Cinco dicas para conversar com o parceiro sobre suas fantasias sexuais

Como ter a conversa sobre aquele fetiche com o parceiro em 5 dicas simples.

Falar sobre o que queremos na cama pode ser muito mais fácil do que você imagina!

Photo by Dainis Graveris on Unsplash

Uma das coisas que eu mais escuto nas minhas aventuras profissionais, é a famigerada pergunta, “como eu posso começar a conversar com o meu parceiro sobre minhas fantasias sexuais?” E embora seja mais comum ouvi-la de mulheres, não é incomum também que homens se sintam inseguros em trazer seus desejos para a relação. 

Por que é difícil falar sobre fantasias sexuais num relacionamento?

Sexo ainda é um tabu na nossa sociedade, e essa dificuldade tem muito a ver com isso. Aprendemos desde cedo que é errado discutir nossos desejos abertamente. Em se tratando de mulheres, a repressão é ainda mais forte. Somos muito cerceadas na nossa sexualidade e isso acaba afetando negativamente nossas vidas – fazendo com que mulheres tenham menos orgasmos e menos satisfação no sexo.

Além disso, existe a ideia de que falar de uma fantasia sexual para o parceiro pode ser ofensivo. Existe o medo de ser julgado, e existe também o medo do parceiro sentir que a proposta é um ataque – como se ele ou ela não fosse “bom de cama o suficiente.”

Mas não precisa ser assim! Aqui estão cinco técnicas fáceis e praticas pra iniciar essa conversa com o ser amado – e compartilhar as maravilhas de vivenciar essas fantasias em conjunto! 

1. Visitar um sex-shop juntos

Photo by Dainis Graveris on Unsplash

É muito comum ouvir das minha leitoras que elas adorariam trazer um vibrador para a cama, mas não sabem como abrir isso para o parceiro. Infelizmente, a nossa cultura machista faz com que os homens se sintam ameaçados por brinquedinhos 😦 Mas a solução para isso é ter muito claro; um brinquedinho não é feito para substituir ninguém, e sim aumentar o prazer a dois!

Uma maneira legal de introduzir o assunto, é sugerir uma visita conjunta a um sex-shop (pode ser online também)! Faça o parceiro ou parceira se sentir incluído na escolha; assim o brinquedo passar a ser algo que vocês dois compartilham. Além disso, existe uma infinidade de toys feitos para brincadeiras a dois, como vibradores controlados por controle remoto, anéis pensamos que vibram, luvas eróticas, etc. 

E vocês podem descobrir muita coisa juntos nesse passeio! 

2. Aprender sobre a anatomia um do outro

Photo: I Am the Clitoris

Aprender a ter prazer tem muito a ver com conhecer nossa anatomia – e infelizmente, nossa educação sexual deixa muuuuito a desejar nesse ponto. Para ambos os sexos existe uma lacuna enorme de conhecimentos importantes sobre nossos corpos. E desvendar esses mistérios pode ser a chave para o parceiro entender melhor o que voce gosta na cama.

Especialmente em se tratando de nós mulheres, o conhecimento sobre o clitóris e seu funcionamento ainda é muito pouco difundido. Veja aqui o vídeo que eu fiz sobre o funcionamento básico do clitóris se voce quer saber mais! 

Marcar um dia para “estudar” juntos e entender o que é gostoso com uma base científica é uma excelente maneira de comunicar seus desejos mais claramente.

Afinal, conhecimento é poder! 

3. Fazer um questionário de perguntas sobre fantasias sexuais

Tirar um tempo e conversar sobre a vida sexual é um passo importante para um casal, especialmente em relacionamentos longos – onde o sexo acaba se tornando parte da rotina e corre o risco de entrar no piloto automático.

Um exercício muito legal é fazer um questionário de perguntas um para o outro que possa servir de guia numa conversa sobre suas fantasias se voce não sabe como começar o assunto. Eu fiz um bem completo, que você pode baixar gratuitamente clicando aqui! 

Mas jogando no Google voce encontra vários outros exemplos de questionários e joguinhos para conhecer melhor os desejos do outro.

4. Mandar um conto erótico com o seu fetiche para o parceiro

Sei que claro minha opinião não é a mais imparcial, afinal eu escrevo contos eróticos. Mas eu acredito que eles são mesmo uma ferramenta muito poderosa para nos conhecermos melhor e também podem nos ajudar a comunicar nossas fantasias.

Se voce sempre quis experimentar ser amarrado, por exemplo, vale achar um conto que narre uma história com bondage. Depois, mande para o contatinho com aquela mensagem marota; “li e lembrei de você, que tal se a gente tentasse um dia?” 

Assim fica mais fácil para o outro visualizar a fantasia e também soltar a imaginação. E para quem como eu ama astrologia, eu fiz uma série de continhos eróticos com todos os signos do zodíaco. Procure o signo do ser amado, mande, e veja qual será a reação! 

5. Aprender a linguagem sexual de cada um

Cada um tem um jeito de demonstrar amor diferente, e isso também vale para tesão. Aprender a linguagem sexual de cada um pode ser chave para entender o que o parceiro deseja na cama e também como ele ou ela tenta te agradar.

É parecido com o teste das linguagens amorosas, e voce vai descobrir qual é o seu perfil. Na Internet existem muitas variações, mas o mais famoso é o “Erotic Blueprint Quiz,” que infelizmente só existe em Inglês. Mas vários outros portais oferecem opções, basta encontrar a que mais te agrada.

