arrepio me atravessar quando ele passeava as mãos pela minha cintura, por cima do maiô. Olhei para as luzes da cidade sob a névoa do outono, as estrelas faiscantes acima. Lá estava eu, bebendo champanhe dentro de uma hidromassagem num terraço na companhia de um homem que parecia ter saído dos meus sonhos. Aquela viagem parecia pertencer à vida de outra pessoa, como se fosse uma realidade paralela.

O que não significava que eu não ia aproveitar.

Bebi um pouco do champanhe, deixando as bolhinhas fazerem cócegas no meu céu da boca até derreterem. Me virei, colando nossos corpos. Nos beijamos com gostinho de framboesa e hortelã, a água quente da hidro e a primeira dose de álcool da noite fazendo todos os meus músculos relaxarem.

Ele sorriu no beijo, dizendo que tinha esquecido da música. Alcançou o controle remoto, ligando o som e fazendo tocar uma das minhas músicas preferidas. Eu fiquei boquiaberta.

– É essa, né? – Eu fiz que sim com a cabeça. – Eu prestei atenção, tá vendo?

Ele se sentou do outro lado da hidro, dando mais goladas do champanhe, enquanto a gente retomava a conversa da tarde sobre os nosso tempos de rebeldia no ensino médio. Em dado momento ele mordeu o lábio, balançando a cabeça de vergonha. O charme dele era tão cativante que era quase insuportável, e eu só conseguia pensar, “ai, meu Deus, eu acho que eu tô apaixonada, fodeu”.

A mistura de não querer ficar sozinha com meus pensamentos por mais nenhum segundo e um desejo súbito de correr minhas mãos pelos braços dele me fez atravessar a hidro num impulso. Eu me sentei no colo dele, colocando as mãos espalmadas pelos ombros, descendo pelos braços bem torneados, até a barriga bem definida. Fiquei me perguntando se algum dia ele deixaria de me fascinar tanto. Explodi uma framboesa na boca antes de beijá-lo outra vez. Piscina, banheira, hidromassagem e afins sempre tiveram o dom de me provocar uma injeção de libido, e estar ali no colo dele certamente piorava a situação.

Nos beijamos por muito tempo. Ele segurava as laterais do meu rosto enquanto me provocava com mordidinhas. Eu podia sentir sua ereção dentro da sunga, se esfregando contra o meu maiô, e ficava cada vez mais zonza. Investia o meu corpo contra o dele, passando as unhas pelo seu couro cabeludo e puxando os cabelos curtos. Ele sabia me deixar impaciente.

Eu estava praticamente soluçando de desejo na boca dele quando ele finalmente resolveu fazer alguma coisa. Inverteu nossas posições, me pressionando contra a parede da hidro com aqueles braços de dar inveja em qualquer rato de academia. Olhou fundo nos meus olhos, aquele olhar cheio de tesão e malícia, mas sempre com um fundo de ternura, e subiu as mãos pelas coxas, me fazendo tremer de levinho.

Puxou a lateral do maiô para o lado, me deixando exposta. Eu estava pulsando e gemi sem querer quando ele passou o dedão por toda a extensão da minha boceta, de cima pra baixo. Me agarrei nele, cravando minhas unhas nos seus bícepes enquanto ele ia fazendo círculos no meu clitóris bem devagarzinho. Passou o indicador por toda a fenda até chegar na minha entrada, me penetrando de levinho, para recomeçar todo o processo. Ele continuou até que eu o beijei com força, e ele enfiou dois dedos de uma vez dentro de mim. Logo seus dedos acharam aquele ponto mágico (como ele sempre conseguia encontrar tão rápido? Devia fazer um mapinha e vender na Internet, com certeza meus outros peguetes se beneficiariam) e em um minuto eu estava pregada na parede da hidro, completamente desmontada. Alcancei as alças do meu maiô e desamarrei desajeitada, querendo me livrar daquilo logo.

Ele me ajudou a tirar o maiô, e desceu os lábios pelo meu pescoço e colo, chupando, mordendo marcando, bem devagar. Minha pele estava queimando, e ele queria diminuir o passo? Quando ele tomou um dos meus mamilos na boca, eu quase gritei, puxando os cabelos dele. Ele riu de leve.

– Água te deixa maluca mesmo.

– Eu avisei. – Eu resmunguei, puxando os quadris dele para perto sem muita coordenação. Ele segurou minha cintura, me encaixou no seu colo e começou a me penetrar. A água deixava tudo mais difícil, tirando um pouco da lubrificação natural, e fazendo com que a invasão doesse um pouquinho. Eu estava tão excitada que aquilo só me deixou com mais tesão.

Eu o abracei, sentindo meu corpo vibrando no dele, cada investida me causando uma dor deliciosa. Só conseguia lembrar de um amigo dizendo pra mim “o amor dói”, enquanto eu lambia a pele molhada dele, querendo registrar cada detalhe daquele momento nas minhas memórias.

Gozei enquanto olhava para as estrelas, ele segurando o meu corpo firme em cada espasmo. Encostei minha testa no ombro dele, relaxando meu corpo trêmulo, sentindo minha pele reverberar. Só conseguir pensar que paixões podem até não durar pra sempre.

Mas elas nos fazem viver uma vida em cada dia.