E aí, gostou das dicas? Então hora de colocá-las em prática. Acenda umas velas, coloque uma música, abra um vinho, e vá conversar com seu parceiro ou parceira sobre suas fantasias sexuais!

Ah! Não se esqueça que sexo bom é sexo seguro!

Photo by Dainis Graveris on Unsplash

Os paulistanos na visão de uma mineira

São_Paulo_city_(Bela_Vista)
Fonte

Saí de Belo Horizonte e vim para São Paulo já faz seis anos, tentando descobrir quem eu era, o que eu queria fazer da vida e onde eu poderia me encaixar. Encontrei as respostas para essas e várias outras perguntas nessa cidade gigante, fiz amigos que vou levar pela vida inteira, tenho memórias que nunca vou esquecer.

Mudar de cidade muda a gente quando a gente está bem aberto pra isso. Deixei minha cidade natal, minha família, meus amigos de infância, tudo que eu conhecia e isso me tornou uma pessoa mais forte. Por isso e por tantos outros motivos, eu adoro São Paulo.

Mas, depois de todo esse tempo, acho que já dá pra fazer um apanhando de coisas que os paulistanos fazem que são estranhas e engraçadas na visão de quem vem de fora, porque os paulistanos… Eles são bem estranhos. Então vamos logo para a lista.

Coisas estranhas que os paulistas fazem: Uma lista

 Alguns paulistanos acham mesmo que não têm sotaque.

Paulistanos usam a palavra “mestiço” para designar pessoas de ascendência japonesa + brasileira.

Paulistanos falam “erguer” e não “levantar”. – Me chamaram a atenção que isso é coisa de paulista e não paulistano. Ops!

Paulistanos falam “girar” e não “rodar”.

– Paulistanos chamam quadro negro de “lousa” e dever de casa de “lição” (e está aí minha resposta quando eu via isso nas dublagens dos filmes quando criança e pensava “quem fala assim??”)

Paulistanos chamam sanduíche de lanche!!!11 (Respirando no saco só de pensar)

A maioria dos paulistanos realmente odeia o Rio e os cariocas, mas a maioria deles também nunca foi pra lá. (?)

Paulistanos em geral tem uma visão meio estereotipada dos outros estados e falam alegremente assim sem nem perceber que é ofensivo.

Nessa mesma nota, em geral os paulistanos viajam pouco para dentro do Brasil (Mas talvez mineiros viajem muito porque não temos praia…)

Mas os paulistanos que têm grana sempre viajam muito para fora do país, o que cria seres humanos estranhos que acham que o Brasil é São Paulo mas adoram a diversidade cultural de outros lugares.

Paulistanos são um pouco Parisienses, eles acham que o mundo não gira sem São Paulo.

Paulistanos não dão o devido valor ao fato de todos os shows internacionais virem pra cá.

Paulistanos têm uma competição estranha entre eles, para ver quem é “mais paulistano”, baseado na região da cidade em que está o hospital onde você nasceu. Tipo “Sou muito paulistana, nasci em Pinheiros” “Ah, eu nasci na Paulista, sou bem mais paulistana que você”. Pois é.

Mesmo com tanta coisa legal (e de graça!) pra fazer, muitos paulistanos preferem ir para o shopping!

Muitos paulistanos ficam intrigados com o fato de eu não puxar um “r” mais caipira, mesmo sendo de Minas.

 

Muitos outros já me perguntaram porque eu puxo um “r carioca” (?)

A ética de trabalho em São Paulo é muito diferente. O nível de dedicação e esforço esperado de você é muito mais hardcore. Acho isso bem legal.

Em São Paulo, os happy hours em geral começam lá pelas oito da noite! (Sair do trabalho tarde + trânsito)

Em São Paulo, os conceitos de perto e longe são totalmente relativizados. Por exemplo, um lugar que dá pra chegar em meia hora de ônibus, é perto. Um lugar que dá pra chegar em dez minutos a pé, é do lado. E quando falam que um lugar é longe… Vixe, melhor sair de casa com duas horas e meia de antecedência.

Paulistanos estão muito acostumados com filas, engarrafamentos quilométricos, distâncias absurdas, dificuldades para chegar nos lugares, etc. Isso já faz parte da vida. Minha mãe, toda vez que vem me visitar, diz que paulistano “gosta de sofrer”.

Paulistanos também adoram coisas da moda e de repente um restaurante x ou uma determinada comida fica hype e vira a maior febre do mundo e as pessoas são capazes de passar incontáveis horas na fila pra entrar na exposição das luzes ou comer paleta mexicana.

Em São Paulo, é praticamente impossível almoçar pizza. Quase todas as pizzarias só abrem depois das seis da tarde e quando você fala de comer pizza no almoço, eles te olham torto.

– Aliás, experimenta pedir catshup na pizzaria.

– O cachorro-quente paulistano é feito com purê de batata em vez de molho.

– Ao contrário da crença popular, não é nada fácil encontrar estabelecimentos que fiquem abertos 24 horas.

O Bairro do Limão é só um bairro comum.

Paulistanos costumam ser fechados, é mais difícil se enturmar e fazer amizades. Pra mim foi difícil no começo, eu que estou acostumada ao aconchego mineiro.

Paulistanos em geral têm muito bom gosto pra se vestir.

A maioria dos paulistanos está tão acostumada que não faz ideia do que é mais legal nessa cidade: Aqui, dá pra sentir o mundo girar.

E aí, o que achou da lista? Não concorda? Tem itens para acrescentar?